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As melhores câmaras compactas de viagem para 2022

O engenheiro fotográfico da National Geographic escolhe as melhores câmaras para o ajudar a captar as suas viagens no próximo ano.

Desde os modelos de apontar e disparar mais económicos às maravilhas de alta tecnologia perfeitas para fotografar vida selvagem, eis as melhores câmaras para os viajantes em 2022.

Fotografia de Rebecca Hale e Mark Thiessen, National Geographic
Por Tom O’Brien
Fotografias Por Rebecca Hale, Mark Thiessen
Publicado 26/11/2021, 15:25

A pandemia pode ter mudado quando, como e para onde viajamos, mas não alterou o nosso desejo de ver o mundo.

O regresso às viagens significa que esse desejo pode agora ser concretizado. “Viajar e fotografar novamente é como ver a estrela polar numa viagem pelo oceano”, diz Kiliii Yüyan, explorador da National Geographic. “Parece que me foi concedido um passaporte para ver as histórias ocultas do universo, e é melhor aproveitar ao máximo cada minuto.”

Tirar fotografias é uma das melhores formas de desfrutar das suas aventuras no momento – e muito depois de regressar a casa. Enquanto engenheiro fotográfico da National Geographic, projeto e construo equipamentos personalizados para fotógrafos profissionais. E também testo produtos para este guia anual de câmaras compactas para viajantes.

Embora este ano não tenha trazido alterações revolucionárias no fabrico de câmaras, existem alguns novos modelos que são magníficos e atualizações úteis para descobrir. Eis a nossa lista das melhores câmaras para levar nas suas viagens no ano que se avizinha.

Ricoh GR III e GR IIIx

Ideal para: Portabilidade e facilidade de utilização. As câmaras GR III e GR IIIx da Ricoh oferecem sensores de tamanho profissional com dimensões que cabem no bolso.

Fotografia de Rebecca Hale e Mark Thiessen, National Geographic

A GR III pode não ser a mais bonita ou vistosa, mas tem impacto. O sensor APS-C de 24 megapixéis (MP) possui estabilizador de imagem no corpo (IBIS) e autofoco de tipo duplo. O ecrã tátil é ágil e o sistema de menus é fácil de navegar. É a única câmara que eu consideraria comprar como minha companheira de viagem.

Lançada em 2021, a GR IIIx é idêntica à GR III em todos os aspetos, exceto pela objetiva, que é equivalente a uma 40mm f/2.8 um pouco mais apertada. Recomendo regularmente esta câmara aos profissionais como câmara de suporte. Mais informações: Ricoh  

Dica: A vida útil da bateria não é muito longa, mas a câmara traz um conector USB-C integrado. Quando não estiver a fotografar, é fácil carregar a bateria com um carregador para telemóvel.

Sony RX100VII

Ideal para: Velocidade e precisão num pacote minúsculo. Graças à nova tecnologia de sensor, este modelo da Sony consegue disparar 20 fotogramas por segundo praticamente sem distorção de imagem.

Fotografia de Rebecca Hale e Mark Thiessen, National Geographic

A linha RX100 de sétima geração traz vários recursos úteis, mas cada modelo é pequeno o suficiente para caber no bolso de um casaco. Esta versão vem com o autofoco em tempo real da linha profissional da Sony, dando aos fotógrafos um foco automático olho/rosto altamente fidedigno que agora funciona em animais e pessoas. Nenhuma outra câmara com estas dimensões possui autofoco ou velocidades de disparo que se aproximem desta pequena maravilha. Além disso, a câmara dispara eletronicamente quase sem distorção de temas em movimento.

Na prática, isto significa um disparo silencioso e altas velocidades de obturação para trabalhar em ambientes de luz forte. A RX100VII tem uma objetiva zoom equivalente a uma 24-200mm que, embora não seja tão brilhante quanto eu gostaria, cobre uma vasta gama para os viajantes. Tenho descrito regularmente esta linha de câmaras  como a minha escolha para uma “ilha deserta”. Será que o preço é elevado para uma câmara tão pequena? Sim, mas oferece um desempenho verdadeiramente excecional. Mais informações: Sony

Fujifilm X-T4

Ideal para: Desempenho e facilidade de utilização. Com todo o seu aparato, a câmara X-T4 APS-C sem espelho da Fujifilm é uma boa opção para todos os tipos de fotógrafos, desde entusiastas a profissionais.

Fotografia de Rebecca Hale e Mark Thiessen, National Geographic

Enquanto outras câmaras tentam imitar ou usurpar tecnologicamente a X-T4, nenhuma parece ser capaz de igualar o seu design, tecnologia e desempenho. Esta câmara consegue bater-se em pé de igualdade com os modelos profissionais full-frame sem espelho e DSLR – em desempenho, autofoco, qualidade de imagem e manuseio. E partilha o mesmo sensor e processador de imagem da X-Pro 3, mas num corpo ao estilo SLR que possui todos os controlos que possamos desejar na ponta dos dedos.

Uma das coisas mais impressionantes sobre a X-T4 é reter o charme retro (com mostradores vintage) enquanto oferece controlos de nível profissional (modernos, em roda), selagem contra intempéries e opções para vídeo ou temas estáticos. Tudo isto proporciona uma experiência fotográfica agradável para entusiastas e profissionais. A X-T4 não é apenas uma excelente câmara de viagem, é uma das melhores câmaras APS-C sem espelho do mercado, o que a torna, na minha opinião, na campeã das câmaras de viagem para 2022. Mais informações: Fujifilm

Fujifilm X100V

Ideal para: Fotografia de rua. O obturador de folha da X100V da Fujifilm é silencioso e pode ser sincronizado com flash de alta velocidade.

Fotografia de Rebecca Hale e Mark Thiessen, National Geographic

A Fujifilm costumava ser conhecida por uma coisa: película. Mas a X100 original foi uma alteração de paradigma para a indústria das câmaras digitais. Esta câmara revitalizou a marca e colocou o estilo retro na vanguarda do design de câmaras. Agora, a X100V, a quinta da série X100, traz algumas mudanças significativas. A objetiva tem o mesmo valor (equivalente a 35mm f/2), mas o novo design aumenta significativamente a nitidez, tanto para imagens completamente abertas como para planos mais aproximados.

O design do corpo da câmara acrescenta uma selagem quase completa contra intempéries, um ecrã articulado e uma pega ligeiramente alterada, bem como melhorias na distribuição dos controlos (incluindo um manipulo de controlo). As câmaras Fujifilm produzem as melhores imagens no formato JPEG da indústria, com incríveis simulações de película; e as câmaras da linha X100 costumam ser a escolha dos fotojornalistas para câmara de apoio. Esta máquina tem um obturador de folha, que consegue sincronizar altas velocidades com um estroboscópio, e um filtro de densidade neutra (ND) embutido para combater a luz solar intensa. Mais informações: Fujifilm 

Dica: Quando estiver a fotografar com a Fujifilm X100, leve sempre três coisas: um apoio de descanso para o polegar, um para-sol e uma correia de pulso. Com isto, pode facilmente livrar-se da bolsa da câmara e da tampa da objetiva.

Leica Q2, Q2 Monochrom e Q-P

Ideal para: Desempenho e conforto. A Leica oferece um desempenho completo que é acompanhado por simplicidade e qualidade de imagem de alto nível.

Fotografia de Rebecca Hale e Mark Thiessen, National Geographic

Apesar de as veneráveis câmaras da série Q serem tudo menos acessíveis, são maravilhosas de usar. Se conseguir tolerar o preço, estas câmaras valem todo o investimento. A série Q engloba câmaras full-frame de lentes fixas com objetivas 28mm f/1.7 que fornecem estabilização embutida. Os modelos Q e Q-P são a primeira geração com sensor de 24.2 MP; a Q2 e a Q2 Monochrom têm um sensor de 47.5 MP, uma bateria maior e selagem contra intempéries.

Eu costumava preferir a Q-P à Q2, mas a Q2 Monochrom é um animal completamente diferente e tem uma característica fácil de adivinhar: só fotografa a preto e branco. A Q2 Monochrom é quase idêntica à Q2, mas o seu sensor não tem filtros de cores (ou matriz Bayer) – e tem uma pintura elegante preta.

A remoção do filtro de cor produz imagens surpreendentes a preto e branco; e também aumenta a nitidez e desempenho ISO porque há mais luz a atingir os pixéis. Se gosta de fotografar a preto e branco, vai adorar a Monochrom. Se preferir cores, a Q2 ou a Q-P mais antiga são opções melhores. Qualquer um destes modelos é excelente. Mais informações: Leica

Fujifilm X-S10

Ideal para: Orçamentos mais apertados. Pelo preço, a Fujifilm X-S10 é a câmara de viagem mais versátil com lentes intercambiáveis.

Fotografia de Rebecca Hale e Mark Thiessen, National Geographic

Este modelo pega em quase tudo o que gostamos na Fujifilm X-T4, mas tem um preço excelente e uma ergonomia ainda melhor. As desvantagens da X-T4 para a X-S10 são uma bateria mais pequena, apenas uma entrada para cartões de memória, não tem selagem oficial contra intempéries, um visor mais pequeno e outros recursos, como uma velocidade inferior de obturador (que só o fotógrafo mais acérrimo irá sentir falta). Tirando isso, esta opção tem os mesmos componentes eletrónicos internos da X-T4, tornando-a no modelo mais acessível de câmara sem espelho APS-C com IBIS. No geral, este pode ser o melhor negócio de toda a lista. Mais informações: Fujifilm  

Dica: Graças à sua pega ergonómica, esta câmara combina bem com uma lente zoom versátil, como a Fujifilm XF18-135mm f/3.5-5.6 R LM OIS WR, completando assim o kit perfeito de viagem com uma só objetiva.

Canon EOS RP

Ideal para: Viajantes que procuram apenas uma câmara full-frame sem espelho. A EOS RP da Canon é a primeira câmara full-frame de lente intercambiável a fazer parte desta lista anual.

Fotografia de Rebecca Hale e Mark Thiessen, National Geographic

Embora eu nunca tenha escolhido uma câmara full-frame com lentes intercambiáveis para esta lista anual, existem agora algumas câmaras compactas full-frame sem espelho no mercado e algumas objetivas minúsculas para as acompanhar. Este ano testei a Canon RP e a Sony a7c. Apesar de a Sony a7c ser tecnicamente mais competente em todas as categorias, a Canon RP supera a Sony a7c de algumas formas.

Em primeiro lugar, a Canon RP é muito mais confortável de usar na mão e junto ao rosto. Esta máquina full-frame é uma das câmaras mais baratas na lista, e isso por si só é incrível, sobretudo se considerarmos o que traz consigo. A RP envolve todos os fundamentos da fotografia num pacote fácil de manusear para os iniciantes e é atraente para os entusiastas. Mais informações: Canon  

Dica: Compre um adaptador EF-RF da Canon para tirar partido das inúmeras lentes DSLR EF em segunda mão que se encontram a preços acessíveis no mercado.

Olympus OM-D E-M1 Mark III

Ideal para: Fotografia de vida selvagem e trabalhos criativos de paisagens. A selagem ao estilo profissional da Olympus OM-D E-M1 MKIII, os alternadores para mudanças rápidas de configurações e um pequeno sensor ajudam a captar aquela fotografia rara.

Fotografia de Rebecca Hale e Mark Thiessen, National Geographic

O destaque deste artigo vai para a série Olympus E-M1. Esta série de câmaras impressiona-me sempre pelo enorme número de recursos que oferece. Sim, o sensor de 4/3 polegadas é mais pequeno, mas isso permite usar lentes longas ultra-compactas. A E-M1 Mark III adiciona vários superlativos a esta lista: melhor ergonomia, melhor selagem contra intempéries, as lentes super telefoto mais pequenas e o melhor sistema de estabilização neste segmento da indústria.

Estas qualidades são acompanhadas por novos recursos verdadeiramente especiais, como fotografia portátil de alta resolução (pode captar imagens com 50 MP numa sequência de 16 fotogramas) e o filtro Live-ND, que simula um filtro de densidade neutra. Para além disso, a fotografia computacional usada no disparo manual emula alguns disparos de longa exposição feitos com tripés (por exemplo, desfoca a água a cair de uma catarata). O sensor de 20 MP, que foi ligeiramente atualizado da câmara E-M1 da geração anterior, oferece um pequeno aumento na nitidez e clareza. As lentes da linha profissional têm uma construção de alta qualidade e recursos desportivos como para-sol integrado, zoom suave, anéis de foco e visualização bokeh (desfoque de fundo).

A ergonomia fantástica, excelente estabilização de imagem, resistência a todos os climas, desempenho de alta velocidade e lentes pequenas e fáceis de utilizar resultam num poderoso kit de fotografia de vida selvagem que não lhe vai pesar nos ombros. Nota: A empresa que comprou a divisão de imagem da Olympus parece estar a cumprir a sua promessa de continuar a desenvolver lentes e câmaras, pelo que posso recomendar tranquilamente esta marca. Mais informações: Olympus  

Dica: As melhores lentes incluem a Olympus 12-100 mm F/4 IS PRO (kit de lentes 24-200 mm), 40-150 mm F/2.8 PRO (80-300 mm zoom profissional), 7-14 mm PRO (zoom grande angular), e 300 mm F/4 IS PRO (equivalente a 600 mm F4).

Tom O’Brien é engenheiro mecânico e engenheiro fotográfico da National Geographic. Tom O’Brien passa os dias na sua oficina a projetar e a construir equipamentos personalizados para os nossos fotógrafos. Siga-o no Instagram.


Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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