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As árvores mais antigas do mundo vivem neste parque dos EUA

Por National Geographic
Publicado 6/06/2022, 11:33
lago Teresa

O belo lago Teresa oferece vistas do Pico Wheeler, no Parque Nacional de Great Basin, no Nevada.

Fotografia por imageBROKER, Alamy

Desde um cume a 3,982 metros a extensas passagens subterrâneas e cavernas de calcário repletas de cristais brilhantes, há um parque nacional no leste do Nevada que parece unir vários mundos. E existe uma boa razão geológica para isso.

O Parque Nacional de Great Basin (ou Grande Bacia) tem o nome da vasta região que ocupa no oeste dos Estados Unidos, e que cobre a maior parte do estado de Nevada e porções significativas dos estados de Oregon e Utah – estendendo-se até à Califórnia, Idaho e Wyoming. A Grande Bacia foi batizada pelo explorador John C. Frémont em meados do século XIX, e a região abrange na verdade não uma, mas pelo menos 90 bacias, ou vales, e todos os seus rios fluem para o interior – não para qualquer oceano. Toda a humidade nesta cova árida acaba por evaporar, afundando no subsolo ou fluindo para lagos salgados.

Isto cria as condições ideais para os pinheiros Pinus longaeva, a espécie não-clonal (que se reproduz com variação genética) mais antiga do mundo. Estas árvores de crescimento lento vivem a grandes altitudes em cumes de calcário, suportando condições implacáveis, incluindo ventos fortes e temperaturas muito abaixo de zero.

Algumas destas árvores têm mais de 3 mil anos – e já testemunharam eras glaciais, erupções vulcânicas e a ascensão e queda de inúmeros impérios.

O espécime mais antigo, conhecido por árvore de Prometeu, tinha pelo menos 4862 anos quando um estudante universitário a cortou para fins de investigação em 1964 –  ou seja, era mais antiga do que a Grande Pirâmide de Gizé no Egito, que foi concluída em 2560 a.C.

A melhor forma de observar estas árvores retorcidas pelo vento, pela água, neve e passagem do tempo é no Pico Wheeler, com 3,982 metros de altura, a segunda montanha mais alta do Nevada. Procure as árvores de Prometeu num dos bosques no lado nordeste da montanha, ao longo de um trilho de 2.4 km a partir do parque de campismo de Pico Wheeler.

No flanco da montanha, a 2,072 metros de altitude, encontram-se as cavernas Lehman, com mais de dois quilómetros de passagens subterrâneas. Estas passagens formaram-se quando os lençóis freáticos – que durante a Idade do Gelo estavam mais elevados – formaram bolsas no calcário. No final do século XIX, um agricultor chamado Absalom Lehman descobriu a entrada desta caverna espetacular enquanto cavalgava – e batizou-a com o seu nome.

Nos últimos tempos, as cavernas Lehman têm atraído dezenas de milhares de visitantes que querem ver as salas cavernosas repletas de cristais translúcidos e brilhantes, e as espetaculares formações minerais esculpidas pela água. A vida subterrânea também prospera na escuridão. Camarões sem olhos contorcem-se na água gelada, os morcegos usam a ecolocalização para navegar, os ratos seguem o olfato e os pseudoescorpiões usam as suas pinças alongadas para sentir o ambiente circundante.

Durante a noite, os visitantes podem desfrutar da escuridão espetacular que o parque oferece – com uma poluição luminosa mínima, baixa humidade e altitude elevada. Em 2016, esta área foi designada Parque Internacional Dark Sky. Numa noite clara e sem lua, é possível observar a olho nu milhares de estrelas, planetas e até a Via Láctea.

Como chegar ao local 
Os aeroportos mais próximos ficam em Salt Lake City, no Utah (a 376 km); e em Las Vegas, no Nevada (a 460 km). Os visitantes têm de conduzir até Baker, no Nevada, e virar para oeste na Autoestrada 488 para continuar mais oito quilómetros até à entrada do parque.

Melhor altura para visitar 
O Parque Nacional de Great Basin está aberto o ano inteiro, mas os 13 quilómetros superiores da Rota Cénica do Pico Wheeler (depois do Parque de Campismo de Upper Lehman Creek) estão fechados de novembro até maio, ou enquanto os nevões fortes impossibilitarem a abertura da estrada.

Melhor rota 
Se fizer uma visita de um dia, opte pela Rota Cénica do Pico Wheeler para obter vistas espetaculares das paisagens alpinas. No caminho de regresso, faça uma paragem nas cavernas Lehman para dar um passeio subterrâneo através de passagens misteriosas.

Leve sempre em consideração que o mundo alpino é frágil. Nestas elevações, as plantas são de crescimento lento e as suas probabilidades de sobrevivência são mínimas. Permaneça nas estradas e trilhos previamente estabelecidos para evitar a danificação involuntária destas áreas.


Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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