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Deleite-se com estas pequenas localidades românticas na Europa

Paisagens panorâmicas, noites estreladas e uma gastronomia tentadora seduzem os sentidos nestas sete localidades – desde França a Itália e mais além.

Por Raphael Kadushin
Publicado 6/07/2022, 16:40
Giverny, França

A casa e os jardins de Claude Monet em Giverny, França, exibem as paisagens artísticas do famoso pintor impressionista. Os jardins exuberantes desta propriedade florescem desde a primavera até outubro.

Fotografia por Mustafa Yalcin, Anadolu Agency, Getty Images

Agora que as restrições para viajar relacionadas com a pandemia estão a desaparecer, a fome de viajar pela Europa está a aumentar. “As companhias aéreas continuam a ver um aumento nas reservas da América para a Europa, e a Comissão Europeia de Viagens divulgou recentemente uma sondagem onde 88% dos entrevistados alegam ter planos para reservar férias de verão na Europa em 2022”, diz Antonia Koedijk, diretora da divisão norte-americana do Conselho Neerlandês de Turismo.

Contudo, algumas cidades europeias estão cautelosas devido às multidões que se avizinham. Veneza proibiu recentemente os grandes navios de cruzeiro de atracar na cidade, e Amesterdão está a trabalhar para proibir as famosas despedidas de solteiro que sobrecarregam a cidade. Tudo isto tem levado a novas estratégias.

“Devido ao tamanho reduzido dos Países Baixos, o nosso objetivo é sensibilizar os viajantes para que estes saibam que podem visitar Amesterdão, mas também podem facilmente visitar uma variedade de outras cidades e regiões”, diz Antonia Koedijk. Esta estratégia parece estar a funcionar. “Nos últimos anos, os americanos têm ficado cada vez mais interessados em alternar as visitas às grandes cidades com passeios por aldeias e vilas mais pequenas.”

Este interesse tem-se tornado na norma para os viajantes mais experientes, para quem as aldeias são tudo menos pequenas. Quer seja um mercado de rua ou um festival misterioso, ou a maneira como uma aldeia interpreta a musa de um artista, eis sete localidades que resumem o nosso amor pela Europa.

Giethoorn, Países Baixos

Melhor para: Passeios íntimos nos canais da Veneza neerlandesa.

Esta localidade no nordeste dos Países Baixos, a cerca de 120 km de Amesterdão, é conhecida por “Veneza do Norte”, já que a escavação local de turfa criou um centro da aldeia rodeado por canais. A melhor forma de ver esta localidade e as suas casas de campo com telhados de colmo – todas construídas em ilhas de turfa ligadas por mais de 170 pequenas pontes de madeira – é de barco, dado que a aldeia está praticamente desprovida de ruas.

Pode alugar uma variedade de lanchas, mas a opção mais descontraída para os casais é contratar uma pessoa que impulsiona manualmente uma embarcação de fundo chato pela aldeia. Digamos que é uma espécie de gondoleiro das planícies.

(Veneza está inundada de turistas – visite outras cidades flutuantes.)

Qual é o canal mais fotogénico? Binnenpad, com a sua interação mágica de casas pitorescas, pontes e águas iluminadas pelo sol. Este e outros canais estão ladeados por restaurantes onde pode almoçar descontraidamente.

Através de um passeio de barco, os visitantes apreciam as casas de colmo e as pontes de madeira em Giethoorn, nos Países Baixos. Os canais, criados pela agricultura de turfa, são a melhor forma de navegar por esta aldeia, que praticamente não tem carros.

Fotografia por Nick Fox, Alamy Stock Photo

Haworth, Inglaterra

Melhor para: Bibliófilos inspirados por histórias de amor.

À primeira vista, a aldeia inglesa de Haworth parece ter saído de um vilarejo de Yorkshire. Mas no topo da subida íngreme de uma das suas ruas principais está o Museu Brontë Parsonage, onde as irmãs Charlotte, Emily e Anne Brontë viveram e escreveram.

Todos os anos em exposição está um dos livros em miniatura que as irmãs criaram quando eram crianças. “Contém prosa, poesia e avaliações”, diz a curadora Ann Dinsdale. “As letras pequenas são difíceis de ler sem uma lupa. O tamanho reduzido tornou-se num código secreto para as irmãs.”

Também em exibição está a mesa da sala de jantar onde as irmãs Brontë escreviam. “Todas as noites, elas andavam em torno desta mesa a ler os seus trabalhos em voz alta e a discutir ideias para as suas histórias”, diz Ann Dinsdale. A claustrofobia daquela sala e a imagem das irmãs a andar de um lado para o outro à volta daquela pequena mesa sublinham o amor que elas tinham pelos brejos circundantes, onde encontraram inspiração sem limites – inclusive para a assombrosa história clássica de amor de Emily Brontë, O Monte dos Vendavais.

A aldeia de Haworth – repleta com salões de chá e bares atrás de fachadas de pedra cinzenta – também é um ponto de paragem da Ferrovia Keighley & Worth Valley, onde antigos comboios a vapor transportam passageiros entre outras aldeias bucólicas de Yorkshire.

A aldeia de Haworth, em Inglaterra, abriga o Museu Brontë Parsonage, a antiga residência das irmãs Brontë, cujas obras famosas incluem Jane Eyre e O Monte dos Vendavais.

Fotografia por Ian Dagnall Commercial Collection, Alamy Stock Photo

Giverny, França

Melhor para: Visitar jardins exuberantes e ver odes ao impressionismo francês.

Alguns artistas encontram a sua musa inspiradora no ambiente circundante, mas são poucos os que se dedicam realmente a uma musa com tanta determinação como Claude Monet. Durante mais de 40 anos, Monet fez de Giverny, uma aldeia pastoral ribeirinha na Normandia, a pouco mais de 70 km a noroeste de Paris, o seu lar, tema e objeto de criação paisagística.

O seu lago de nenúfares está rodeado por salgueiros-chorões e ancorado por uma ponte em arco pintada de verde. Monet imortalizou os nenúfares em mais de 250 pinturas a óleo. Os fãs do impressionismo francês podem visitar a casa e os jardins do artista, bem como o vizinho Musée des Impressionnismes, onde esteve patente até ao dia 3 de julho uma exposição que explorava o diálogo entre as obras de Monet e do pintor abstrato Mark Rothko. Em determinadas ocasiões, os visitantes podem fazer um piquenique no bosque do museu.

Os lagos de nenúfares na casa do artista Claude Monet, em Giverny, inspiraram muitas das suas pinturas. A melhor época para visitar o local é durante o verão, quando as flores aquáticas estão a desabrochar.

Fotografia por travellinglight, Alamy Stock Photo

Klädeshomen, Suécia

Melhor para: Desfrutar de marisco fabuloso num cenário insular idílico.

Klädeshomen, no arquipélago ocidental da Suécia, fica na sua própria ilha. A aldeia, que nasceu como um ilhéu da coroa onde os pescadores tinham o direito de se estabelecer, enriqueceu com o comércio de arenque.

Agora mais tranquila, esta aldeia é o lar de um museu de pesca e um aglomerado de chalés em tons de pastel ladeados por enormes canteiros de rosas. O hotel Salt & Sill flutua na água; e alguns quartos estão anexados ao seu próprio cais, caso os hóspedes queiram mergulhar nas águas claras do Báltico antes de um jantar de arenque servido em tábuas, que homenageia o passado próspero da ilha.

Os passeios de barco ou de caiaque a partir do cais da cidade permitem aos casais mergulhar no mar azul circundante.

A aldeia de Klädeshomen, na Suécia, outrora o centro do movimentado comércio de arenque, pode ser explorada a pé ou de barcos que percorrem o Báltico.

Fotografia por Johner Images, Alamy Stock Photo

Lourmarin, França

Melhor para: Visitar mercados apelativos e fazer piqueniques a dois.

Na maioria dos dias da semana, Lourmarin, que fica a 65 km a leste de Avignon, na Provence, é uma aldeia clássica e tranquila do sul de França, coroada por um castelo do século XVI e cheia de praças. A aldeia também é conhecida pelos seus escritores, incluindo Peter Mayle e Albert Camus, que está aqui enterrado num pequeno cemitério.

À sexta-feira, porém, a aldeia acorda com toda a força, quando surge um mercado no centro da localidade exatamente às 8 da manhã, que é montado à sombra de plátanos. Este marché é parcialmente dedicado ao artesanato local, cerâmica e tudo o que é lavanda, desde sabonetes a saquetas.

No verdadeiro coração desta atividade fervilhante estão os comerciantes que vendem azeitonas provençais, compota, morangos, vinho, salsichas, pão e doces. Convém chegar cedo para encontrar os melhores produtos, e depois fazer um piquenique a dois à sombra do castelo.

Um castelo da era renascentista no topo de Lourmarin, em França, uma charmosa aldeia provençal conhecida pelo seu mercado de artesanato e alimentos, que é realizado à sexta-feira.

Fotografia por Flavio Vallenari, Alamy Stock Photo

Telč, Chéquia

Melhor para: Desfrutar de arquitetura romântica renascentista e de histórias com um legado duradouro.

Tal como acontece com muitas aldeias na Chéquia (República Checa), também Telč, que fica a 145 km a sul de Praga, sabe bem como se reinventar. Em 1530, um incêndio reduziu a aldeia a cinzas. Passados 17 anos, o governante local de Telč reconstruiu a aldeia com um opulento estilo renascentista. Os edifícios da praça central, agora Património Mundial da UNESCO, revelam arcadas de cores pálidas brilhantes.

(19 dos destinos mais românticos do mundo.)

Os visitantes podem passear por um labirinto de túneis do século XIV que passa debaixo do centro da aldeia e depois sobem para respirar, antes de subirem ao topo da Igreja de St. James, que oferece a melhor vista da cidade. Para finalizar, nada melhor do que uma caminhada pelos jardins do castelo, para apreciar mais uma vez a beleza renascentista.

Casas coloridas do século XVI, ruas de calçada e um castelo da era renascentista conferem à aldeia de Telč, na Chéquia, o charme de um conto de fadas.

Fotografia por Iakov Filimonov, Alamy Stock Photo

Montefalco, Itália

Melhor para: Desfrutar de refeições ao ar livre no meio da agitação clássica de uma praça italiana.

A aldeia de Montefalco, na província italiana da Úmbria, já tinha sido estabelecida antes dos romanos numa área conhecida pelas suas vinhas e olivais. A aldeia também é famosa pelo seu vinho tinto Sagrantino e realiza um festival de vinho todos os anos na Páscoa.

Deguste este tesouro regional num dos bares de vinho da aldeia. Um dos melhores locais é a Enoteca L’Alchimista. Localizada numa praça grande e preparada para servir refeições ao ar livre, os pratos deste estabelecimento vêm dos seus jardins e fazem jus ao próprio nome, transformando a despensa local em algo especial (imagine um macarrão de trufas em molho de trufas, coroado com trufas raspadas). Este é um bom lugar para brindar à aldeia, ou uns aos outros, com uma colheita local.

Os visitantes podem ficar hospedados nas casas centenárias que foram transformadas em pousadas, ou em propriedades de agroturismo nas proximidades.

As vinhas que produzem as uvas para o vinho tinto da região rodeiam a aldeia de Montefalco, na Úmbria. O melhor lugar para provar este vinho é nos cafés em torno da praça principal da aldeia.

Fotografia por David Noton Photography, Alamy Stock Photo

Raphael Kadushin é um jornalista de gastronomia e viagens sediado no Wisconsin.


Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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