As Melhores Fotografias de Animais da National Geographic de 2020

Abelhas a sorver água e chimpanzés que atormentam uma aldeia no Uganda são algumas das fotografias impressionantes selecionadas pelos editores da National Geographic.

Publicado 7/12/2020, 18:13
Uma zebra sedada é içada por helicóptero num rancho do Texas chamado Sexy Whitetails, perto de ...

Uma zebra sedada é içada por helicóptero num rancho do Texas chamado Sexy Whitetails, perto de San Angelo. Esta zebra faz parte dos cerca de um milhão de animais exóticos que povoam os ranchos de todo o estado do Texas. Os animais são frequentemente comprados, vendidos e trocados entre ranchos. Muitos estão disponíveis para caçadores matarem por preços elevados.
(Do artigo “Nos bastidores dos ranchos de animais exóticos do Texas”, de julho de 2020.)

Fotografia de MÉLANIE WENGER, NATIONAL GEOGRAPHIC

Uma fotografia mostra insetos a rastejar por um lençol branco no deserto do Arizona. Durante a noite, o lençol está iluminado por um holofote, atraindo as criaturas que povoam as montanhas Chiricahua – percevejos verdes, traças-falcão e outros. Para a maioria de nós, esta fotografia parece captar diversas formas de vida. Para os cientistas, representa perda: há alguns anos, nestas montanhas, encontraríamos  muito mais espécies de insetos, e ainda mais raras, a rastejar pelo lençol. Mas agora desapareceram.

A fotografia em questão foi captada por David Liittschwager e é um retrato do declínio em massa de insetos que está a acontecer pelo mundo inteiro. Os editores de fotografia da National Geographic escolheram esta imagem para figurar entre as 26 melhores fotografias de animais do ano.

Muitas das fotografias escolhidas apresentam espécies que normalmente não são vistas, como alguns dos insetos de David Liittschwager, diz a editora de fotografia Ally Moreo, que fez a curadoria desta lista. “Iluminar histórias pouco conhecidas sobre animais pode ajudar-nos, enquanto humanos, a conviver melhor com eles e a compreender que as nossas ações podem ter impactos positivos e negativos nas suas vidas”, diz Ally.

Muitas das fotografias também refletem a forma como as pessoas dedicam as suas vidas a ajudar os animais. Uma delas é a imagem de Karine Aigner de gaviões-reais. Estas aves enormes e altamente ameaçadas de extinção têm uma nova esperança de sobrevivência graças a um programa de conservação inovador na Amazónia.

A fotografia de Doug Gimesy mostra raposas-voadoras em Melbourne, na Austrália, a sufocar numa árvore durante uma vaga de calor extrema em dezembro do ano passado. Naquele dia morreram milhares de raposas-voadoras – mas Doug Gimesy também documentou voluntários que trabalharam debaixo de um calor extremo para salvar centenas de animais.

Outras das fotografias escolhidas este ano destacam as relações complexas e muitas vezes controversas entre humanos e animais em cativeiro. Mélanie Wegner documentou a enorme indústria de vida selvagem exótica do Texas: mais de um milhão de animais exóticos, incluindo órix e zebras, são criados, transportados e caçados por somas avultadas de dinheiro em ranchos de todo o estado. Daniel Rolider documentou os cavalos que puxam carroças e respetivos motoristas na cidade de Nova Iorque; Greg Kahn fotografou chimpanzés num santuário polémico na Carolina do Norte.

Embora a maioria destas fotografias tenha sido captada antes da pandemia de COVID-19, algumas foram tiradas nos últimos meses – em ambientes controlados ou com distanciamento social. (Muitas das fotografias de vida selvagem têm “naturalmente um distanciamento social”, diz Ally Moreo.)

Este ano, a pandemia afetou as viagens de muitos fotógrafos da National Geographic. Isso encorajou Jasper Doest a encontrar um novo projeto de fotografia de vida selvagem a partir de casa, enquanto estava de quarentena nos Países Baixos. Jasper apontou a sua objetiva para um casal de pombos que começou por frequentar a varanda da sua família – e depois aventuraram-se ainda mais dentro de casa, no sofá da sala e até na casa de bonecas das suas filhas.

Jasper Doest – cujas fotografias de macacos-japoneses a fazerem espetáculos de rua e de um flamingo resgatado chamado Bob também são destacadas nesta seleção – chamou ao casal de pombos Ollie e Dollie. As visitas diárias dos pombos servem para nos lembrar de que “não estamos sozinhos neste planeta”, escreve Jasper. “E que precisamos de partilhar o planeta com todos os seres vivos como se as nossas vidas dependessem disso.”

Quando os clientes terminam a sua refeição na Kayabuki Tavern, em Utsonomiya, no Japão, os macacos de estimação dos proprietários sobem para um palco improvisado na parte de trás do restaurante e apresentam obedientemente uma coleção de máscaras de papel. Considerados mensageiros dos deuses, muitos macacos são agora treinados para vestir trajes, dar cambalhotas e andar sobre palafitas para agradar ao público.

Fotografia de Jasper Doest

Ursos-pardos pescam salmão em McNeil Falls, no Alasca, lar de uma das maiores congregações sazonais de ursos da Terra. Já foram avistados 80 ursos ao mesmo tempo nesta região. Os ursos estão habituados a pequenos grupos de turistas, que visitam este local para os observar. A proposta de construção de uma mina na região pode ameaçar o corredor de migração dos ursos.

Fotografia de Acacia Johnson, National Geographic

Em abril, um enxame de gafanhotos descia sobre acácias no norte do Quénia. Os enxames podem ter cerca de 70 mil milhões de insetos – o suficiente para cobrir toda a cidade de Nova Iorque mais de uma vez – e dizimar 135 milhões de quilos de culturas num só dia.

Fotografia de David Chancellor, National Geographic

Um leão-marinho sul-americano nada perto da Ilha dos Estados, na parte argentina da Terra do Fogo. O projeto Pristine Seas, liderado pela National Geographic Society, visa proteger um terço dos oceanos mundiais.

Fotografia de Enric Sala

Nos EUA, o estado do Maine foi pioneiro na remoção de barragens para restaurar os percursos de salmão. Agora, milhões de peixes, entre eles uma espécie de arenque do rio com cerca de 25 centímetros de comprimento, estão novamente a nadar rio acima para desovar em Highland Lake, perto de Portland, no Maine.

Fotografia de Brian Skerry, National Geographic

Com as suas línguas tubulares, as abelhas ocidentais em Langen, na Alemanha, sorvem água para levar para o ninho. As abelhas passam a água para outro grupo de abelhas, que a irá evaporar num processo especial para manter o ninho fresco.

Fotografia de INGO ARNDT

Um lençol iluminado por um holofote nas montanhas Chiricahua do Arizona está repleto de enormes traças-falcão e percevejos verdes. O ecologista Lee Dyer, que monta armadilhas luminosas para monitorizar populações de insetos, diz que, nos anos anteriores, esta armadilha capturava muitos mais insetos raros.

Fotografia de DAVID LIITTSCHWAGER, NATIONAL GEOGRAPHIC FOTOGRAFADO NA ESTAÇÃO DE PESQUISA SOUTHWESTERN, MUSEU AMERICANO DE HISTÓRIA NATURAL

Galgos de corrida num canil na Flórida. Apesar de geralmente serem dóceis, estes cães costumam usar açaimes quando estão perto uns dos outros porque têm uma pele fina e podem tornar-se competitivos, dado que são treinados para correr atrás do mesmo chamariz. Em 2018, os habitantes da Flórida votaram para banir as apostas nas corridas de galgos até ao final de 2020, encerrando efetivamente esta indústria. Os críticos deste desporto afirmam que as corridas de cães são cruéis e desumanas, mas os envolvidos na indústria lamentam a perda do que dizem ser uma instituição cultural.

Fotografia de Erika Larsen, National Geographic

No oeste do Uganda, em torno de algumas aldeias, pequenos grupos de chimpanzés sobrevivem nas poucas manchas que restam de floresta. Privados de alimento na natureza, os chimpanzés atacam plantações e culturas de árvores de fruto, competindo desesperadamente com os humanos por sustento, espaço e sobrevivência. Em julho de 2014, um enorme chimpanzé raptou e matou uma criança à porta da casa da sua família, vista nesta imagem, na aldeia de Kyamajaka. Com o passar do tempo, os chimpanzés começaram novamente a rondar de forma ameaçadora a casa, representando uma ameaça para as outras crianças.

Fotografia de Ronan Donovan, National Geographic

Merel Doest esconde-se quando Dollie, uma pomba, pousa na varanda da sua casa nos Países Baixos. Jasper, pai de Merel, começou a fotografar Dollie e o seu companheiro Ollie quando esteve de quarentena em casa em março. Os pombos tornaram-se ousados o suficiente para começar a explorar o apartamento da família – empoleirando-se nos seus pratos e no sofá da sala.

Fotografia de Jasper Doest

Bob, um flamingo, dá um mergulho noturno na piscina de água salgada da casa de Odette Doest, a mulher que o resgatou em Curaçao. Depois de colidir contra a janela de um hotel em 2016, acidente que lhe provocou uma concussão e feriu a asa esquerda, Bob não conseguia regressar à natureza. Bob é um dos cerca de 90 animais no santuário de Odette Doest e tornou-se num símbolo de conservação – Odette leva o flamingo a visitar escolas para educar as crianças sobre a proteção da vida selvagem.

Fotografia de Jasper Doest

Todos os anos em maio, pirilampos iluminam as terras baixas do Parque Nacional de Congaree, na Carolina do Sul, criando uma exibição pulsante com as suas luzes em uníssono. David Shelley, biólogo do parque, considera estas criaturas uma “microfauna carismática” que serve como um lembrete para a importância dos insetos.

Fotografia de Mac Stone, National Geographic

Um órix-da-arábia, sedado num atrelado no Rancho 777 no Texas, aguarda transporte para outra instalação. Extintos na natureza, os órix-da-arábia são criados, comprados e vendidos em muitos ranchos no Texas. Michael Rann, sobrinho do proprietário deste rancho, cuida dos 6000 animais na propriedade. Apesar de Michael perceber que as taxas de caça são a principal fonte de rendimento do rancho, perder animais para os caçadores pode ser doloroso. “Gostaria que os animais que eu criei não fossem mortos”, diz Michael. "Mas é o que é. Eu sei ao que vim.”
(Do artigo “Nos bastidores dos ranchos de animais exóticos do Texas”, de julho de 2020.)

Fotografia de MÉLANIE WENGER, NATIONAL GEOGRAPHIC

Um gavião-real alimenta a sua cria faminta com um tatu morto recentemente na Amazónia brasileira. Desde o século XIX, o alcance do gavião-real na América Central e do Sul diminuiu em mais de 40%. Os cientistas estão a monitorizar este ninho e muitos outros como parte de um esforço que visa proteger esta espécie em áreas mais vulneráveis à desflorestação.

Fotografia de Karine Aigner

Numa folha na Estação de Pesquisa La Selva, na Costa Rica, vespas parasitas em estágio de pupa, entre a fase de larva e adulta, aglomeram-se sobre uma lagarta moribunda que as alimenta – e cuja população as vespas controlam. “O declínio das vespas parasitas é catastrófico para qualquer ecossistema terrestre”, diz o ecologista Lee Dyer. Esta região perdeu muitas espécies de ambos os tipos de organismos.

Fotografia de DAVID LIITTSCHWAGER, NATIONAL GEOGRAPHIC, COTESIA SP. (BRANCONIDEA) PUPA E ZANOLA VERAGO, FOTOGRAFADO NA ESTAÇÃO DE PESQUISA LA SELVA

Antes de partir para caçar no mar durante dois meses, um pinguim-imperador fêmea ajuda a transferir o seu ovo para o parceiro. Esta rotina delicada deve ser feita rapidamente porque o ovo corre o perigo de congelar. Estas aves que não voam dependem das plataformas congeladas de gelo marinho da Antártida para encontrar parceiros, procriar e cuidar das suas crias. Mas com o aumento das temperaturas, as plataformas de gelo estão a desaparecer.

Fotografia de Stefan Christmann

Uma armadilha fotográfica capta um velho leopardo-das-neves numa montanha com vista para o vale de Spiti, nos Himalaias. O fotógrafo Prasenjeet Yadav observou este felino durante dois anos, antes de o animal morrer em março quando perseguia um íbex num penhasco.

Fotografia de Prasenjeet Yadav, National Geographic

Um pinguim-de-Magalhães parece pouco incomodado com uma manada de guanacos na reserva de Punta Tombo, na costa atlântica da Argentina. O grupo de Conservação Tompkins, propriedade de um casal abastado, está a trabalhar para comprar milhões de hectares de terrenos no Chile e na Argentina para doar para a criação de novos parques.

Fotografia de TOMÁS MUNITA, NATIONAL GEOGRAPHIC

Um bisonte no meio de poeira na Reserva da Pradaria Americana, um projeto de conservação que visa criar uma imensa área protegida no centro de Montana. Os bisontes estiveram muito perto da extinção em finais do século XIX. A sua reintrodução é uma parte crítica – e controversa – do plano da reserva para reconstituir uma grande área das planícies do norte, removendo gado, restabelecendo vegetação nativa e ajudando a vida selvagem a regressar e a prosperar.

Fotografia de Amy Toensing, National Geographic

Abanando a sua língua, uma víbora-das-árvores fareja as redondezas. Estas cobras venenosas matam anualmente cerca de 30.000 pessoas na África Subsaariana, mas muitas das mortes não são registadas. O número real de mortes pode ser o dobro.

Fotografia de Thomas Nicolon

Numa quinta de avestruzes na Alemanha, uma cria abriga-se entre as patas enormes do progenitor. No século XVIII, as penas de avestruz eram tão populares na Europa que a caça intensa fez com que as aves diminuíssem em grande parte da sua área de alcance. Domesticadas na África do Sul na década de 1860, as avestruzes são agora criadas pelo mundo inteiro pelas suas penas, carne e peles.

Fotografia de Klaus Nigge

Um antigo chimpanzé de laboratório tenta alimentar-se no recinto do Projeto Chimps, um dos maiores e mais recentes santuários de chimpanzés nos EUA. Desde a sua inauguração em 2014, este santuário na Geórgia acolheu 80 chimpanzés, mas mais de 20 ex-funcionários e voluntários disseram à National Geographic que o Projeto Chimps está cheio de problemas.

Fotografia de Greg Kahn, National Geographic

Um jovem xaréu e uma medusa confraternizam nas profundezas do mar ao largo da costa das Filipinas. Os fotógrafos David Doubilet e Jennifer Hayes captaram esta imagem durante um mergulho em águas negras – mergulho no fundo do mar à noite. David e Jennifer dizem que nadar no mar à noite é o equivalente a flutuar no espaço. “A única forma de saber qual é o caminho para cima é observar a direção para onde as bolhas se dirigem”, diz David.

Fotografia de DAVID DOUBILET E JENNIFER HAYES, National Geographic

Dezenas de raposas-voadoras aglomeram-se na tentativa de sobreviver ao calor sufocante de 43 graus no Parque Yarra Bend, nos arredores de Melbourne, em finais de dezembro de 2019. Cerca de 4500 raposas-voadoras, incluindo muitas das que vemos nesta imagem, morreram no parque ao longo de três dias.
(Do artigo “Austrália: Calor extremo devasta raposas-voadoras”, de janeiro de 2020.)

Fotografia de Doug Gimesy

Um dos cerca de 200 cavalos que puxam carroças na cidade de Nova Iorque aguarda no Estábulo de Clinton Park, em Manhattan, com o seu proprietário, Ariel Fintzi. Esta indústria histórica está há muito tempo no centro de um intenso debate sobre se esta atividade urbana pode ser prejudicial para os cavalos.

Fotografia de Daniel Rolider
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