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Veja: Águia-careca “Nadadora” Salva por Espetadores

Socorristas especializados em vida selvagem acreditam que a águia poderia ter-se afogado caso não tivesse sido ajudada.

Por Sarah Gibbens

Uma águia-careca que se estava quase a afogar teve uma segunda oportunidade ao ser socorrida numa situação de risco. A águia foi vista pela primeira vez na baía de Fundy, na Nova Escócia, no Canadá, a 28 de junho.

Três pessoas, que estavam a apanhar ameijoas nas proximidades, intervieram no sentido de ajudar a ave. Depois de a terem retirado da água e posto a salvo no barco, tentaram secar-lhe as penas com casacos e camisolas.

O vídeo mostra o pássaro a nadar para a frente, de bruços, mas sem conseguir avançar na água. Parecia estar totalmente exausta..

Ângela Corbett, uma das pessoas que socorreu a águia, disse, em declarações ao site da agência de notícias Caters News, que, inicialmente, pensaram que a asa da águia estava partida.

"Nós sentimos que tínhamos mesmo de ajudar esta ave, pois temíamos que ela morresse", disse Corbett.

Depois de os espetadores tirarem a águia da água, entraram em contacto com o Department of Natural Resources (Departamento de Recursos Naturais) do Canadá, que, então, trouxe a águia para o Cobequid Wildlife Rehabilitation Center (Centro de Reabilitação de Vida Selvagem Cobequid).

Numa publicação no seu site, o centro colocou a hipótese de a águia ter voado muito perto da superfície da água na tentativa de pescar um peixe e, depois, não ter sido capaz de levantar.

Quando chegou ao Centro, a águia foi avaliada. Os especialistas descobriram que lhe faltavam os dedos da pata direita, o que descreveram como "altamente incomum" e, possivelmente, resultado de ter caído numa armadilha. A ave de rapina estava de boa saúde e ainda era capaz de voar. Para reduzir o tempo de cativeiro, o centro Cobequid libertou-a rapidamente.

Foram tiradas fotografias semelhantes de uma ave “nadadora” no final do ano passado, quando um grupo de pedestres filmou uma coruja a "nadar" num desfiladeiro do Arizona.

Em ambos os casos, as aves estavam na água por engano, não decidiram dar um mergulho de propósito.

Aves de rapina de grande porte foram catalogadas a nadar depois de caírem do ninho, a voarem muito perto da água para pescar, ou depois de lutar com outro animal.

Uma vez na água, estas aves são incapazes de descolar até chegarem a terra e secarem as penas. Na água, estes pássaros não têm meios de defesa e as garras não conseguem produzir o impulso que as leva para a frente.

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