Reconstruir Um Predador Aquático Gigante

Descubra como os cientistas encontraram o maior predador que alguma vez viveu e caçou maioritariamente dentro de água.

Wednesday, May 6, 2020,
Por Jason Treat, Mesa Schumacher
Animação de Um Espinossauro
Animação de Um Espinossauro
Usando a sua cauda semelhante a um remo, um Spinosaurus aegyptiacus cruza um rio, há cerca de 97 milhões de anos, onde atualmente fica Marrocos. Os fósseis recém-descobertos demonstram que a cauda deste animal era adequada para nadar – reforçando o facto de que o espinossauro passava grande parte do tempo dentro de água. (Modelagem: Davide Bonadonna e Fabio Manucci; Animação e texturas: Fabio Manucci; Design de cor: Davide Bonadonna, Di.Ma. Dino Makers; Supervisão científica: Simone Maganuco e Marco Auditore; Reconstrução baseada em: Nizar Ibrahim e outros, Nature, 2020.)

Escassez de fósseis
Antes de 2014, os paleontólogos tinham apenas alguns fósseis da cauda do espinossauro. E teorizavam que esta cauda, como a de outros terópodes, era usada principalmente para equilibrar o centro de gravidade de inclinação do animal e que provavelmente era rígida. Os paleontólogos também acreditavam que a cauda era um meio secundário de propulsão aquática, que adicionava impulso ao movimento dos membros do dinossauro – que se pensava arrastar ou rastejar em águas de pouca profundidade.

(Leia como o espinossauro bizarro fez história enquanto primeiro dinossauro nadador de que há conhecimento.)

Fonte: Nizar Ibrahim, Universidade de Detroit Mercy.

Fotografia de National Geographic

Abundância de ossos
Em 2018, nas escavações feitas em Marrocos, encontraram mais 131 fragmentos ósseos, incluindo 36 vértebras, alterando o nosso conhecimento sobre a cauda do espinossauro.

Fonte: Nizar Ibrahim, Universidade de Detroit Mercy.

Fotografia de National Geographic

Mais longa e flexível
A última descoberta revela uma imagem mais detalhada da cauda, que é verticalmente muito mais alongada e menos rígida do que se pensava, indicando que a cauda era uma poderosa fonte de impulso na água.

Fonte: Nizar Ibrahim, Universidade de Detroit Mercy.

Fotografia de National Geographic
Animação 3D de Um Espinossauro
Veja uma imagem de 360 graus deste impressionante predador. Modelagem: Davide Bonadonna e Fabio Manucci; Animação e texturas: Fabio Manucci; Design de cor: Davide Bonadonna, DI.MA. Dino Makers; Supervisão científica: Simone Maganuco e Marco Auditore; Reconstrução baseada em: Ibrahim e outros, Nature, 2020.

Os estudos e testes feitos sobre a cauda mostram que esta conseguia obter até oito vezes mais propulsão do que as outras caudas de terópodes, permitindo nadar contra a corrente e acelerar para capturar presas.

Animação de Um Espinossauro a Nadar
Uma animação mostra como o espinossauro pode ter usado a sua cauda semelhante a um remo para a propulsão na água. Modelagem: Davide Bonadonna e Fabio Manucci; Animação e texturas: Fabio Manucci; Design de cor: Davide Bonadonna, DI.MA. Dino Makers; Supervisão científica: Simone Maganuco, Marco Auditore.

Sistemas fluviais da antiguidade
Há 95 milhões de anos, o norte de África tinha vários sistemas fluviais. Ernst Stromer encontrou o primeiro espécime de espinossauro no Egito em 1912; as descobertas mais recentes foram feitas em Marrocos.

Mapa: NG Staff. Fonte: Ron Blakey, Colorado Plateau Geosystems.

Fotografia de National Geographic

Juntar as peças
As primeiras noções sobre a aparência do espinossauro baseavam-se num registo fóssil e numa compreensão limitada dos dinossauros em geral. Mas as novas descobertas revelam um novo conceito sobre a forma do espinossauro, levando-nos ao predador aquático que vemos agora.

Fonte:Nizar Ibrahim, Universidade de Detroit Mercy.

Fotografia de National Geographic


Fonte: Nizar Ibrahim, Universidade de Detroit Mercy. Mapa: NG Staff. Fonte Ron Blakey, Colorado Plateau Geosystems.

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