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Eventos Astronómicos de Julho: Prepare o Telescópio!

Dois eclipses, uma chuva de meteoros e Saturno em oposição. O mês de julho vai estar repleto de eventos astronómicos. Prepare-se!Monday, July 1, 2019

Por National Geographic
Meteoro a rasgar o céu.

Eclipse Solar Total
O Eclipse Solar Total ocorrerá a 2 de julho de 2019, terá uma magnitude de 1,0459 e será um eclipse apenas visível no Sul do Oceano Pacífico e na América do Sul, durante cerca de 4 minutos e 33 segundos. Se está em Portugal, não terá a sorte de observar um dos primeiros eventos astronómicos de julho.

Um eclipse solar ocorre quando a Terra, o Sol e a Lua se alinham completamente, sendo que a Lua fica posicionada entre os dois primeiros, criando uma sombra (umbra) sobre a Terra.

Denomina-se de Eclipse Solar Total quando a Lua fica posicionada completamente à frente do Sol, cobrindo toda a luz solar e formando uma sombra total no nosso planeta.

Saturno em oposição
Em junho, pudemos observar Júpiter em oposição, mas este mês é Saturno o planeta protagonista.

Saturno atrai-nos pela beleza do seu sistema de anéis dourados, mas, também, pelos eventos astronómicos e pelas histórias científicas que nos presenteia. A título de exemplo, sabe quanto tempo dura um dia em Saturno?

Saturno é o segundo maior planeta do Sistema Solar. Quando comparado com a Terra, apresenta uma dimensão 10 vezes maior. Apesar da sua dimensão, é o planeta mais leve dos 8 planetas, sendo composto por hidrogénio e hélio.

Possui cerca de 50 luas confirmadas, cada uma com dimensões e outras características, díspares umas das outras. Algumas encontram-se cobertas de gelo, como a Lua Enceladus, umas mais pequenas e outras maiores, como a Lua Titan, a maior lua de Saturno, e outras com gigantescas cadeias de montanhas, como Jápeto. Todas elas desempenham um papel fundamental no que diz respeito à característica mais fascinante do planeta: o seu sistema de anéis.

O sistema de anéis de Saturno, compostos por remanescentes gelados e rochosos, de cometas, asteroides e luas, é o maior e mais complexo do Sistema Solar, que, desde sempre, atraiu cientistas e astrónomos, tais como Galileu Galilei, Christiaan Huygens e Giovanni Cassini.

E é a 9 de julho deste ano que Saturno volta a dar-nos o prazer de observar mais um evento astronómico. Isto significa que Saturno estará no sentido oposto ao Sol, quando visto da Terra.

O planeta estará bem mais perto da Terra e mais brilhante do que em qualquer outra ocasião, podendo, deste modo, observá-lo durante toda a noite.

Eclipse lunar capturado ao passar pelo Glenn Research da NASA, em Setembro de 2015.

Eclipse Lunar Parcial
O Eclipse Lunar Parcial é mais um dos eventos astronómicos de julho. Ocorrerá no dia 16 deste mês e será visível em algumas partes do mundo, incluindo Portugal.

Terá início por volta das 19h44, mas o ponto alto será às 22h31, onde poderá observar com maior clareza este fenómeno. O Eclipse Lunar Parcial terminará às 01h18 (horário de Lisboa).

Este fenómeno ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua se alinham completamente, mas, ao contrário do que acontece durante um Eclipse Solar, a Lua fica encoberta pela sombra da Terra, estando o nosso planeta no meio destes dois corpos.

Neste caso, um Eclipse Lunar Parcial significa a Lua ficará parcialmente oculta pela sombra. Se ficasse totalmente escondida, estaríamos presente um Eclipse Lunar Total.

Southern Delta Chuva de Meteoros Aquarid
Um meteoro é um fenómeno luminoso que resulta da entrada de um meteoroide na atmosfera terrestre e é vaporizado – é também conhecido como estrela cadente.

As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa a órbita de um cometa. Este, quando se aproxima do Sol, com as elevadas temperaturas, lança pedaços de detritos que se espalham na corrente orbital por onde o cometa passa.

Os meteoros Delta Aquarid irradiam a partir da constelação de Aquário, daí o nome desta chuva de meteoros. A sua origem pode ser dos detritos da passagem do Cometa 96P Machholz.

Os meteoros Detla Aquarid são, geralmente, mais fracos do que outros meteoros. Desta forma, o céu escuro, sem a luz da Lua e das cidades, transforma-se no cenário ideal para assistir a este evento astronómico de julho, pois cerca de 5% a 10% dos meteoros deixam trilhos brilhantes de gás, que duram um ou dois segundos depois de atravessarem o céu.

Esta chuva será visível para os países do Hemisfério Sul, produzindo, em média, entre 15 a 20 meteoros por hora. O auge desta chuva será atingido entre 28 e 29 de julho.

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