Experiências científicas para despertar a curiosidade dos seus filhos

Estas atividades baseadas em plantas vão ensinar a ciência da primavera às crianças.

Por McKenna Becker
Publicado 12/04/2021, 12:17
OG Girl With Plant - Spring Science Experiments
Cute little girl opens the lid and peeks into the jar with the plant. (No location given)
Fotografia por

Os seus filhos não são os únicos que sentem mais energia quando chega a primavera – o mundo natural também.

“Em última análise, a primavera é o regresso do sol”, diz Jack Dumbacher, curador de ornitologia e mamalogia da Academia de Ciências da Califórnia.

“A luz solar é a fonte de combustível para grande maioria da vida na Terra.” Assim, à medida que o hemisfério norte se inclina em direção ao sol, inicia uma série de mudanças.

Por exemplo, as plantas têm fitocromo nos seus caules, folhas e flores. Este fitocromo é ativado pela luz e desencadeia um processo que faz com que os botões comecem a brotar quando as noites ficam mais curtas.

Use estas experiências para responder às perguntas mais comuns que os seus filhos possam ter sobre o mundo natural durante a primavera, como por exemplo como é que as plantas produzem oxigénio ou como é que as sementes crescem. Quiçá, o seu quintal até se pode transformar num laboratório de ciências!

Veja uma folha a respirar – e a fotossíntese

Estas bolhas são oxigénio!

Fotografia por Mckenna Becker

Precisa de: 
• Folha (Nós usámos uma folha de nasturtium.)
• Tigela com água
• Pedra

Como fazer: Dê um passeio e apanhe uma folha grande de uma planta. Encha uma tijela com água e coloque a folha lá dentro. (Pode ser necessário usar uma pedra para manter a folha submersa.) Coloque a tigela sob luz solar direta. Passadas algumas horas, devem surgir bolhas a formar-se na superfície da folha.

Ciência interessante: A luz solar é mais fraca e menos abundante no inverno, pelo que as plantas conservam a sua energia ficando num estado de dormência, no qual deixam cair as folhas e param de crescer. Mas, na primavera, quando a luz do sol e a água são mais abundantes, as plantas podem começar a crescer novamente – e as folhas ajudam.

As folhas têm uma substância chamada clorofila que absorve a luz do sol, e também absorvem água pelas raízes da planta e dióxido de carbono do ar. A clorofila mistura estes ingredientes para criar glicose – que a planta utiliza para obter energia e, eventualmente, para fazer as suas células – e oxigénio.

A planta não necessita de todo o oxigénio que absorve, expelindo esse elemento extra através das folhas. Ao colocar a folha na água, o oxigénio sai da folha na forma de bolhas – é a fotossíntese em ação. (Bónus: Ao verem o oxigénio que respiramos a sair das folhas, as crianças vão compreender porque é que as plantas são tão importantes para o ambiente.)

Faça uma mini-estufa – e aprenda como as sementes brotam

Nós usámos frascos para fazer esta experiência.

Fotografia por Mckenna Becker

Precisa de: 
• Sementes (Nós usámos rúcula, mas pode usar sementes de citrinos.)
• Terra
• Recipiente pequeno (pode ser um frasco)
• Recipiente grande e transparente que dê para cobrir o recipiente mais pequeno (como um jarro grande de vidro ou uma garrafa de refrigerante de um litro cortada ao meio)

Como fazer: Reúna as sementes. (Se quiser usar sementes de citrinos, lave as sementes para remover quaisquer bactérias e deixe-as de molho durante 24 horas.) Encha um pequeno recipiente com terra, coloque as sementes a uma profundidade de cerca de um centímetro e humedeça a terra. De seguida, coloque o recipiente maior por cima do recipiente mais pequeno e coloque a mini-estufa num local com sol. Passados alguns dias, vai reparar que as plantas começam a crescer.

Ciência interessante: Ao cobrir a planta com um recipiente transparente, cria uma mini-estufa que imita o clima quente e húmido da primavera.

As sementes precisam de três coisas para germinar: água, oxigénio e calor. A estufa ajuda a reter o calor do sol e a humidade no solo, criando um microclima perfeito para estimular a germinação das sementes. Quando o revestimento da semente sente que o solo húmido atingiu os cerca de 20 graus centigrados, envia um sinal para que a semente se abra e deixe entrar água e oxigénio.

Assim que as mudas brotam, o ambiente húmido da estufa ajuda as plantas a crescer. Isto acontece porque as plantas inalam dióxido de carbono através de pequenos orifícios chamados estomas que têm nas folhas, e que se abrem no ar húmido.

Teste a memória das abelhas – e observe estes animais a aprender

Use tigelas com água e uma tigela com água e açúcar para testar a memória das abelhas.

Fotografia por Mckenna Becker

Precisa de: 
• Panela
• Água
• ¼ chávena de açúcar
• 5 tigelas transparentes
• 4 folhas de papel branco
• 1 folha de papel colorido vermelha (ou uma folha pintada de vermelho)

Como fazer: Aqueça o açúcar numa panela com água até o açúcar se dissolver por completo. Deixe arrefecer. Encha quatro tigelas transparentes com água e coloque-as por cima das folhas brancas. Encha a última tigela com água e açúcar e coloque-a por cima da folha vermelha. Coloque os pratos em fila ao ar livre.

Nos dias seguintes, observe se há abelhas a rondar as tigelas. Para qual voam primeiro? Poucos dias depois de ver abelhas na tigela que tem água com açúcar, mude a tigela de posição – juntamente com o papel colorido. As abelhas continuam a preferir essa tigela?

Depois, troque os papéis de maneira a que o papel colorido fique sob uma tigela que só tem água. O que acontece nos dois dias seguintes? Agora, deixe os papéis onde estão, mas troque a tigela que tem água com açúcar por outra tigela só com água e com papel branco por baixo. Como é que as abelhas reagem?

Ciência interessante: Durante o inverno, as abelhas aglomeram-se num estado de hibernação para sobreviver ao frio. Quando chega o tempo quente, as abelhas deixam a colmeia para procurar alimento, ou néctar, que é água açucarada produzida pelas plantas.

As abelhas encontram alimento através da visão e do olfato e, apesar de não conseguirem ver cores como os humanos, conseguem distinguir cores, padrões e até mesmo luz ultravioleta. As flores de cores mais vivas (ou seja, o papel vermelho) criam um alvo para as abelhas e outros polinizadores – é por essa razão que as flores são tão coloridas.

As abelhas têm boa memória, portanto, assim que uma abelha associa algo a comida, é provável que regresse. As abelhas provavelmente serão atraídas para o papel vermelho, mas também conseguem localizar a água com açúcar através do olfato, mesmo sem o papel vermelho. Observe se as abelhas seguem o papel colorido e com que rapidez encontram a nova posição da água com açúcar.

Disseque uma flor – e observe como as plantas se reproduzem

Flor dissecada e rotulada numa placa.

Fotografia por Mckenna Becker

Precisa de: 
• Papel ou folhas de um bloco de notas
• Caneta ou marcador
• Flor (Nós usámos uma rosa, mas as tulipas, os lírios e os narcisos também servem.)
• Tesoura

Como fazer: Separe as partes da flor pela ordem que se segue e coloque cada uma num pedaço de papel separado com a etiqueta correta:
• Caule
• Sépalas (as folhas na base das pétalas)
• Pétalas
• Estames (os bocados que parecem pequenos caules com pontas cobertas de pólen)
• Pistilo (talo ou talos centrais, dependendo do tipo de flor, que se estendem diretamente a partir da base da flor)
• Ovário (o bolbo que sobra; corte-o ao meio para conseguir ver os ovos no interior da flor)

Ciência interessante: Cada parte da flor ajuda-a a sobreviver e a reproduzir. O caule contém água e nutrientes para a planta, as folhas produzem alimento através da fotossíntese e as sépalas protegem a flor quando esta é apenas um botão.

As pétalas de cores vivas e com um aroma doce atraem insetos polinizadores como as abelhas. Quando um inseto vai comer o néctar (as glândulas de néctar podem estar nas pétalas, pistilos ou estames, dependendo do tipo de flor), parte do pólen do estame fica colado aos pelos do inseto.

Quando o inseto visita outra flor, o pólen passa para o pistilo dessa nova flor. Eventualmente, o pólen desce pelo pistilo até ao ovário, que fertiliza os ovos da planta. Depois, crescem novas sementes e são geradas novas flores.
 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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