História

Químico Preserva Arte – Antes que Seja Tarde Demais

No Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque, o conservacionista Eric Breitung está a prevenir danos a obras de valor incalculável – e a partilhar o que aprendeu.quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Por Jeremy Berlin
Eric Breitung usa química analítica para ajudar a preservar obras de arte de valor inestimável.

Eric Breitung trabalha na intersecção entre a arte e a ciência – literalmente. Cientista de conservação no Museu Metropolitano de Arte (Met) de Nova Iorque, Eric usa química analítica para ajudar a preservar obras de arte de valor inestimável. Mas onde os outros se concentram em pinturas ou esculturas específicas, Breitung – amante de arte de longa data e antigo investigador na General Electric – tem uma abordagem ampla: "O meu foco é todo o ambiente do museu.”

Isso significa preparar o Met para cerca de 60 exposições por ano, em espaços que variam entre os 9 e os 2.000 m2. Os elementos de design de cada exposição contêm produtos químicos que podem ser nocivos, dependendo da arte. Por exemplo, ácido acético em tecidos pode ser seguro para uma exposição de roupas, mas corrói a arte metálica. Breitung e a sua equipa de 3 membros estão a tentar desenvolver a primeira “Pedra de Roseta dos produtos químicos voláteis presentes em materiais modernos, para que possamos determinar quais são os níveis problemáticos em cada tipo de arte”.

No mundo dos museus, o laboratório de Breitung está na vanguarda da conservação preventiva. "A conservação começou por analisar as formas de cuidar dos objetos danificados. Mas agora, em primeiro lugar, estamos a pensar em como configurar os expositores e o armazenamento, para que este tipo de dano não volte a acontecer.”

O conceito não é novo, diz Breitung. Mas o foco é. "Estamos a partilhar tudo o que aprendemos na internet, na esperança de que outros apliquem os mesmos princípios às suas heranças culturais.” Isto é válido para qualquer pessoa que tenha arte, seja em casa ou num museu.
 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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