6 Museus Portugueses Para Visitar em 2020

Em 2020 entre com o pé direito nestes museus portugueses, por onde deve passar no ano novo.quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Por National Geographic

Edifícios antigos com recheios novos. Paredes novas com objetos antigos. De um aquário de bacalhaus ao mais antigo museu português que se mantém no seu espaço de origem. De workshops de filigrana a porcelana chinesa. Passe por onde passar, estes são alguns dos museus portugueses que deve visitar em 2020.

Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto
O Polo Central do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP) acolhe três exposições que oferecem um bom programa para fazer em família: a exposição ‘Um Século e Tanto’ que ilustra os 130 anos da National Geographic, a exposição ‘Culturas e Geografias’ que celebra o centenário da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a exposição ‘Tabela Periódica: para além dos 150 anos’.

Nas exposições vai poder ver algumas das fotografias mais icónicas da National Geographic e objetos históricos das coleções da National Geographic Society, do MHNC-UP, da Sociedade de Geografia de Lisboa, do Museu da Marinha e do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa.

Na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva, localizada no Jardim Botânico do Porto, poderá visitar 49 módulos expositivos e instalações, desde modelos mecânicos até às mais sofisticadas plataformas de multimédia e audiovisuais.

Por sua vez, no Jardim Botânico do Porto, considerado o ‘pulmão verde’ do MHNC-UP, há muitos jardins onde se perder, do jardim do peixe ao jardim dos xistos. Convidamo-lo a viajar ao longo do tempo através de peças de arqueologia e etnografia, jardins magníficos e a aproveitar o bilhete combinado para os vários polos do museu.
 

Museu do Oriente
Uma oferta de workshops de fazer inveja às agendas mais concorridas, espetáculos musicais, palestras sobre temas asiáticos, cursos de história, aulas de Karaté e Tai Chi… uma magnífica ode ao Oriente. Das peças dos Descobrimentos às coleções de máscaras, o Museu do Oriente possui dois grandes acervos: um alusivo à presença portuguesa na Ásia e outro com testemunhos etnográficos de toda a Ásia – a Coleção Kwok On.

Além da exposição permanente, pode visitar as exposições ‘Um mundo de porcelana chinesa’ (até 31 de dezembro), ‘O caminho chinês’ (até 23 de fevereiro), ‘Timor: totems e traços’ (até 15 de março), ‘Fukuko Ando: weaving (the) Cosmos (até 10 de maio) e ‘Frei Agostinho da Cruz e a espiritualidade Arrábida’ (até 17 de maio).

A somar ao programa de férias escolares, organizam visitas orientadas, atividades lúdico-pedagógicas e oficinas criativas a alunos e professores, segundo a programação escolar, com o intuito de oferecer uma perspetiva mais rica das suas exposições.  

Oferecem a possibilidade de adquirir um bilhete de entrada no Museu com refeição incluída e aos fins de semana servem brunch virado para o rio. Do que está à espera?
 

House of Filigree
O museu de Filigrana ‘House of Filigree’ abriu portas no final de 2019, na cidade do Porto, com o objetivo de proteger e divulgar uma das mais antigas e prestigiadas técnicas da ourivesaria. Criada por Luísa e Pedro Rosas, pertencentes à quinta geração de uma família com ligações à ourivesaria desde meados do século XIX, a House of Filigree pretende promover esta tradição que se encontra ameaçada pela difusão das peças de fabrico industrial.

Localizado num emblemático edifício do século XIX, o projeto House of Filigree foi assinado pelo arquiteto Nuno Graça Moura, integrando o museu, um atelier e uma boutique. No atelier é possível marcar um workshop para grupos superiores a seis pessoas, mediante marcação.

Faça uma viagem imersiva pelo universo e história da arte da filigrana portuguesa e aprecie a perícia dos artesãos que se encontram a trabalhar durante o horário de funcionamento do museu. A exposição permanente conta com um espólio de peças das tipologias mais emblemáticas que datam dos séculos XIX, XX e XXI, assim como um conjunto de vários instrumentos utilizados na produção desta técnica.
 

Museu Marítimo de Ílhavo
Um tributo único ao trabalho no mar e uma promoção exímia da cultura e identidade marítima portuguesa, o Museu Marítimo de Ílhavo foi criado por um grupo de amigos do museu no ano de 1937. Após obras de renovação e ampliação, passou a incluir o navio-museu Santo André - um antigo arrastão bacalhoeiro e um aquário de bacalhaus.

Este museu testemunha a forte ligação da população de Ílhavo ao mar, da pesca do bacalhau nos mares da Terra Nova e Gronelândia à faina agromarítima da Ria de Aveiro. Embarque nesta viagem pelas salas do museu que refletem a influência da pesca nas populações ribeirinhas.

As quatro exposições permanentes incluem um iate da pesca do bacalhau em tamanho real, onde pode descobrir a bordo os elementos materiais que faziam parte do ofício. O aquário de bacalhaus distingue-se por ser aberto e permitir ser visto através de um percurso circular descendente, que vai aproximando os visitantes dos animais.
 

Museu da Tapeçaria de Portalegre
As tapeçarias de Portalegre são uma peça de arte original que se distingue pela sua qualidade e técnica. Utilizam uma obra de um pintor conhecido para, através de uma técnica exclusivamente manual, criarem a tapeçaria, que vai crescendo horizontalmente num trabalho minucioso e moroso.

A história das tapeçarias de Portalegre é uma história recente. Data de 1946, quando dois amigos, Guy Fino e Manuel Celestino Peixeiro, resolveram fazer reviver a tradição dos tapetes de ponto de nó, em Portalegre, após o terramoto de 1755 destruir grande parte das peças que existiam.

O Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino é um espaço dedicado à exposição, conservação e estudo das tapeçarias de Portalegre. Instalado no Palácio Castelo Branco, edifício barroco situado no centro histórico da cidade alentejana, o Museu encontra-se dividido em duas secções: no piso térreo é apresentada a história e técnica de execução das tapeçarias de Portalegre, enquanto que no piso superior estão expostas obras de tapeçaria do final dos anos 40 até à atualidade.

A visita permite apreciar reproduções das obras de Almada Negreiros, Júlio Pomar, Vieira da Silva, Eduardo Nery, Graça Morais, Jean Lurçat, Le Corbusier, entre outros.
 

Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
O Laboratorio Chimico, concebido para o ensino experimental da Química, o Antigo Colégio de Jesus, a Faculdade de Philosophia, o Gabinete de Física – com uma das coleção mais raras e notáveis da Europa, e a Galeria de História Natural – este é o mais antigo museu de Portugal que se mantém no seu espaço de origem. Estes são todos espaços históricos do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (MCUC), que detém o mais antigo núcleo museológico português de história natural e instrumentos científicos.

Os primeiros objetos das coleções datam, na sua maioria, do Século das Luzes. Parte do acervo do museu pode ainda hoje ser visitado nas salas originais - o Laboratório Chimico e o antigo Colégio de Jesus. Aqui encontra-se também o espólio académico e as coleções do antigo Museu Nacional da Ciência e da Técnica.

O MCUC inclui-se no património da ‘Universidade de Coimbra Alta e Sofia’, classificado pela UNESCO como património mundial, em 2013. Se ainda não conhece, este é um museu imperdível que tem o poder de nos fazer viajar no tempo através das antigas paredes da Universidade de Coimbra.
 

Aproveite ainda para descobrir a Rota Portuguesa do Românico e alguns dos locais mais escondidos da ilha de São Miguel.

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