EPAL disponibiliza visitas virtuais ao seu património cultural

O Museu da Água tem encontro marcado consigo. As visitas virtuais à EPAL já estão disponíveis e levam até si os espaços mais emblemáticos da história da água.

Publicado 13/04/2021, 11:38 WEST, Atualizado 13/04/2021, 15:07 WEST
Apesar das visitas presenciais terem sido retomadas, o Museu da Água abriu recentemente as visitas virtuais ...

Apesar das visitas presenciais terem sido retomadas, o Museu da Água abriu recentemente as visitas virtuais aos seus espaços.

Fotografia de EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres

O conceito de visitar museus virtualmente expandiu-se com as imposições da pandemia da Covid-19. Neste sentido, também a EPAL abriu a possibilidade de partilhar o seu património cultural, através das visitas virtuais ao Museu da Água.

Com vista a oferecer a possibilidade ao visitante de conhecer os espaços simbólicos da história da água, permite ainda descobrir detalhes desconhecidos nas estruturas centenárias e experienciar diferentes ângulos de observação dos espaços.

Espólio de duas décadas

Em 1919, nasceu uma divisão responsável pelos trabalhos de desenho, arquivo, biblioteca e museu, onde o objetivo era construir um espaço expositivo. No final dos anos 30, do século XX, iniciou-se todo o processo de inventário.

Já em 1950, e na sequência da demolição das caldeiras da antiga Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, deu-se a remodelação do edifício projetado para acolher o arquivo. Nessa mesma altura, deram-se os primeiros passos para a criação do espaço museológico.

Em 1987 foi então instalada uma exposição permanente, onde o destaque era a história da evolução do abastecimento de água à cidade de Lisboa, desde a era romana. Passados três anos, a Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos foi galardoada com o Prémio do Conselho da Europa. Esta distinção destacou a instalação e a preservação do conjunto de máquinas a vapor.

É possível realizar visitas virtuais ao Aqueduto das Águas Livres, ao Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, e à Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos. As experiências são realistas, não necessitam de marcação prévia e podem ser realizadas a qualquer altura do dia.

O Aqueduto das Águas Livres

Com um vasto sistema de captação e transporte de água por via gravítica, o Aqueduto das Águas Livres foi construído entre 1731 e 1799. Esta obra notável da engenharia hidráulica, é Monumento Nacional desde 1910.

A concretização do aqueduto implicou o recurso às nascentes de água das Águas Livres, integradas na bacia hidrográfica da serra de Sintra. A sua construção foi possível graças ao imposto Real de Água, lançado sobre bens essenciais como o azeite, o vinho e a carne.

O aqueduto resistiu ao terramoto de 1755 e compreende um troço de 14 quilómetros, desde a Mãe de Água Velha, em Belas, até ao reservatório da Mãe de Água das Amoreiras, em Lisboa. Os troços secundários eram destinados ao transporte de água de 58 nascentes e cinco galerias subterrâneas para abastecimento de 30 chafarizes da capital.

O aqueduto é composto por 35 arcos, entre os quais, o maior arco em ogiva de pedra do mundo. As águas deixaram de ser aproveitadas para consumo humano a partir da década de 60, do século XX.

Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras

Reservatório da Mãe d’Água, localizado entre o Largo do Rato e as Amoreiras.

Fotografia de EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres

Carlos Mardel foi o arquiteto responsável pelo projeto do reservatório, com a finalidade para receber e distribuir as águas transportadas pelo Aqueduto das Águas Livres. Apesar de projetado em 1746, o seu arquiteto acabou por falecer ainda com a obra por concluir.

O projeto foi retomado em 1771, por Reinaldo Manuel dos Santos, incluindo algumas modificações no plano inicial. O término da obra ocorreu em 1834, já durante o reinado de D. Maria II de Portugal. Em 1910 recebe a classificação de Monumento Nacional.

Na frente ocidental, encontra-se a Casa do Registo, onde se controlavam os caudais de água dirigidos aos chafarizes, fábricas, conventos e casas nobres. Atualmente, é possível aceder ao terraço e usufruir de uma vista panorâmica sobre a capital lisboeta.

Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos

Para além das visitas virtuais à Estação dos Barbadinhos, é possível também ver e ouvir a máquina a vapor a funcionar. A estação nasceu do Reservatório dos Barbadinhos, na cerca de um convento franciscano, ocupado pela ordem religiosa dos Barbadinhos Italianos, entre 1747 e 1834.

A estação elevatória surge junto ao reservatório, destinada a bombear água do aqueduto do Alviela, para a cidade de Lisboa. O edifício era composto pelo depósito de carvão, a zona das caldeiras e a zona das máquinas a vapor.

A Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos funcionou entre 1880 e 1928, preservando atualmente as antigas máquinas a vapor e respetivas bombas. Em 2010, foi classificada como Conjunto de Interesse Público e hoje acolhe a exposição de longa duração do Museu da Água e o Centro de Documentação História e Técnica da EPAL.

Em 2014, o Museu da Água inaugurou no edifício da Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos uma renovada exposição permanente que oferece ao público uma abordagem multidisciplinar sobre o elemento água.

A Exposição Permanente do Museu da Água aborda a temática da água nas vertentes da história, da ciência, da tecnologia e da sustentabilidade convidando o visitante a explorar conteúdos como a presença da água no planeta, a história do abastecimento de água a Lisboa, o ciclo hidrológico, o ciclo urbano da água, a poluição da água, a pegada hídrica, entre outros. A nova exposição permanente permite ainda um melhor entendimento sobre a relação dos espaços que constituem o Museu da Água.

As visitas virtuais

À semelhança dos restantes museus nacionais, os núcleos do Museu da Água já se encontram novamente abertos ao público. O Aqueduto das Águas Livres e o Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras estarão aberto nos seguintes horários: de terça a sexta feiras, das 10h às 17.30h e aos sábados e domingos das 10h às 13h. A Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos encontra-se aberta, de segunda a sexta-feira, por marcação, para o nº tel. 218 100 215, entre as 10h e as 16.30h.

Para quem preferir, as visitas virtuais ao Aqueduto das Águas Livres, ao Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras e à Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos permitem ao público não só uma visão panorâmica destes espaços emblemáticos da história da água, como a possibilidade de explorar detalhes desconhecidos nas estruturas centenárias e experienciar diferentes ângulos de observação do espaço.

As novas visitas à distância possibilitam experiências curiosas e realistas. O visitante poderá percorrer a arcaria monumental do Aqueduto das Águas Livres e sentir a vertigem quando se inclina no arco maior, subir ao terraço da Mãe d’Água das Amoreiras e observar Lisboa a 360o ou ainda ver e ouvir a máquina a vapor a funcionar na Estação dos Barbadinhos.

Sugerimos que consulte o site do museu para verificar as atualizações e os horários vigentes durante a pandemia.

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