Imagens históricas mostram a luta secular pelo Afeganistão

Impérios estrangeiros lutaram por este país no Sul Asiático; reformadores e islâmicos lutam para o refazer.

Publicado 18/08/2021, 12:45
Os talibã tomaram o palácio presidencial

Os talibã tomaram o palácio presidencial no dia 15 de agosto de 2021, poucas horas depois de o presidente Ashraf Ghani ter fugido do país. Os talibã controlam agora o Afeganistão.

Fotografia de Zabi Karimi, AP

A ocupação do Afeganistão pelos talibã foi assustadoramente rápida. No dia 14 de abril, o presidente Joe Biden anunciou que os Estados Unidos iam começar a retirar as suas forças em maio, com todas as tropas retiradas até ao dia 11 de setembro. No dia 15 de agosto, combatentes talibã posavam atrás de uma enorme secretária no palácio presidencial em Cabul. O presidente Ashraf Ghani fugiu do país, o governo caiu e os talibã assumiram o controlo.

Um olhar sobre a história do Afeganistão faz com que estes eventos impressionantes sejam menos surpreendentes. A modernização há muito que colidiu com o conservadorismo islâmico e, tal como britânicos e russos podem confirmar, as tentativas de ocupação e subjugação do Afeganistão raramente saem como planeado. Os resultados costumam ser trágicos, sobretudo para as pessoas apanhadas nos conflitos.

Em 1839, os britânicos invadiram o Afeganistão e colocaram novamente Shah Shufa no trono enquanto Emir do Afeganistão. Shah Shufa foi assassinado em 1842. A Grã-Bretanha tentou anexar o Afeganistão três vezes para travar a expansão russa e proteger os seus interesses coloniais na Índia.

Fotografia de Alamy (LITOGRAFIA)

Na Batalha de Maiwand de 1880, durante a Segunda Guerra Anglo-Afegã, as forças afegãs venceram as tropas britânicas e indianas.

Ilustração de Hulton Archive/Getty Images

Soldados sique guardam prisioneiros afegãos perto de Passo Khyber. Os britânicos invadiram o Afeganistão em 1878 depois de o Emir Sher Ali Khan ter dado uma audiência a um representante russo após ter recusado a entrada de uma missão diplomática britânica no país.

Fotografia de Camera Press/Redux

Amanullah Khan, o rei do Afeganistão (ao centro), partilha um barco a remos com Mustafa Kemal Ataturk, o presidente da Turquia, em 1928. Amanullah Khan obteve a liberdade do Afeganistão por parte da Grã-Bretanha e introduziu reformas modernas, pelas quais acabou exilado.

Fotografia de Chronicle/Alamy

A União Soviética também tentou estender a sua influência ao Afeganistão. Em 1955, o líder soviético Nikita Khrushchev (ao centro) visitou tropas afegãs com o primeiro-ministro afegão Sardar Mohammed Daud Khan (à esquerda).

Fotografia de AP

Mohammed Zahir Shah, o último rei do Afeganistão, foi deposto num golpe sem derramamento de sangue em 1973 e foi exilado. Depois de os EUA afastarem os talibã, Mohammed regressou ao Afeganistão, onde morreu em 2007.

Fotografia de Keystone-France/Getty Images

Soldados soviéticos e afegãos cumprimentam-se em 1980. Um golpe comunista em 1978 acabou por levar à invasão do Afeganistão pela União Soviética em 1979.

Fotografia de TASS/Getty Images

O líder soviético Leonid Brezhnev (à direita) celebra o seu aniversário no Kremlin em 1981 com Babrak Kamal, o presidente afegão instalado pela União Soviética.

Fotografia de Laski Diffusion/Getty Images

Em 1983, o presidente Ronald Regan reuniu-se com combatentes afegãos para debater a ocupação soviética do Afeganistão. Os EUA começaram a fornecer armas a grupos antissoviéticos em 1980.

Fotografia de Ronald Reagan Library via AP

O presidente afegão Mohammed Najibullah (ao centro) cumprimenta soldados soviéticos em 1986. Mohammed abandonou o cargo em 1992, quando as forças mujahideen tomaram Cabul. Quando os talibã assumiram o controlo em 1996, Mohammed foi torturado e morto.

Fotografia de Daniel Janin, AFP via Getty Images

Um paraquedista do Exército Vermelho treina soldados afegãos em combate corpo a corpo no aeroporto de Cabul em 1988. Os soviéticos retirar-se-iam do Afeganistão no ano seguinte.

Fotografia de Douglas E. Curran, AFP/Getty Images

Soldados mujahideen dançam na cama do presidente Najibullah após o seu derrube e o estabelecimento de um governo islâmico em 1992.

Fotografia de Liu Heung Shing, AP

Soldados talibã conduzem um tanque soviético em direção à cidade afegã de Mazar-e-Sharif em 1997.

Fotografia de Fotoking/Camera Press/Redux

Combatentes afegãos tentam proteger-se durante o conflito de 2001. Os Estados Unidos invadiram o Afeganistão após os ataques do dia 11 de setembro.

Fotografia de Steve McCurry, National Geographic

Combatentes afegãos vasculham os destroços de um campo de treino da Al Qaeda destruído por um bombardeamento dos EUA em dezembro de 2001.

Fotografia de Gary Knight, VII/Redux

Em 2004, os mujahideen desfilaram em Cabul para comemorar o 20º aniversário da sua vitória sobre os soviéticos. Os homens exibem retratos do líder assassinado Ahmad Shah Massoud e Hamid Karzai, o primeiro presidente eleito do país.

Fotografia de Agostino Pacciani, Anzenberger/Redux

Uma criança acena para uma coluna de veículos militares alemães. As forças da NATO juntaram-se aos EUA no Afeganistão.

Fotografia de Carsten Koall, VISUM/Redux

O Secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld (à esquerda), encontra-se com o presidente afegão Hamid Karzai no palácio presidencial em Cabul para discutir as eleições do país em 2004.

Fotografia de Shah Marai, AFP/Getty Images

Muitas raparigas no Afeganistão não recebem qualquer tipo de educação. Mesmo as que se matriculam numa escola geralmente só estudam durante quatro anos. Portanto, estas alunas da turma de 2010 da Universidade de Cabul estão definitivamente em minoria. Usando o hijab e sentadas em fileiras separadas dos seus colegas homens, as mulheres nesta fotografia graduaram-se no departamento de línguas e literatura. Os talibã proibiram a educação das mulheres, mas as aulas foram retomadas após a queda do regime em 2001. Esta formatura foi realizada sob forte segurança num hotel em Cabul devido ao aumento dos ataques terroristas.

Fotografia de Lynsey Addario

Depois de os talibã terem sido derrubados em 2001, as mulheres puderam assumir funções de maior destaque no governo, embora ainda fosse perigoso. Em 2019, Marjan Mateen, vice-ministra da Educação, dirige-se para uma reunião acompanhada por um guarda armado.

Fotografia de Andrea Bruce, NOOR/Redux

Em 2020, rapazes e raparigas podiam treinar para serem modelos na primeira agência de modelos do Afeganistão.

Fotografia de Daniel Pilar, laif/Redux

Em 2019, no meio de uma violência implacável, os afegãos participaram num comício de campanha de Abdullah Abdullah, chefe-executivo do Afeganistão, em Bamyan, onde os talibã destruíram estátuas monumentais de Buda em 2001.

Fotografia de Paula Bronstein, Getty Images

O general Austin Miller, comandante principal dos EUA no Afeganistão, cumprimenta o general Bismillah Khan Mohammadi, ministro da defesa afegão, durante uma cerimónia no dia 12 de julho de 2021, em Cabul, que marcou o fim da presença dos EUA no Afeganistão.

Fotografia de Kiana Hayeri, New York Times/Redux

Depois de os talibã terem assumido o controlo do país, pessoas desesperadas para fugir tentam escalar as paredes do Aeroporto Internacional Hamid Karzai em Cabul no dia 16 de agosto de 2021.

Fotografia de NurPhoto/AP


Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

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