Pilates: o fenómeno que nasceu num campo de prisioneiros de guerra

Knockaloe, um campo de detenção na Ilha de Man, foi o cenário improvável para o desenvolvimento do Pilates – um método de exercício que continua a adquirir novos devotos até hoje. E a inspiração para este conjunto de exercícios foi ainda mais improvável.

   

Fotografia de DESIGN PICS / NATIONAL GEOGRAPHIC IMAGE COLLECTION
Por YOSOLA OLORUNSHOLA
Publicado 5/01/2022, 15:52

Quando pensamos nas imagens de campos de papoilas e trincheiras enlameadas que moldam a memória coletiva da Primeira Guerra Mundial, a presença de campos de prisioneiros de guerra nas ilhas britânicas não é a primeira coisa que nos vem à mente. Porém, ao longo da guerra, a Grã-Bretanha deteve quase 116.000 pessoas em campos por todo o país, desde o Alexandra Palace de Londres até uma antiga quinta na Ilha de Man. Entre os prisioneiros que ficaram retidos nesta quinta estava um pugilista alemão e artista circense chamado Joseph Pilates.

O inimigo entre nós

Tal como milhares de civis alemães que viviam na Grã-Bretanha no prelúdio da guerra, Joseph Pilates – nascido em Mönchengladbach em 1883 – estava no lugar errado à hora errada. Conforme a silhueta do conflito se delineava, o sentimento anti-alemão crescia, lançando suspeitas sobre os homens e mulheres alemães que viviam e trabalhavam na Grã-Bretanha – uma comunidade de aproximadamente 57.000 pessoas em 1914.

No dia 4 de agosto de 1914, menos de 24 horas depois de declarar guerra à Alemanha, o governo britânico emitiu a Lei de Restrições a Estrangeiros, que definia todos os cidadãos alemães na Grã-Bretanha como “inimigos estrangeiros”. Desta forma, qualquer alemão do sexo masculino em idade militar encontrado na Grã-Bretanha podia ser automaticamente detido devido à ameaça representada para o povo britânico.

Pilates era um homem solteiro com um inglês muito limitado, que viajava com um circo ambulante, sendo assim facilmente alvo de suspeitas. Enquanto vivia numa casa de hóspedes em Blackpool, Pilates foi obrigado a registar-se como “estrangeiro” numa esquadra da polícia local. Pouco tempo depois, foi preso e enviado para interrogatório em Sandhurst, antes de ser transferido para locais temporários de detenção em Jersey e depois em Lancaster.

O campo de detenção de Knockaloe, na Ilha de Man, em 1915. No pico da sua capacidade, o campo – denominado Kriegsfangenenlager, ou ‘campo de prisioneiros de guerra’, na legenda deste desenho feito por um dos detidos – continha mais de 23.000 civis. A maioria eram alemães, alguns austro-húngaros e um pequeno número de detidos turcos. Acredita-se que Pilates tenha ficado no campo 4, que aparece em primeiro plano nesta ilustração.

Fotografia por KNOCKALOE CHARITABLE TRUST / WWW.KNOCKALOE.IM

Pilates foi um dos primeiros civis a ser detido como prisioneiro de guerra na Grã-Bretanha durante a Primeira Guerra Mundial, mas seguir-se-iam milhares de detenções. Em maio de 1915, um submarino alemão atacou o Lusitania, um luxuoso navio de cruzeiro que navegava de Nova Iorque para Liverpool, um ato infame que matou mais de 1.000 pessoas.

Este ataque a civis intensificou o receio do “inimigo entre nós”. Apesar de o Lusitania ser uma embarcação civil, os alemães sentiam que o seu ataque era justificado porque o navio transportava uma carga de cerca de 173 toneladas de munições. Contudo, a natureza não provocada do ataque indignou o público britânico e desencadeou uma vaga de motins xenófobos contra casas e empresas alemãs em grandes cidades como Liverpool, Londres e Manchester. Seguindo a maré de pressão pública, o governo britânico rapidamente expandiu a Lei de Restrições a Estrangeiros e introduziu uma política automática de detenção em massa de civis, ou “inimigos estrangeiros”, do sexo masculino com idades entre os 17 e os 55 anos. Em novembro de 1915, o número de prisioneiros civis de guerra já chegava aos 32.000.

A grande maioria dos civis ficou retida no Campo de Detenção de Knockaloe (pronuncia-se Knock-ay-low) na Ilha de Man, que chegou a abrigar 23.000 homens. Pilates foi transferido para Knockaloe no dia 12 de setembro de 1915 e foi aqui, nas profundezas do confinamento, que Pilates afirma ter criado o seu sistema de exercícios.

Pensar como um animal

Desde os seus alongamentos no solo ao seu equipamento de condicionamento físico semelhante a uma máquina (muitas vezes comparado aos dispositivos medievais de tortura), talvez seja fácil imaginar como é que a experiência de confinamento durante a guerra forneceu a inspiração para os exercícios que deram lugar ao que conhecemos por Pilates.

Uma visão mais aproximada das acomodações em Knockaloe, onde prisioneiros do sexo masculino com idades entre os 17 e os 55 anos de nacionalidades que se opunham à Grã-Bretanha ficaram detidos durante a Primeira Guerra Mundial – um ato estimulado pelo naufrágio do navio civil Lusitania por parte da Alemanha em 1915, provocando protestos contra a presença de civis alemães na Grã-Bretanha. Joseph Pilates chegou a este campo em 1915.

Fotografia de KNOCKALOE CHARITABLE TRUST / WWW.KNOCKALOE.IM

Esta ilustração, feita por um dos detidos, mostra o interior de uma das cabanas de detenção. A vida no campo era básica, mas havia uma espécie de cultura – tinham uma orquestra, clubes desportivos, uma biblioteca e vários círculos de artistas dentro dos limites dos quase cinco quilómetros do campo.

Fotografia de KNOCKALOE CHARITABLE TRUST / WWW.KNOCKALOE.IM

Em 1962, numa entrevista para a revista Sports Illustrated que foi publicada no seu tempo de vida, Pilates falou com o jornalista Robert Wernick sobre o tempo que passou na Ilha de Man e descreveu a monotonia da vida na ilha, onde passou os dias a observar a deterioração física e mental dos seus companheiros na prisão, “sem nada para ver, a não ser o ocasional gato vadio a correr atrás de um rato ou de um pássaro”. Aos seus olhos, a falta de energia dos prisioneiros contrastava com o dinamismo dos gatos vadios que vagueavam pela prisão.

“Porque que é que os gatos estavam em tão boa forma, com olhos tão brilhantes, enquanto que os humanos estavam cada vez mais pálidos, mais fracos, pareciam criaturas apáticas prontas para desistir se apanhassem uma constipação ou tropeçassem e torcessem um tornozelo?” questionou Pilates.

De acordo com as suas palavras, Pilates começou a observar os gatos e a analisar atentamente os seus movimentos, percebendo que os seus constantes alongamentos eram fundamentais para a sua vitalidade. Inspirado por estes movimentos, Pilates começou a desenvolver uma série de exercícios para alongar os músculos humanos, e alegadamente testava-os nos seus colegas detidos, que se transformavam com os resultados. E assim nasceu a “Contrologia”, nome pelo qual este sistema de exercícios era inicialmente conhecido – ou assim reza a história.

Os exercícios físicos – sobretudo os desportos restritos a uma área mais confinada, como o pugilismo ou a ginástica – eram comuns no campo, como podemos ver por esta demonstração de ginástica em 1915, que foi realizada pouco tempo depois da chegada de Pilates.

Fotografia de KNOCKALOE CHARITABLE TRUST / WWW.KNOCKALOE.IM

As observações feitas por Pilates de gatos selvagens a moverem-se pelo campo – e como se mantinham em forma com poucos alimentos – foram consideradas fundamentais para o desenvolvimento da sua técnica, à qual chamou Contrologia. Esta disciplina requer resistência, equilíbrio e postura, partilhando muitas das suas características com a ginástica, que era muito praticada em Knockaloe.

Fotografia de KNOCKALOE CHARITABLE TRUST / WWW.KNOCKALOE.IM

Na sua entrevista, Pilates fez algumas afirmações ousadas sobre a eficácia da Contrologia. Por exemplo, disse a Robert Wernick que os prisioneiros treinados por si “terminaram a guerra em melhor forma do que quando esta tinha começado e que, quando a grande epidemia de gripe atingiu todos os países que tinham lutado na guerra, nenhum destes homens sucumbiu à doença.”

Tendo em consideração tudo o que estamos a aprender com a pandemia de COVID-19, um exercício milagroso que oferece proteção contra o vírus da gripe pode parecer uma coisa rebuscada; Pilates tentou promover incansavelmente a Contrologia como um sistema que cura tudo, mas não existem evidências que sustentem essa alegação.

‘Doença do arame farpado’

A descrição de Pilates sobre a atmosfera no campo parece fiel aos relatos da vida em Knockaloe. Através das inspeções que fez aos campos de detenção durante a Primeira Guerra Mundial, o médico suíço Adolf Lukas Vischer cunhou o termo “doença do arame farpado” para descrever os efeitos do confinamento na saúde mental dos prisioneiros que observou.

Caracterizados por tédio, confusão, pensamentos desconexos e amnésia, os sintomas da doença do arame farpado ecoam as palavras de Pilates sobre o estado de espírito dos seus companheiros. Ao contrário dos efeitos persistentes de choque sentidos pelas pessoas que estão na linha da frente, a doença do arame farpado personifica o trauma da guerra para aqueles que estão presos longe dos campos de batalha.

Os presos tinham autorização para participar em atividades para aliviar a carga psicológica. Música, teatro e clubes desportivos eram um pilar fundamental da vida em Knockaloe, e um jornal publicado pelos prisioneiros oferece um vislumbre raro do tempo que Pilates passou no campo. Um artigo publicado em janeiro de 1917 lista Pilates como o árbitro de um polémico combate de boxe, confirmando que o seu passado desportivo estava a ser posto em prática.

Contudo, tirando estas escassas evidências e as próprias histórias de Pilates, restam poucos detalhes sobre a sua vida em Knockaloe.

Joseph ‘Joe’ Pilates no seu estúdio em Nova Iorque com um cliente – parte de uma série de fotografias captadas pelo fotojornalista I. C. Rapoport em 1961, quando Pilates tinha 78 anos e ainda era um entusiasta do seu próprio método.

Fotografia de I. C. RAPOPORT / GETTY

“Há muitas incógnitas”, diz Alison Jones, presidente do Fundo de Caridade de Knockaloe, uma organização voluntária na Ilha de Man que visa preservar as histórias dos detidos no campo para as gerações futuras. “Quando era mais velho, Pilates falou sobre trabalhar num dos hospitais do campo e usar as molas das camas do hospital para desenvolver as primeiras estruturas daquele que se tornou no equipamento clássico de Pilates. Tudo isto é certamente plausível, mas ainda não temos as evidências específicas.”

“Não nos podemos esquecer de que passaram mais de 30.000 homens pelo campo. Estamos sempre a ser contactados por descendentes e antigos detidos que têm novos documentos ou artefactos para partilhar. Ainda não temos detalhes mais específicos sobre Pilates, mas podemos vir a ter.”

A arte da reinvenção

Após a sua eventual libertação em março de 1919, Pilates foi repatriado para a Alemanha já com 36 anos. De acordo com os relatos sobre esses anos, o exercício continuou a ser a sua principal atividade; Pilates passou algum tempo a colaborar com a polícia de Hanover e a trabalhar com bailarinas que lidavam com problemas físicos. Este trabalho colocou-o em contacto com a célebre Hanya Holm, que mais tarde emigraria para Nova Iorque e se tornaria numa das “Quatro Grandes” fundadoras da dança moderna americana. Hanya Holm viria a revelar-se um contacto valioso, já que Pilates também tinha os seus olhos postos em horizontes mais longínquos. Em 1926, Pilates juntou-se ao enorme fluxo de europeus que zarpavam para Ellis Island, em Nova Iorque, na esperança de construir o sonho do imigrante.

Por esta altura, Pilates já tinha quarenta e poucos anos e estava pronto para embarcar numa vida nova. Na viagem para Nova Iorque, Pilates conheceu uma alemã chamada Clara Zuener, que se tornou na sua companheira para toda a vida, tanto romântica como profissionalmente. Juntos, lideraram um estúdio que iria incutir os princípios da Contrologia num pequeno, mas leal e influente grupo de seguidores.

“O Joe ficava obcecado a observar os grandes felinos enjaulados... percebi que ele estava a rever-se naquele recinto.”

por JOHN HOWARD STEEL

O primeiro ginásio de ambos – o Joseph H. Pilates Universal Gymnasium – abriu em 1927 no número 939 da Oitava Avenida, onde permaneceu durante mais de quarenta anos. Naquela época, não havia a cultura da ginástica como a conhecemos atualmente e Pilates era profundamente crítico em relação ao estilo de vida americano, acreditando que só ele poderia oferecer um antídoto para as pressões e tentações da vida moderna. Os seus contactos no mundo da dança atraíram uma clientela artística para o estúdio, incluindo a coreógrafa Martha Graham. Nas duas décadas seguintes, Pilates tentou expandir a sua filosofia de exercícios para além dos círculos de dança, publicando dois trabalhos – Your Health (1934) e Return to Life Through Contrology (1945) – para promover a Contrologia como um sistema holístico para o corpo e mente.

Pilates estava determinado em persuadir o público em geral e as instituições médicas de que a Contrologia era um remédio mais eficaz. Com a sua propensão para um discurso ousado de vendas, Pilates assegurava que o livro Return to Life explicava completamente como é que podíamos alcançar uma boa forma física em casa e com custos irrisórios. Porém, Pilates faleceu em 1967 desapontado com o facto de as instituições médicas ainda não terem aderido aos seus conceitos revolucionários.

O homem e o mito

John Howard Steel, um dos últimos alunos sobreviventes de Pilates e autor de Caged Lion, um livro que relata em primeira mão a amizade improvável entre ambos, descreve a tendência obsessiva de Pilates.

“Ele só queria saber da Contrologia. Estava obcecado com aquilo. Era tudo o que importava na sua vida, em todas as conversas”, diz John Steel à National Geographic.

“Era tudo o que ele tinha. É preciso lembrar que Pilates chegou a Nova Iorque já com mais de 40 anos e sem credenciais. Pilates não era médico e não tinha um trabalho sobre o qual valesse a pena falar. Assim que chegou à Ilha Ellis, aceitou que ia começar tudo de novo.”

John Steel conheceu Pilates em 1963, quando os seus dias de glória enquanto terapeuta do mundo da dança já tinham acabado. Pilates já estava na casa dos oitenta anos, mas continuava a manter a constituição de um “pugilista pronto para lutar”. Gradualmente, ambos forjaram uma amizade semelhante à de um avô com um neto; mas apesar de Pilates ter uma relação mais próxima com John Steel do que com a maioria das pessoas, permaneceu tão enigmático como sempre.

Pilates criou vários instrumentos para apoiar o seu regime de exercícios – incluindo o ‘ginásio numa porta’ (também conhecido por ‘guilhotina’), o corretor da coluna e a mesa de trapézio, equipamentos que muitas vezes recebiam a alcunha de Cadillac para realçar o conforto das versões mais refinadas. Todos os instrumentos estavam equipados com vários acessórios para treinos de resistência, muitos dos quais ainda podem ser comprados atualmente – como este Cadillac, fabricado pela Byron Bay Pilates Co – pelos entusiastas dos métodos de Joseph Pilates.

Fotografia de BYRON BAY PILATES COMPANY

“Ele nunca falou sobre o seu passado. Apagou o passado. Para Joe, o passado simplesmente não existia.”

Ainda há muita coisa envolta em mistério sobre o homem que John Steel conhecia por “Joe” e o verdadeiro Joseph Pilates. O que levou realmente Pilates para a Grã-Bretanha pouco antes do início da guerra? Será que Pilates era realmente um artista circense ou será que tinha ligações militares? Como é que financiou a sua viagem para Nova Iorque? E será que tem alguma família que deixou para trás?

Independentemente das respostas a estas questões, John Steel acredita que a experiência vivida em Knockaloe moldou Pilates para sempre. No livro Caged Lion, John Steel relata as inúmeras vezes que acompanhou Pilates ao Zoo de Central Park.

“O Joe ficava obcecado a observar os grandes felinos enjaulados. Sempre que um animal fazia um movimento que chamava a sua atenção, ele batia na minha perna e apontava. E depois dizia-me porque é que aquele animal estava a fazer o que estava a fazer, e como ele próprio tinha incorporado aquele alongamento ou exercício na Contrologia... percebi que ele estava a rever-se naquele recinto. Ele sabia o que era estar enjaulado.”

Estas palavras ecoam as memórias de Pilates dos gatos em Knockaloe e reforça como a experiência de confinamento foi vital para a sua compreensão do corpo e do movimento. Embora Pilates tenha morrido quase na obscuridade, os seus primeiros seguidores acreditavam que ele tinha encontrado algo que valia a pena preservar.

Ao longo das décadas de 1970 e 1980, os ex-alunos de Pilates continuaram a praticar o seu método, adaptando os exercícios rígidos a diferentes necessidades, abrindo estúdios fora de Nova Iorque e modernizando os equipamentos. Contudo, esta evolução não foi um processo linear. Na década de 1990, disputas sobre quem é que podia usar o nome Pilates dividiram uma comunidade que já de si era pouco coesa, culminando numa batalha legal que terminou em outubro de 2000. O desfecho deste caso impediu que qualquer pessoa monopolizasse o termo ‘Pilates’, e que este seria usado para descrever um método de exercício que qualquer pessoa pode praticar. Atualmente, os exercícios de Pilates são praticados por milhões de pessoas no mundo inteiro e tornaram-se uma indústria multimilionária.

Quando reflete sobre o legado duradouro de Pilates, John Steel refere a experiência do seu instrutor enquanto prisioneiro de guerra.

“O método mudou muito até hoje, mas as suas origens permanecem enraizadas na prisão de Knockaloe. Pilates esteve ali deitado, dia após dia, a tentar descobrir uma forma de usar o seu corpo num espaço confinado.”

“Pilates encontrou algo que iria ajudar todas as pessoas no mundo moderno porque estamos todos confinados em casa. A maioria das pessoas passa agora horas a fio sentada em escritórios, a viver em espaços confinados. Foi isso que ele descobriu – como viver na prisão da vida.”

Yosola Olorunshola é jornalista freelancer sediada em Londres. Siga-a no Twitter.


Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.co.uk

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