Especialistas Partilham Soluções para Mitigar Alterações Climáticas

A edição de 2019 da Climate Change Leadership reuniu especialistas mundiais do setor vinícola que partilharam boas práticas para mitigar as alterações climáticas.sexta-feira, 8 de março de 2019

Por National Geographic
Edição de 2019 da Climate Change Leadership, na Alfândega do Porto

Especialistas mundiais estiveram reunidos na segunda edição da Climate Change Leadership, onde foram debatidas e apresentadas soluções – já testadas – para mitigar os efeitos das alterações climáticas. O segundo dia da cimeira contou com apresentações de produtores, climatologistas e investigadores mundiais pioneiros na área da economia sustentável.

No palco da Alfândega do Porto foram expostas as respostas da indústria do vinho às alterações climáticas, as expectativas dos consumidores, aquele que pode ser o futuro da indústria e o papel crucial da água - a primeira vítima de um clima em constante mudança.

Ao longo do dia foram partilhadas inúmeras soluções já implementadas, que permitiram uma melhor compreensão de como o setor se pode adaptar às alterações climáticas. Cristina Mariani-May, proprietária da empresa Castello Banfi - a primeira empresa vinícola do mundo a ser reconhecida internacionalmente pela sua conduta excecional de responsabilidade ambiental, ética e social - sublinhou que apesar de indiscutivelmente necessárias, “não existem atalhos para as práticas sustentáveis”, acrescentando que “são um processo longo e dispendioso”, imprescindível para um planeta mais saudável.

Adrian Bridge, diretor-geral da Taylor’s e organizador do evento

Adrian Bridge, diretor-geral da Taylor’s e organizador do evento, destacou a importância do trabalho conjunto da indústria e da partilha de soluções. “Todas as pessoas podem fazer mais do que já fazem. Há muitas empresas e estudiosos a liderar iniciativas de forma fragmentada. O importante agora é trabalharmos juntos, numa base de cooperação internacional, entre as instituições, as empresas e as pessoas”.

Implementação de recursos energéticos renováveis, aproveitamento e reutilização de águas pluviais, alteração da orientação das vinhas, dry farming (agricultura de sequeiro), utilização de embalagens e garrafas mais leves, redução dos combustíveis fósseis e monitorização da vinha e do solo, foram algumas das medidas partilhadas pelos oradores para reduzir a emissão de gases de efeito de estufa provenientes da indústria vinícola.

Segundo Kimberly Nicholas, Professora de Ciências Sustentáveis na Universidade de Lund e uma das oradoras da cimeira, devemos evitar as alterações que não conseguimos gerir e gerir as alterações que não conseguimos evitar.  

As alterações climáticas constituem, ao mesmo tempo, um desafio e uma oportunidade para o setor. A indústria do vinho pode ser crítica para um futuro climático seguro, liderando uma nova mentalidade global centrada na economia sustentável.

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