As Espécies do Ártico no Photo Ark

Ursos, raposas, renas ou aves... todos estes animais vivem em condições extremas. Conheça as espécies do Ártico fotografadas por Joel Sartore.Wednesday, January 23, 2019

Por National Geographic

O Ártico, sendo um Pólo, é uma zona em que as condições de vida para os humanos são mais difíceis. Pouca vegetação e temperaturas extremamente baixas são dois fatores que tornam a vida no Ártico mais difícil… mas não para os animais!

Falamos de um dos ecossistemas mais fantásticos do nosso planeta. Aqui há animais que não se encontram em nenhum outro sítio, espécies com capacidades de adaptação incríveis, mestres da camuflagem, e que preenchem o nosso imaginário.

A massa de gelo no Ártico é a segunda mais baixa de sempre!

Nas últimas décadas, o clima do Ártico tem vindo a sofrer grandes alterações, sendo esta uma das regiões que mais sentiu os efeitos devastadores do aquecimento global. Naturalmente, as espécies nativas ou que lá passam grande parte do seu tempo, têm vindo a sofrer.

Para relembrar a necessidade de agir contra o degelo, aqui ficam alguns animais que tornam esta região maravilhosa: espécies do Ártico vistas pela lente de Joel Sartore.

ESQUILO DO ÁRTICO

Esquilo do Ártico, Spermophilus Parryii,

O Esquilo do Ártico, Spermophilus Parryii, é uma espécie encontrada no Canadá e Alasca. Estes roedores hibernam como profissionais: passam aproximadamente meio ano a hibernar.

Durante este tempo, a sua temperatura corporal pode ir de 37ºC a 3ºC negativos. O batimento cardíaco pode ser descer até 1 batimento por minuto! Felizmente, estes dorminhocos não se encontram numa situação de perigo, estando classificados como ‘Pouco Preocupante’ pela UICN.

URSO POLAR

Urso Polar, nome científico Ursus maritimus

O animal mais conhecido do Ártico, o Urso Polar, é um dos mais ameaçados. Esta famosa espécie de urso branco, cujo nome científico é Ursus maritimus, está classificada como Vulnerável pela UICN.

Apesar de geralmente muito solitários, os ursos polares costumam brincar em conjunto durante horas, e até dormir abraçados em certas ocasiões. Esta espécie não hiberna, mas consegue viver sem comida durante meses a fio quando os mares não estão gelados. As fêmeas, no entanto, quando engravidam, aproximam-se de um estado de quase-hibernação, baixando o seu batimento cardíaco para cerca de metade, e ficando menos ativas.

PARDELA BRANCA

Pardela Branca, Fulmaris glaciaris

A Pardela Branca, Fulmaris glaciaris, confunde-se frequentemente com a gaivota. É que, além da coloração, esta ave que habita as zonas altas do Ártico tem por hábito pousar nas rochas como as gaivotas.

Esta espécie pode viver facilmente trinta anos, e adapta-se bem às condições, já que podem ser necrófagas. Nos últimos anos as populações têm aumentado, pelo crescente número de barcos que libertam desperdícios de comida em alto mar.

LOBO CINZENTO

Lobo Cinzento, Canis Lupus

O Lobo Cinzento, Canis lupus, é o ancestral do cão e um dos únicos sobreviventes à Era do Gelo. Este portentoso canídeo não se circunscreve ao Ártico, existindo em grande parte na Europa, Rússia e América do Norte.

Apesar de não estar em perigo iminente, este belo predador é caçado frequentemente pelo seu pelo, sendo até usado para trabalhar ou como animal de estimação. Em Portugal estima-se que existam cerca de 300 animais desta espécie no Norte, num total de aproximadamente 2.000 em toda a Península Ibérica.

RAPOSA DO ÁRTICO

Raposa do ártico ou raposa polar, também conhecida pelo nome científico Vulpes Lagopus

Raposa do ártico ou raposa polar são dois nomes pelos quais a espécie Vulpes Lagopus é conhecida. A pequena e veloz raposa do ártico pode enganar, pois debaixo de um manto felpudo branquinho esconde-se um animal extremamente resistente a temperaturas muito baixas (podendo existir em regiões com temperaturas até -50ºC!).

A sua cauda, além de equilíbrio, protege-a contra o frio: da mesma forma que os gatos, a raposa do ártico enrola-se e tapa o focinho com a cauda. E já dissemos que são mestres da camuflagem?

ESTRELA DO MAR (ARTIC COOKIE STAR)

Ceramaster Arcticus, apelidada de Artic Cookie

A Ceramaster Arcticus é uma estrela do mar que em inglês é apelidada de Arctic Cookie Star. É bastante rara e só habita o Oceano Pacífico ao longo da costa noroeste da América do Norte.

Ao contrário das estrelas do mar a que estamos habituados, e tal como outros membros do género Ceramaster, esta estrela tem “braços” curtos e largos, e é rígida.

ANDORINHA DO ÁRTICO

Andorinha do Ártico, Sterna Paradisaea

A Andorinha do Ártico, Sterna Paradisaea, habita principalmente as zonas polares, dividindo o seu tempo entre o Ártico e a Antártida. Está presente nas costas da Península Ibérica aquando das passagens migratórias, a caminho do Pólo Sul.

Esta ave marinha de médio porte já foi considerada como uma espécie ameaçada: era caçada na Gronelândia pelas suas penas, tão usadas na indústria têxtil. Nas últimas décadas a sua caça decaiu, e agora encontra-se estável. A sua população mundial é de cerca de um milhão de indivíduos.

LINCE DO CANADÁ

Lince do Canadá, Lynx Canadensis

O Lince do Canadá, Lynx Canadensis, é um felino nativo do Canadá e Alasca, podendo existir também no Norte dos Estados Unidos. Este felino noturno usa principalmente o seu pelo para se proteger do frio.

No inverno, a pelugem torna-se mais densa na zona do pescoço, como se fosse um cachecol, e tende a ficar mais grisalho. Nas épocas mais quentes a pelagem é menos densa e de cor amarelada. Apesar do estado de conservação ser Pouco Preocupante, foi considerada uma espécie ameaçada em zonas da América do Norte e Canadá já que tende a ser caçado pelo seu pelo.

LEBRE DA EURÁSIA

Lebre da Eurásia, Lepus Arcticus

A Lebre da Eurásia, Lepus Arcticus, é uma espécie altamente adaptada a climas frios e à tundra. Alguns dos seus maiores predadores são a raposa do ártico, o lobo cinzento, o lince do canadá e o ser humano.

No entanto, o seu estado de conservação não está ameaçado, sendo Pouco Preocupante. Esta lebre não se adapta bem à vida em cativeiro, mas no seu habitat vive entre três a cinco anos. Sabia que no inverno, com a falta de água líquida, a lebre da Eurásia come neve?

RENA

Rena, Rangifer Tarandus

A Rena, Rangifer Tarandus, a ajudante do pai Natal, é uma espécie com distribuição circumpolar, nativa do Ártico e Sub-Ártico, regiões boreais, de tundra e montanhosas do Norte da Europa, Sibéria e América do Norte.

Atualmente é uma espécie Vulnerável. A rena é amplamente caçada na Gronelândia, e a carne de rena muito consumida na Escandinávia. Sendo um animal domesticável, é usada na Rússia como forma de transporte.

ESQUILO VOADOR SIBERIANO

Esquilo voador Siberiano, Pteromys Volans

O Esquilo voador Siberiano, Pteromys volans, é o único esquilo voador da Europa, e é considerado Vulnerável na União Europeia. Atualmente só existe, dentro da Europa, na Finlândia, Estónia, Letónia e Rússia.

Estes animais noturnos e muito tímidos não hibernam, mas podem passar vários dias a dormir, especialmente com temperaturas muito baixas. O mecanismo voador deste esquilo é semelhante ao de outros: duas pregas de pele que se estendem entre os membros anteriores e os posteriores ajudam-nos a planar quando saltam de árvore em árvore

Joel Sartore fez sua a missão de fotografar 12.000 espécies no âmbito do projeto Photo Ark. O fotógrafo da National Geographic viaja por vários países do Mundo em busca dos animais mais raros ou ameaçados para os fotografar e assim manter um registo, antes que desapareçam.

O ideal, no entanto, é chamar a atenção para o perigo que estas espécies enfrentam, e reverter a tendência que algumas sofrem. Atualmente, já alcançou 75% do seu objetivo com 9.000 espécies fotografadas!
 

Curioso para conhecer esta exposição? O Photo Ark está na Marina de Vilamoura até 30 de setembro de 2019. É uma atividade para toda a família.

 

Continuar a Ler