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As Mais Épicas Escaladas de Alex Honnold

Habilidade, treino e concentração levaram o alpinista à histórica escalada em solo de El Capitan que lhe valeu o título de melhor alpinista a solo do mundo. Tuesday, June 12, 2018

Por Kat Long
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Alex Honnold não acordou uma manhã e decidiu fazer a primeira subida histórica do El Capitan no Yosemite. Durante mais de uma década, ele treinou e escalou em todo o mundo, registando grandes marcos em escalada livre (usando cordas e equipamentos apenas para segurança) e em solo (não usando cordas nem equipamentos de segurança).

Em 2008, Honnold surgiu na cena mundial da escalada em solo com a sua veloz subida em 83 minutos do Moonlight Buttress uma escarpa de arenito com 365 metros no Parque Nacional de Zion.

Cinco meses depois, Honnold subiu, em escalada em solo, o lado noroeste do Half Dome, uma escarpa granítica de 609 metros, feito registado na curta-metragem Alone on the Wall. À época, foi a escalada livre mais desafiadora já tentada. Honnold gastou duas horas e 15 minutos para chegar ao topo, incluindo alguns minutos passados numa rara "minúscula crise nervosa" ao longo de um ressalto de 20 centímetros de largura. "A dúvida é o maior perigo na subida a solo", disse Honnold no filme.

HALF DOME, PARQUE NACIONAL DE YOSEMITE, CALIFÓRNIA A primeira escalada em solo de Honnold na face regular noroeste do Half Dome surpreendeu o mundo do alpinismo em 2009 e ajudou a atrair a atenção internacional.

Em 2010, Honnold escalou as paredes do Half Dome e do El Capitan em pouco mais de 11 horas, esmagando os anteriores registos de velocidade para o El Cap e em dois diferentes percursos, consecutivamente. Honnold e o companheiro de escalada Sean Leary também escalaram os 914 metros do El Cap durante 24 horas seguidas, subindo ao topo três vezes para um total de mais de 2400 metros escalados na vertical. Também estabeleceram um novo recorde para escaladas consecutivas. Em 2010, Honnold foi homenageado como “Aventureiro do Ano” pela National Geographic.

Em junho de 2012, Honnold fez a escalada “tripla” no Yosemite: subidas consecutivas do El Capitan, do Half Dome e do Monte Watkins, as três mais altas elevações do parque. Um total de cerca de 2133 metros de rocha vertical, que Honnold escalou em menos de 19 horas, quebrando o melhor registo anterior, dele e Tommy Caldwell, por duas horas. Honnold fez toda esta escalada em solo, à exceção de cerca de 150 metros desta escalada onde estabeleceu um novo recorde.

Menos de uma semana após a “tripla”, Honnold e o famoso alpinista de velocidade Hans Florine, tentaram quebrar o recorde da subida na rota do “Nose”, "que é a pista mais bonita no meio do El Cap", disse Honnold à National Geographic Aventura desse ano. O par estabeleceu um novo registo de 2 horas, 23 minutos e 46 segundos, 13 minutos mais rápidos do que o recorde anterior conseguido, em 2010, por Dean Potter e Sean Leary.

Em janeiro de 2014, Honnold escalou em solo o assustador Sendero Luminoso, de 762 metros, em Portrero Chico, no México. Antes de tentar a subida sem corda, Honnold e o alpinista Cedar Wright limparam o percurso e Honnold subiu algumas secções preso a uma corda para avaliar as condições. "Para mim, pessoalmente, foi um novo desafio, apenas porque é um estilo de escalada diferente. Talvez não tenha sido o meu maior desafio, mas foi muito gratificante, de qualquer modo", disse Honnold à National Geographic Adventure um mês depois da proeza.

A TRAVESSIA FITZ ROY, PATAGÓNIA, CHILE Tommy Caldwell (à direita) prepara o rapel no caminho para Aguja Saint Exupéry, um dos sete picos da travessia Fitz Roy. Honnold e Caldwell completaram a primeira subida desta enorme travessia em cinco dias, em fevereiro de 2014.

Com Tommy Caldwell, Honnold completou a primeira escalada da travessia Fitz Roy, em 2014, que liga sete picos em cinco dias, ao longo do Cerro Fitz Roy (também conhecido como Chaltén), na linha montanhosa da Patagónia. Comparada com a escalada em solo, que Honnold descreve simplesmente como “subir de calções, com uma t-shirt e um saco de giz”, a travessia Fitz Roy foi um projecto bem mais complicado. Os alpinistas foram carregados com equipamento para clima frio, suportaram condições de gelo e ventos fortes, e tinham apenas um saco-cama para ambos. "O alpinismo é sinónimo de levar muitas coisas e estar muito sobrecarregado", observou Honnold.    

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Em fevereiro de 2016, Honnold e o montanhista Colin Haley estabeleceram um novo recorde na Travessia da Torre. Em 20 horas e 40 minutos, os dois alpinistas conseguiram a segunda subida dos quatro picos da Patagónia: o Cerro Standhardt, a Punta Herron, a Torre Egger e o Cerro Torre. Com a caminhada de e para os picos, o tempo total desde a chegada foram 32 horas.

 

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