Viagem e Aventuras

As Melhores Viagens Para Este Verão

Quer esteja à procura de aventura nas estepes ou de uma rede a uns passos de distância do oceano, eis alguns dos destinos que não pode perder este verão.quinta-feira, 28 de junho de 2018

Por Caitlin Etherton

A época de férias avança a todo o vapor, com inúmeros destinos à escolha, seja qual for o estilo ou o espírito. Para que as decisões fluam tão graciosamente quanto a sangria à beira da praia, dê uma vista de olhos pelas nossas sugestões das melhores viagens para o verão de 2018.

BORNÉU

Se gosta de elefantes pigmeus, cogumelos que brilham no escuro, mercados flutuantes, jardins secretos escondidos em grutas e de orangotangos em risco de extinção, então o Bornéu é a viagem de verão ideal para si. Depois de um dia dedicado à espeleologia no Parque Nacional de Gunung Mulu, no Bornéu, os visitantes podem ficar pelo recinto para observar o êxodo dos morcegos, quando três milhões de espécimes partem em debandada da Deer Cave, a maior gruta do planeta, em direção ao lusco-fusco. O Bornéu é também o lugar para avistar os golfinhos de Irrawaddy, os macacos-narigudos, as tartarugas-de-carapaça-mole-chinesa, os leopardos-nebulosos, o maior inseto do mundo e 15 000 espécies de plantas, incluindo plantas carnívoras, a famosa flor-cadáver e plantas parasitas, sendo a mais conhecida a Rafflesia, que produz a maior flor do mundo. 

Uma floresta nublada cobre as montanhas na Malásia, no Bornéu. O território da ilha divide-se em três partes, sob a jurisdição de três países distintos: a Malásia, a Indonésia e o Brunei.

ISLÂNDIA

A Islândia é muito mais do que uma paragem excêntrica ou um local para observar as Luzes do Norte no inverno. De maio a junho, o sol da meia-noite permite aproveitar o número de horas extra, pelas quais se estende o dia, para usufruir das piscinas termais, caminhar sobre os glaciares do Parque Nacional de Skaftafell e subir os icebergues arrastados pelas marés sobre Diamond Beach, uma praia conhecida pelas negrura das suas areias. Na Islândia, não existem mosquitos e as temperaturas não vão além dos 30o Celsius desde 1939. A água da torneira, filtrada no subsolo através de antigos campos de lava, é uma das águas potáveis mais puras do mundo. Passe a tarde perto de uma fumarola de argila, contemple o basalto negro das quedas de água de Svartifoss ou as cascatas de Skógafoss, que se precipitam sobre formações rochosas cobertas de musgo, e compreenderá a razão pela qual muitos islandeses ainda acreditam em duendes.

Skógafoss é uma das cascatas icónicas da Islândia.

ILHA GRANDE

A Ilha Grande no Brasil pode estar a 15 minutos de distância de uma viagem de barco desde Jacareí, ou a uma hora de ferry a partir do Rio, mas a tranquilidade das suas 106 praias, as melodias das suas florestas tropicais e as ruas livres de carros transportam-no para outro mundo. Grande parte da ilha está inserida no Parque Estadual da Ilha Grande, o que significa que os trilhos na selva em direção a Parnaioca e à praia Lopes Mendes permitem  observar muitas espécies tropicais ameaçadas de extinção, incluindo a preguiça-de-três-dedos, o bugio-ruivo e o papagaio chauá. Aloje-se numa pousada fresca e arejada, beba caipirinhas de maracujá junto à lagoa ou descubra um dos mais de 30 restaurantes da ilha, para provar a tradicional moqueca de camarão, um guisado de peixe fresco, preparado com óleo de palma e leite de coco.

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SUL DA INDONÉSIA

Situadas entre as ilhas de Sumatra e Timor Leste, as ilhas indonésias de Bali, Java e Nusa Tenggara são povoadas por fazendas de café, ruínas de templos budistas, dragões de Komodo e recifes de coral. Bamboleie ao som de uma orquestra de instrumentos de bambu, aprenda as formas de arte de tecer palhinha e batique, em Java, ou pedale ao longo dos socalcos de arroz, dominados pelos tons de verde-lima, em Bali. Visite lagos de várias tonalidades nas montanhas de Nusa Tengara. E, quando precisar de recuperar o fôlego, siga em direção ao Jardim Botânico de Bogor, polo da botânica tropical conhecido mundialmente, que acolhe 13 983 géneros diferentes de árvores e plantas, incluindo 500 espécies de orquídeas.

Nuvens circundam o Monte Bromo, um vulcão ativo em Java, na Indonésia.

LÍBANO

Os espanhóis defendem que o crème brûlée é apenas a versão francesa da crema catalana. Os historiadores galeses argumentam que Arthur Guinness plagiou de uma taberna galesa a receita que tornou famosa a sua cerveja em Dublin. E o Líbano… O Líbano quer o seu hummus de volta. Subestimado muitas vezes como um destino gastronómico, o Líbano sabe como preparar a mesa de aperitivos perfeita para uma noite de verão, num ambiente igualmente perfeito. Descubra os mercados ao ar livre em Byblos, uma das cidades mais antigas do mundo. Refresque-se na cascata de Baatara Gorge. E depois acomode-se sob os cedros para um repasto com vinho local, tabboulehm, pão pita quente com sementes de sésamo, baba ghanoush polvilhada com sementes de romã e pratos de queijo e ervas, tudo salpicado com um fio de azeite produzido localmente.

O Líbano é um destino gastronómico subestimado.

MASAI MARA

Não existem muitas terras, onde se possa fazer um safári, que se tornem tão próximas e pessoais como Masai Mara, uma savana bem preservada, que ocupa uma vasta área situada entre o Quénia e a Tanzânia, sem quaisquer vedações que delimitem as suas fronteiras. A região é refúgio de uma equipa de sonho da vida selvagem, incluindo leões, chitas, zebras, elefantes, girafas, gazelas, rinocerontes, leopardos e babuínos. A melhor altura para descobrir a região situa-se entre julho e setembro, quando dois milhões de gnus se atrevem nos rios pejados de crocodilos e atravessam as planícies verdejantes, na migração anual em direção ao Serengeti. Sinta a tensão do momento numa viatura de safári ou sob a garupa de um cavalo. Paire sobre os hipopótamos num balão de ar quente, visite uma comunidade local da tribo masai, e depois afaste-se das poeiras da savana e mergulhe nas águas dos recifes de coral ao largo da pacata praia de Diani, no Quénia.

O período entre o fim do verão e o princípio do outono é a melhor altura para observar a famosa migração de gnus em Masai Mara.

MONGÓLIA

Carroll Dunham, médica antropologista e exploradora da National Geographic, e a família passaram 16 verões, sob um céu azul, com as tribos nómadas, que habitam a Mongólia, um dos países com menor densidade populacional e um dos mais calorosos e hospitaleiros do mundo. E, se Dunham adora acampar nas gers, as típicas tendas circulares, cobertas por peles de animais; assistir aos torneios de arco e flecha no tradicional Festival de Naatdam ou passear a cavalo nos campos de papoilas selvagens, já a sua família elege as gentes locais como o principal motivo para regressar a cada verão. “Ninguém consegue cantar do mais profundo do seu ser como os mongóis”, escreve. Sem litoral, a Mongólia é conhecida pelas suas dunas sibilantes com 300 metros de altura, os rios de águas cristalinas, as noites frescas de verão, os fósseis de dinossauros, a má rede de telemóvel, a cachemira delicada, os lamas budistas e as montanhas de areias douradas. Um passeio animado a cavalo pelas estepes verdes da Mongólia e estamos certos de que se atreverá no peculiar canto gutural mongol. 

Cavalos selvagens pastam numa pradaria da Mongólia. A National Geographic organiza passeios que permitem aos visitantes explorar a cavalo as paisagens do país, sob a orientação de guias locais.

PAPUA NOVA GUINÉ

O mês de maio marca o fim da estação das chuvas em Papua Nova Guiné, sendo o verão a melhor estação e a menos escorregadia para uma caminhada por Kokoda Track, um trilho montanhoso histórico, que se estende por 96 quilómetros ao longo de quedas de água, pontes de corda e aldeias vibrantes. Mais a norte, no Monte Hagen, mais de 70 grupos tribais reúnem-se, anualmente, em agosto para o Festival de Sing-Sing, uma celebração festiva de músicas e danças ancestrais, ao ritmo do ribombar de tambores feitos com pele de lagarto, acompanhados pelo frufru das saias havaianas, e onde sobressaem os colares feitos de conchas e os toucados espetaculares feitos de penas.  Destino de sonho para a prática de snorkeling, mergulho e observação de aves, a Papua Nova Guiné integra mais de 600 ilhas, 800 dialetos e quase todas as 43 espécies de plumagens coloridas das chamadas aves-do-paraíso, incluindo a deslumbrante Vogelkop, de penas azul-néon, identificada este ano pelo ornitólogo Edwin Scholes e o fotógrafo da National Geographic Tim Laman.

A Papua Nova Guiné é conhecida pela sua biodiversidade, quer em terra, como em mar.

PERU

A época seca no Peru decorre de maio a outubro, sinónimo de céu limpo e sol, o tempo ideal para o Inti Raymi, um dos maiores festivais da América do Sul. O ponto alto do festival acontece, anualmente, no dia 24 de junho, quando centenas de bailarinos, envergando ponchos tecidos à mão, descem à cidade de Cusco para cantar, fazer fogueiras e invocar o deus do Sol num ritual fascinante, que se prolonga por um dia inteiro e se cumpre desde os primórdios do império inca. Se as grandes multidões mexem com os seus nervos, tem sempre, em alternativa, os festivais de Wiracochapamp e Huamachuco, com menor afluência de turistas, mas semelhantes ao Inti Raymi, com espetáculos de fogo de artifício e atuações igualmente coloridas das gentes locais.

O momento alto do festival tradicional do Peru, Inti Raymi, acontece no dia 24 de junho.

YOSEMITE

Este ano, o Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, completa quatro anos desde a reabilitação ecológica de Mariposa Grove of Giant Sequoias. Este magnífico bosque, que integra mais de 500 sequoias gigantes, reabriu ao público no dia 15 de junho, após trabalhos de intervenção, que visaram melhorar a hidrologia natural do espaço, os caminhos de acesso e os habitats mais protegidos, quer para as árvores, quer para os mamíferos de uma espécie aparentada das martas americanas, que habitam a área. As Sequoiadendron giganteum can, que se elevam imponentes em Yosemite, sobrevivem há milhares de anos, graças em parte à sua casca fibrosa e espessa, muito resistente ao fogo, e que integra na sua composição uma substância orgânica de sabor amargo, denominada taninos, que torna estas árvores naturalmente resistentes a insetos. As sequoias são as maiores árvores do planeta em termos de volume. Alguns espécimes chegam a medir 46 metros de diâmetro. Depois de um dia a contemplar as árvores em Yosemite, faça um piquenique junto a May Lake, no sopé do Monte Hoffmann, ou uma caminhada de 18 quilómetros ao longo do trilho de Valley Loop, para contemplar a beleza e a imponência da formação rochosa El Capitan, a paisagem cénica de Bridal Veil Falls e as proeminentes Cathedral Rocks. O Parque Nacional de Yosemite é o lugar perfeito para desfrutar dos dias de verão ao ar livre e sentir-se tão gloriosamente pequeno da forma mais fascinante.

Panorâmicas icónicas, como esta vista de Bridal Veil Falls, fazem de Yosemite um dos parques nacionais mais apaixonantes da América.
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