Mergulhe nas Águas Vibrantes da Grande Barreira de Coral

Este vasto sistema de recifes de coral é um dos lugares com maior biodiversidade do planeta.quinta-feira, 28 de junho de 2018

Por Equipa da National Geographic
Explore o Esplendor da Grande Barreira de Coral da Austrália
Explore o Esplendor da Grande Barreira de Coral da Austrália

Poderá passar uma vida inteira a explorar a Grande Barreira de Coral e ainda terá, certamente, muito por descobrir neste reino de corais tingido de cor, quase tão grande quanto o estado do Montana. Estendendo-se ao longo da costa leste de Queensland, na Austrália, a Grande Barreira de Coral não se compõe apenas de um único recife, mas sim de um conjunto de mais de 2800 estruturas distintas. A Grande Barreira de Coral estende-se ao longo de 2000 quilómetros, na direção de norte para sul, e ocupa um área de 350 000 quilómetros quadrados no seu total.  

O sistema de recifes é a maior estrutura a habitar a superfície terrestre, erguida por organismos vivos, corais rígidos minúsculos, cujo tamanho não excede a unha de um dedo. Quando os corais morrem em grande número, os seus esqueletos de calcário assentam uns sobre os outros, formando os alicerces do recife. As estruturas magníficas que vemos hoje decorrem de um longo e lento processo, que atravessa milhares de anos. Os recifes crescem apenas 1,3 centímetros por ano.

Foram identificadas cerca de 2000 espécies diferentes de peixes, que habitam a Grande Barreira de Coral, e todos os anos são descobertas novas espécies. Os cientistas estimam que os recifes acolhem cerca de 4000 espécies de moluscos e mais de 250 espécies diferentes de camarões. Até mesmo os corais que compõem a Grande Barreira de Coral são distintos, ascendendo às 400 espécies.

VEJA FOTOGRAFIAS: Grande Barreira de Coral

Este ecossistema carregado de cor é refúgio de uma desconcertante diversidade de plantas e um vasto conjunto de organismos aquáticos, mas também é habitado por espécies de maior porte, como dugongos, tartarugas marinhas, tubarões e golfinhos.

Para proteger estes tesouros biológicos, o Parque Marinho da Grande Barreira de Coral foi distinguido como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1981. Cerca de dois milhões de turistas visitam, anualmente, a Grande Barreira de Coral, impulsionando uma economia ecoeficiente, que gera milhares de milhões de dólares todos os anos. Mas o recife enfrenta hoje uma ameaça sem precedentes, que põe em causa a sua sobrevivência: o branqueamento de corais.

COMO CHEGAR

Na maioria dos dias, são organizadas visitas ao recife, em viagens de barco, que partem de centros costeiros, como Cairns ou Port Douglas. Muitas das zonas do recife situam-se a dezenas de quilómetros de distância da costa e só podem alcançadas por via marítima, em viagens que podem durar entre uma a várias horas.

QUANDO VISITAR

A Grande Barreira de Coral situa-se em águas tropicais, onde as temperaturas são amenas o suficiente para permitir umas braçadas e uns mergulhos durante todo o ano, embora as médias possam oscilar uns 5,5° Celsius entre o inverno e o verão. Os períodos de maior afluência turística no recife ocorrem entre os meses de abril e novembro, mas, até mesmo no inverno, as temperaturas das águas do oceano tendem a atingir os 22° Celsius. Nos meses de verão, de dezembro a março, as temperaturas durante o dia tendem a ser muito elevadas, sobretudo nas zonas a norte do recife.

COMO VISITAR

Catamarãs de alta velocidade transportam, diariamente, visitantes ao recife, muitas vezes, atracando em plataformas especiais, que servem de acampamentos de base, apetrechadas com equipamento para a prática de snorkeling, mergulho ou exploração marinha em semi-submersíveis, com laterais envidraçadas. Outras viagens de barco, incluindo embarcações de recreio, permitem uma experiência mais lúdica. Também podem ser fretadas embarcações privadas para a prática de snorkeling, mergulho, observação de baleias ou aventuras de pesca, incluindo embarcações que permitem dormir a bordo para viagens a zonas mais remotas. As viagens de helicóptero ou de avioneta oferecem uma panorâmica sobre o vasto sistema de recifes, muitos dos quais se elevam à superfície das águas quentes e cristalinas do oceano.

Continuar a Ler