As Melhores Viagens Para 2020

Onde ir, o que deve saber e a melhor forma de visitar o mundo neste momento.segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Por National Geographic Staff

O mundo aguarda. O que deve visitar a seguir? Os nossos editores e exploradores escolheram os 25 destinos mais emocionantes do planeta para o próximo ano. Para criarmos a nossa lista anual dos melhores destinos de viagens, colaborámos com as equipas editoriais de 17 edições internacionais da National Geographic Traveler e com os nossos próprios especialistas em exploração mundial para escolher os destinos essenciais – e sustentáveis – a visitar em 2020. Faça as malas e siga viagem!

MOSTAR, BÓSNIA E HERZEGOVINA
Razões para ir agora:
Para celebrar os 25 anos de paz.
O que deve saber: Parcialmente destruída durante a Guerra da Bósnia (1992-1995), a historicamente rica cidade de Mostar ainda revela as cicatrizes do passado. Os inúmeros edifícios da Cidade Velha, edificada enquanto cidade fronteiriça otomana no século XV, foram reconstruídos ou restaurados nos 25 anos desde que os Acordos de Paz de Dayton estabeleceram a calma nos Balcãs Ocidentais. Faça um passeio e poderá ver apartamentos recém-renovados ao lado de edifícios que ainda ostentam as marcas da guerra. Os artistas locais e internacionais decoram regularmente estas estruturas abandonadas com murais coloridos. A imagem mais tangível da paz de Mostar é a Stari Most (Ponte Velha) do século XVI, reconstruída em 2004. A ponte faz a ligação entre o lado oeste da cidade, predominantemente croata cristão, com o lado leste que é maioritariamente bósnio muçulmano. – Barbera Bosma, editora, Nat Geo Travel Holanda
Quando: Em maio. Como: Visite a cidade de Mostar com a viagem de 12 dias da National Geographic Journey, Descubra os Balcãs”, feita em parceria com a G Adventures.

PROVÍNCIA DE GUIZHOU, CHINA
Razões para ir agora:
Para visitar aldeias praticamente intocadas pelo tempo.
O que deve saber: Historicamente, uma das províncias mais isoladas e pouco conhecidas da China, Guizhou está a ganhar notoriedade global enquanto núcleo de computação cloud e centro de dados. A água abundante e o clima frio desta região montanhosa atraíram empresas como a Apple e a Huawei, e outras potências tecnológicas que estabeleceram, ou que estão a construir, instalações na capital desta província – Guiyang. A agitação em torno da computação melhorou o acesso a toda a província, incluindo os acessos às aldeias tradicionais de grupos minoritários étnicos, como os Bouyei, Dong e Miao. Nas aldeias indígenas do leste de Guizhou, os dias passam lentamente e as pessoas continuam as tradições agrícolas e têxteis – como fiar, bordar e batique – praticadas desde o século VI. – Lu Yi, editor, Nat Geo Travel China
Quando: Entre abril e maio. Como: A linha férrea de alta velocidade Guiyang–Guangzhou faz a ligação entre a enorme cidade de Guangzhou (no noroeste de Hong Kong) à província de Guizhou, incluindo estações em regiões étnicas.

TOHOKU, JAPÃO
Razões para ir agora:
Para escapar das multidões dos Jogos Olímpicos.
O que deve saber: A menos de 3 horas de comboio de Tóquio, sede dos Jogos Olímpicos de 2020, Tohoku devia receber uma medalha de ouro pelo melhor destino turístico pouco conhecido do país. Englobando as seis prefeituras mais a norte da principal ilha de Honshu, no Japão, esta região tem florestas, desfiladeiros e lagos cristalinos, templos e santuários com mil anos de idade, e festivais locais – mas é visitada por menos de 2% dos viajantes internacionais. Caminhe pelo Trilho Costeiro de Michinoku, que percorre 1000 km entre Aomori e Fukushima. Esta última região foi devastada por um tsunami em 2011, mas o trilho de caminhadas recém-inaugurado é um símbolo do renascimento da zona. Para os esquiadores, Tohoku regista regularmente alguns dos nevões mais fortes do planeta, e as estâncias como a Appi Kogen raramente têm multidões.
Quando: Durante todo o ano. Como: Faça do hotel Koganezaki Furofushi Onsen, em Aomori, a sua base. Este hotel tem 70 quartos e uma fonte termal ao ar livre com vista para o Mar do Japão.

NATIONAL BLUE TRAIL, HUNGRIA
Razões para ir agora:
Para caminhar por um trilho europeu pouco conhecido.
O que deve saber: Apesar de não ter cumes muito elevados (o mais alto é o Monte Kékes, com 1014 metros), a Hungria é um destino ideal para caminhadas, graças ao National Blue Trail do país. Percorrendo cerca de 1126 km a partir da montanha Irottko, na fronteira oeste com a Áustria, até à vila nordeste de Hollóháza, perto da Eslováquia, o Blue Trail (Kéktúra em húngaro) é uma rede diversificada de trilhos assinalados com marcadores de faixas azuis e brancas. Nascido em 1938 e reconhecido como o primeiro trilho de longa distância da Europa, esta rota faz parte do trilho europeu de longa distância E4, com cerca de 10.000 km, que começa em Espanha e termina (com ligações de barco) no Chipre. Desta forma, apesar de se poder usar o Blue Trail como ponto de partida para uma jornada épica pela Europa, a rota histórica da Hungria é melhor apreciada enquanto destino singular. – Tamás Vitray, editor, Nat Geo Travel Hungria
Quando: Entre agosto e setembro. Como: Obtenha um passaporte Blue Trail para ganhar selos nos pontos de controlo ao longo da rota. Recolha todos os 147 selos para receber o cobiçado Blue Trail Badge, ou complete um dos 3 trechos para receber distintivos individuais de cada secção de caminhada.

TELČ, REPÚBLICA CHECA
Razões para ir agora:
Para se deslumbrar com um cenário de conto de fadas.
O que deve saber: Com uma arquitetura renascentista italiana maravilhosa, não é de estranhar que a cidade de Telč, no sul da República Checa, seja conhecida pela denominação de Florença Checa. Situada a meio do caminho entre Praga, a norte, e Viena, a sul, esta cidade – que parece ter saído de um conto de fadas – nasceu oficialmente no século XIV como uma encruzilhada das rotas comerciais entre Boémia, Morávia e Áustria. As paredes de pedra e o sistema de viveiros de peixe ajudaram a proteger o centro histórico da cidade de Telč, considerada Património Mundial da UNESCO. O mercado triangular é cercado por um arco-íris de casas de hambúrgueres em tons de pastel, originalmente construídas em madeira e reconstruídas com pedra depois de um incêndio ter dizimado a cidade em 1530. A partir da praça, caminhe até ao Chateau Telč. Este castelo gótico da antiguidade foi transformado num tesouro renascentista pelo nobre Zachariáš de Hradec e pela sua esposa, Kateřina, cuja apreciação pelo estilo italiano inspirou o visual ornamentado de Telč. – Tomáš Tureček, editor, Nat Geo Travel República Checa
Quando: Entre maio e setembro. Como: Visite o castelo de Telč para ver a sumptuosa capela de estuque, construída no ano de 1580 para sepultar Zachariáš e Kateřina.

ILHAS DA MADALENA, CANADÁ
Razões para ir agora:
Para ver um maravilhoso mundo de gelo que está a desaparecer – e ver as focas-harpa que dependem do gelo.
O que deve saber: Quando caminhamos no gelo marinho, é fácil esquecer que existe um oceano por baixo. Este mundo congelado resume-se ao essencial: céu incrivelmente azul; sol brilhante a refletir sobre um manto de neve; vento que sopra como se fosse um violoncelo; e branco por todo o lado. Bem-vindo ao viveiro de focas-harpa do Golfo de São Lourenço, nas Ilhas Madalenas, no Québec, um dos três terrenos de crias de foca-harpa no noroeste Atlântico. As focas adultas migram para esta região vindas do Ártico, com as fêmeas grávidas à procura de gelo para terem as suas crias. As focas-harpa dependem do gelo; precisam de uma plataforma marítima estável de gelo para as suas crias sobreviverem. As crias nascem no final de fevereiro e início de março. As focas mais novas são uma das criaturas mais sedutoras do planeta, com olhos de obsidiana, nariz de carvão e pelos macios.
Quando: Entre fevereiro e março. Como: As expedições de barco com alojamento permitem observar focas por cima e por baixo do gelo marinho; e o Hotel Madelinot faz visitas de helicóptero para grupos pequenos.

ROTA DE GALES, REINO UNIDO
Razões para ir agora:
Para desfrutar de novas estradas repletas de adrenalina.
O que deve saber: As três novas estradas nacionais, coletivamente chamadas de Rota de Gales, revelam todos os segredos de uma terra cheia de lendas. Com quase 300 km, a Rota Câmbria é a mais longa das três, serpenteando de norte a sul do País de Gales. A Rota Costeira, afunilada entre as montanhas e o mar, oferece uma viagem de 290 km em torno de Cardigan Bay, na costa oeste do país. A Rota do Norte de Gales, repleta de castelos, segue uma rota comercial centenária de 120 km, desde o nordeste de Queensferry até à Ilha de Anglesey. Todos os itinerários são uma porta de entrada para aventuras ao ar livre. Siga o trajeto de Edmund Hillary no Monte Snowdon; faça surf interior no Adventure Parc Snowdonia; ou desfrute de uma das novas modalidades que combina escalada, saltos de penhascos, mergulho e muito mais – na costa de Pembrokeshire. – Zane Henry, editor, Nat Geo Travel Reino Unido
Quando: Entre maio e junho. Como: A Dragon Tours tem itinerários privados ou em grupo, adaptados aos interesses de cada participante. O proprietário/guia Mike Davies tem formação em história medieval galesa e pode ajudar os clientes a conhecer a história do país.

ABU SIMBEL, EGITO
Razões para ir agora:
Para desfrutar de uma audiência privada com Ramsés II.
O que deve saber: O turismo do Egito está a recuperar do declínio acentuado que sofreu após a revolução da Primavera Árabe em 2011. No entanto, a sensação de ter um destino privado ainda pode ser encontrada em Abu Simbel, nas profundezas do sul do Egito, perto da fronteira com o Sudão. Originalmente esculpidos num penhasco pelo faraó egípcio Ramsés II (1303 – 1213 a.C.), os templos de Abu Simbel são ao mesmo tempo tesouros arqueológicos e maravilhas da engenharia moderna. Enterrados na areia durante milénios, estes marcos imponentes foram desenterrados por arqueólogos em 1813 e salvos das nascentes do lago Nassar – um reservatório gigantesco criado pela barragem do poderoso Nilo, em Aswan – através de um esforço monumental que demorou 5 anos, lançado pelo governo egípcio e pela UNESCO em 1960. No Grande Templo, pode caminhar entre câmaras de 30 metros de altura, guardadas por quatro figuras gigantescas de Ramsés II. As imagens do faraó e de Nefertari, a sua amada rainha, gravada nas paredes há mais de 3000 anos atrás, são capazes de deixar qualquer pessoa de boca aberta. E não existem motivos para apreciar o local à pressa – nunca tem muitos turistas. – Daphne Raz, editora, Nat Geo Travel Israel
Quando: Entre fevereiro e março. Como: Uma boa forma de desfrutar de Abu Simbel é através de um cruzeiro pelo Nilo. As opções disponíveis incluem as Expedições National Geographic, a Oberoi e a Abercrombie & Kent.

FORTALEZA DE KOCHI, ÍNDIA
Razões para ir agora:
Para ver as tendências criativas de Kerala.
O que deve saber: A povoação europeia mais antiga da Índia está a ficar famosa devido a um novo e movimentado centro de artes. Kochi, que fica no litoral, no estado de Kerala, na costa sudoeste de Malabar, foi fundada em 1500 por Portugal, e mais tarde foi disputada por outras potências do colonialismo (Holanda e Inglaterra) que queriam governar a cidade portuária tropical. A complexidade deste passado colonial está bem patente na histórica Fortaleza de Kochi, onde várias propriedades da era holandesa e britânica abrigam galerias de arte e cafés. A Bienal de Kochi-Muziris, com 4 meses de duração, é o maior evento deste género no Sul Asiático. Lançada em 2012, a bienal apresenta artes visuais e experiências contemporâneas internacionais, indianas e interculturais, como a do artista e escritor Shubibi Rao, “The Pelagic Tracts”, um mergulho profundo e multifacetado num mundo onde os livros estão em destaque. Rao vai ser o curador da 5ª bienal, entre 12 de dezembro de 2020 e 10 de abril de 2021. – Lakshmi Sankharan, editora, Nat Geo Travel Índia
Quando: Entre dezembro e abril. Como: Visite as galerias e assista a uma apresentação de Kathakali, o drama de dança clássica de Kerala, na viagem de 7 dias da National Geographic, "South India: Explore Kerala".

PARQUE NACIONAL DE ZAKOUMA, CHADE
Razões para ir agora:
Para apoiar um refúgio de elefantes-africanos.
O que deve saber: Lar de uma população de elefantes-africanos que tem aumentado de forma acentuada – atualmente tem 559 elefantes, número que pode chegar aos 1000 até 2024 – o Parque Nacional de Zakouma é um destino de safari africano pouco conhecido. O parque, que fica no sudeste do Chade, um dos países menos visitados do mundo, faz de Zakouma um segredo bem guardado que vale a pena visitar para ajudar a garantir o seu sucesso continuado. A caça furtiva chegou a fazer do parque uma zona de guerra, onde 90% dos elefantes morreram. Mas os financiamentos da União Europeia e a decisão de transferir, em 2010, a gestão do parque para a organização de conservação público-privada African Parks, ajudaram a região a recuperar. Para além dos inúmeros paquidermes, Zakouma também tem mais de 10.000 búfalos, cerca de 1000 girafas, quase 400 espécies de aves, para além de chitas e leopardos. – Marina Conti, editora, Nat Geo Travel Itália
Quando: Entre março e abril. Como: Fique numa das 8 tendas do Acampamento Nomade, aberto entre meados de dezembro a meados de abril, ou no Acampamento Tinga, um acampamento com 20 cabanas redondas que está aberto de novembro a maio.

FILADÉLFIA, EUA
Razões para ir agora:
Para redescobrir um clássico americano. 
O que deve saber:
Filadélfia está cheia de brilho: murais vibrantes; obras cintilantes feitas de metal; mosaicos multicoloridos; instalações de luzes caleidoscópicas; exposições de arte em garagens; e um bairro tradicionalmente italiano famoso pelos seus bifes com queijo. Pense em Detroit, Cleveland e Cincinnati: cidades americanas pós-industriais que estão a canalizar as suas forças criativas para se reinventarem para uma nova geração. Filadélfia tem um pouco disto tudo, mas melhor. É um lugar com um coração de ouro e ninguém consegue resistir à referência de Rocky. De forma lenta, mas firme, Filadélfia passou de uma cidade industrial, na primeira metade do século passado, para uma cidade de criativos engenhosos. As evidências estão por toda parte, desde o agitado BOK – um coletivo de pequenas empresas e espaços de arte no sul da cidade – até à elegante e moderna linha de moda NinoBrand de Bela Shehu, na Rittenhouse Square.
Quando: Durante todo o ano. Como: Fique no The Rittenhouse para desfrutar do glamour da velha Filadélfia, ou no novo Hotel Notary, e depois visite as zonas culturais do Museu Mütter e a Casa de Edgar Allan Poe.

PUEBLA, MÉXICO
Razões para ir agora:
Porque o barroco está de novo na moda!
O que deve saber: Construída pelos espanhóis em 1531, a quarta maior cidade do México é um bastião da arquitetura barroca. O centro de 100 quarteirões da cidade de Puebla, Património Mundial da UNESCO, está repleto de edifícios ornamentados dos séculos XVII e XVIII. Muitos dos edifícios estão adornados com azulejos de Talavera: mini-obras de barro pintadas com cores vivas que combinam as influências indígenas e coloniais europeias de Puebla. A opulência da Capilla del Rosario da Igreja de Santo Domingo (na imagem), banhada em folha de ouro de 23 quilates, não tem igual. Em 2016, com o objetivo de celebrar este movimento artístico, foi inaugurado o Museu Internacional do Barroco. No ano seguinte, um sismo de magnitude 7.1 abanou o edifício, mas não o impediu de cumprir a sua missão. No período que se seguiu ao terramoto, fizeram-se atualizações às infraestruturas e surgiram novos hotéis por toda a cidade. No entanto, a simplicidade de Puebla permanece enraizada na tradição. "Puebla não é um destino turístico internacional", diz Antonio Prado, diretor do Instituto Espanhol de Puebla. "Por isso, quem nos visita desfruta de uma verdadeira cidade mexicana."
Quando: Durante todo o ano. Como: Faça um programa individual de espanhol (1 a 16 semanas) todas as segundas-feiras no Instituto Espanhol de Puebla.

DESERTO KALAHARI, SUL DE ÁFRICA
Razões para ir agora:
Para observar estrelas num dos céus mais limpos do planeta.
O que deve saber: Um dos poucos Santuários Internacionais Dark Sky, o vasto Parque !Ae! Hai Kalahari Heritage, com 48.000 hectares, está entre os lugares mais escuros do mundo. Nesta região fronteiriça remota, entre a África do Sul e o Botsuana, as distâncias são medidas pelas dunas. As temperaturas estáveis que se fazem sentir durante todo o ano, a humidade extremamente baixa e a poluição luminosa ou sonora praticamente inexistentes fazem do parque – que obteve 21.9 pontos na escala de escuridão SQM (medidor de qualidade do céu) – um dos melhores pontos de observação estelares do planeta. Fique dentro do parque, no  !Xaus Lodge, com 12 chalés, copropriedade da ‡Khomani San e das comunidades Mier. Pode usar os telescópios na plataforma de observação para admirar as maravilhas exclusivas do céu noturno do Hemisfério Sul. – Ana Hogas, Nat Geo Travel Roménia
Quando: Entre agosto e setembro. Como: Passe duas noites no !Xaus Lodge com a viagem de 14 noites da Off the Beaten Track South Africa”.

PARQUE NACIONAL DO GRAND CANYON, EUA
Razões para ir agora:
Para ver uma maravilha geológica com milhões de anos.
O que deve saber: "A grandiosidade deste lugar confere dignidade a todas as formas de vida que o tocam", escreveu o famoso ambientalista Edward Abbey na edição inaugural da Traveler, em 1984. Desde que foi designado parque nacional – o Grand Canyon comemorou o seu centenário em 2019 –  que esta maravilha natural no noroeste do Arizona tem deslumbrado os visitantes com a sua imensa escala (com 4926 km quadrados) e uma geologia estratificada de cortar a respiração e que remonta até há 1.8 mil milhões de anos. O explorador John Wesley Powell, um dos fundadores da National Geographic, dizia que o Grand Canyon era "o espetáculo mais sublime à face da Terra". Os caminhantes experientes adoram o Trilho Nankoweap, uma rota dramática que vai desde a orla norte até ao rio. Mas todas as vistas são inesquecíveis, desde as duas orlas até ao rio Colorado.
Quando: Entre setembro e outubro. Como: A National Geographic tem várias viagens que visitam parques norte-americanos, incluindo a “Grand Canyon, Bryce, and Zion National Parks”.

MALDIVAS
Razões para ir agora:
Explore uma das ilhas mais avançadas no combate às alterações climáticas.
O que deve saber: As Maldivas, a primeira nação a defender a consciencialização sobre as alterações climáticas na Assembleia Geral das Nações Unidas em 1987, são pioneiras em proteção ambiental. Para este arquipélago idílico de 1200 ilhas no Oceano Índico, as iniciativas inovadoras de sustentabilidade – como os esforços de neutralidade de carbono até 2020 – são uma questão de sobrevivência. De acordo com o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, grande parte das Maldivas – que é o país de menor elevação do planeta (altitude média: um metro e meio) e cujo território é constituído por cerca de 99% de água, pode desaparecer num espaço de décadas devido ao aumento do nível do mar provocado pelo aquecimento global. A Reserva da Biosfera do Atol de Baa da UNESCO, com 42 km de comprimento e 32 km de largura, ajuda a proteger os frágeis recifes de coral das Maldivas, que suportam uma enorme diversidade de espécies de corais, peixes e aves, para além de tartarugas-marinhas, tubarões-baleia e outras formas de vida marinha. – Marie-Amélie Carpio, editora, Nat Geo Travel França
Quando: Entre fevereiro e março. Como: As práticas de proteção ambiental são comuns em muitas das estâncias das Maldivas, incluindo na Soneva Fushi, que recicla 90% dos seus resíduos; ou na Soneva Jani, construída inteiramente a partir de materiais sustentáveis; e a St. Regis Maldives Vommuli, que ajuda a regenerar os recifes.

TASMÂNIA, AUSTRÁLIA
Razões para ir agora:
Aventure-se numa ilha selvagem e linda, remota mas familiar.
O que deve saber: Outrora considerada uma região de águas paradas, a Tasmânia é agora um dos destinos turísticos de maior crescimento na Austrália. A chave para o sucesso do estado mais a sul da Austrália é a sua beleza natural, que se deve em grande parte a uma combinação de distância (existem planos para a expansão do aeroporto, mas os voos internacionais ainda devem demorar) e ao espírito ecológico dos seus 500.000 habitantes. Envolta em árvores com 2000 anos e lar de “demónios” (e até de "tigres", se acreditarmos nos rumores de que o tilacino, oficialmente extinto, ainda vive), a ilha é perfeita para aventuras ao ar livre. Depois de uma caminhada pela Tasmânia, os seus visitantes descobrem que a maioria das suas atrações são surpreendentemente acessíveis. Em apenas 4 horas é possível viajar de carro por todo o estado. E independentemente da localização do alojamento, a natureza está sempre a um passo de distância – afinal de contas, quase metade da ilha é um parque nacional. – Nat Geo Travel Coreia
Quando: Entre setembro e maio. Como: A National Geographic tem um itinerário de 12 dias, “Australia: Tasmania to the Great Barrier Reef”, que inclui Hobart, o Parque Nacional Monte Field, e Montanha Cradle – Parque Nacional do Lago St. Clair.

ASTÚRIAS, ESPANHA
Razões para ir agora:
Para desfrutar de tradições de uma província ibérica com cumes nevados.
O que deve saber: As Astúrias, uma região autónoma de Espanha, ficam ao longo do Golfo da Biscaia, com uma vegetação densa pontilhada por pântanos e ladeada por praias imaculadas. “Em nenhum outro lugar de Espanha encontramos tantos sabores, com uma variedade tão incrível, numa área tão pequena. É como um país dentro de um país”, diz José Antelo, controlador de tráfego aéreo sediado em Barcelona. Antelo visita as Astúrias três ou quatro vezes por ano para apreciar a famosa culinária desta província – seja o queijo Cabrales ou a sidra. Oviedo, a capital asturiana, é uma cidade compacta com aproximadamente 220.000 habitantes, separada da grande Gijón por subúrbios. Oviedo tem os melhores museus, mas Gijón tem praia. Para além das cidades, temos o Parque Nacional Picos da Europa, com os seus cumes espetaculares e rebanhos de ovelhas. Lá em cima, as vistas oferecem um céu interminável com nuvens de algodão.
Quando: Entre maio e setembro. Como: Existe uma rede de trilhos que cobre toda a região, com destaque para os Caminhos do Norte, a vertente mais tranquila dos famosos Caminhos de Santiago.

GÖBEKLI TEPE, TURQUIA
Razões para ir agora:
Para sentir uma mudança de paradigma no complexo de templos mais antigo do mundo.
O que deve saber: Construídos há cerca de 11.600 anos, os monumentais pilares de calcário de Göbekli Tepe estiveram escondidos à vista de todos durante milénios. A escavação só começou em meados de 1990. Este sítio arqueológico fica no sudeste da Turquia, na extremidade norte da região do Crescente Fértil que alimentou civilizações antigas. O que foi revelado até agora – sobretudo círculos e retângulos de pedras maciças decoradas com baixos-relevos de javalis, raposas e gazelas – compõem o complexo mais antigo de templos conhecidos do mundo. As extraordinárias descobertas feitas neste sítio reescreveram a história da origem das primeiras civilizações. Ao contrário da crença de que as primeiras povoações permanentes do mundo se desenvolveram devido à agricultura, Göbekli Tepe sugere que o desejo de um local de culto podia ser mais importante. Os investigadores especulam que este complexo foi construído por caçadores-coletores enquanto ponto de encontro regional, e que a agricultura nasceu da necessidade de alimentar todas as pessoas envolvidas neste esforço de construção sem precedentes. – Kemal Gözegir, editor assistente, Nat Geo Travel Turquia
Quando: Entre março e maio. Como: Antes de visitar Göbekli Tepe, visite o Museu de Arqueologia de Şanlıurfa, que fica nas proximidades, para ver uma réplica do templo e artefactos do local.

MENDOZA, ARGENTINA
Razões para ir agora:
Para provar o sublime Malbec e mergulhar nas raízes do seu paladar.
O que deve saber: Com as suas bodegas (adegas) suportadas pelos Andes cobertos de neve, e repleta do melhor Malbec do mundo, a província de Mendoza, na Argentina, é um lugar espetacularmente cénico para percorrer vinhas e satisfazer o paladar. O sol abundante, o clima seco e a altitude (com algumas das vinhas acima dos 1200 metros) nutrem o premiado Malbec de Mendoza e outras variedades, como Torrontés, Cabernet Sauvignon e Merlot. As três principais regiões vinícolas da província – Maipú, Lujan de Cuyo e Vale do Uco – ficam situadas ao longo da épica Ruta 40 da Argentina (uma das maiores autoestradas do mundo), a 120 km da capital homónima, Mendoza. As uvas foram aqui introduzidas pelos espanhóis no século XVI, e algumas das vinhas têm mais de um século. No entanto, é o calor dos habitantes locais e a sua paixão pela vinificação que diferenciam Mendoza de outras capitais mundiais do vinho.
Quando ir: Entre março e abril. Como ir: Visite vinhas em duas regiões de Mendoza na experiência de um dia para grupos pequenos, “Prova de Lujan e Maipú”, com a Ampora Wine Tours.

PENÍNSULA KAMCHATKA, RÚSSIA
Razões para ir agora:
Para atravessar o Anel de Fogo.
O que deve saber: Não existem estradas a ligar o resto da Rússia à Península de Kamchatka, uma vasta cauda em forma de polegar no Extremo Oriente russo. Estendendo-se mar adentro, Kamchatka, com mais de 1200 km de extensão, faz parte do Anel de Fogo, a cadeia de vulcões e locais sismicamente ativos que delineiam o Oceano Pacífico. Devido à incrível densidade e diversidade de vulcões, e características geotérmicas e vida selvagem aqui encontradas, 6 das áreas individuais da península estão incluídas no Património Mundial de Vulcões de Kamchatka. Cheia de vida – incluindo ursos-pardos que atingem os 680 quilos ou mais – Kamchatka é um lugar primordial que, até há pouco tempo, só era visitado pelos aventureiros mais fervorosos. Mas agora, graças ao projeto de expansão do aeroporto, a decorrer no ponto de entrada da capital da península, Petropavlovsk-Kamchatsky, é mais fácil fazer uma caminhada pelo leste indomado da Rússia. E também é mais fácil encontrar ofertas de aventura, como as oferecidas pela 56th Parallel e pela Explore Kamchatka, com passeios e caminhadas em vulcões, caminhadas com ursos, heli-esqui, rafting, visitas a campos de renas na tundra e visitas ao maravilhoso Vale dos Geysers. – Ivan Vasin, editor, Nat Geo Travel Rússia
Quando: Entre agosto e setembro. Como: Com as Expedições National Geographic pode optar pelo cruzeiro “Atravessar o Mar de Bering: De Katmai a Kamchatka”.

GUATEMALA
Razões para ir agora:
Para conhecer a civilização Maia – passada e presente.
O que deve saber: Um mapa do tesouro, criado com tecnologia laser revolucionária, está a possibilitar descobertas debaixo do dossel da Reserva da Biosfera Maia, no norte da Guatemala. Munidos de informações recolhidas pela Pacunam Lidar Initiative, uma investigação aérea que abrange uma área de 2000 km quadrados, os arqueólogos estão a encontrar pirâmides, torres de vigia e outras ruínas de uma extensa civilização pré-colombiana consideravelmente mais complexa do que a maioria dos especialistas imaginava. Embora ainda não estejam acessíveis ao público, estas últimas descobertas confirmam que a Guatemala é o lugar certo para se mergulhar na cultura maia, passada e presente. As raízes da antiguidade são particularmente profundas na região norte de Petén, o coração do mundo maia encoberto pela selva. Veja as joias de pedra do passado pré-hispânico da América Central, em Uaxactún, Yaxhá, El Mirador e no Parque Nacional de Tikal. Na Guatemala moderna e multicultural, os descendentes maias constituem mais de metade da população, tornando o país o único na América Central com uma maioria cultural indígena. Descubra esta cultura nas aldeias maias Tz'utujil, em torno do Lago Atitlán. – Erick Pinedo, coordenador editorial, Nat Geo Travel América Latina
Quando: Entre novembro e dezembro. Como: Os artesãos maias Tz'utujil organizam passeios, workshops e vendem tecidos, produtos de couro e fios oferecidos pela Ethical Fashion Guatemala, sediada no Lago Atitlán.

PARMA, ITÁLIA
Razões para ir agora:
Para desfrutar de uma experiência multissensorial de sabores.
O que deve saber: As ofertas de Parma ao mundo incluem o "rei dos queijos" Parmigiano-Reggiano, as óperas de Giuseppe Verdi e a obra-prima "Assunção da Virgem" do pintor renascentista Correggio. A região circundante de Emilia-Romagna produz uma abundância de DOP, ou Denominação de Origem Protegida, e alimentos, como presunto de Parma, ou o vinagre balsâmico de Modena e os vinhos espumantes Lambrusco. Portanto, não será de surpreender que esta cidade do norte de Itália tenha sido nomeada Capital Italiana da Cultura 2020. O programa tem eventos especiais em determinados locais, incluindo o Labirinto della Masone, lar de um labirinto de bambu que alegadamente é o maior do mundo, e o amplo Palazzo della Pilotta, um complexo inacabado do século XVI que abriga o principal museu de arte de Parma, a Galleria Nazionale.
Quando: Entre abril e maio. Como: Aprenda a preparar um menu completo (incluindo massas artesanais) com base nos ingredientes locais de Emilia-Romagna, na oficina de culinária de 4 dias do Chef Mattia, em Parma, através da Cooking Vacations.

ILHAS CANÁRIAS, ESPANHA
Razões para ir agora:
Para chegar ao fim do mundo.
O que deve saber: Outrora considerado o ponto de terra mais ocidental do mundo conhecido, El Hierro é um mundo à parte das demais Ilhas Canárias de Espanha, que costumam ser famosas pelas suas estâncias, pelo sol e areia. El Hierro, a ilha mais pequena (com 268 km quadrados) e mais jovem do arquipélago das Canárias, é uma Reserva da Biosfera da UNESCO e um Geoparque Global – e agora é o cenário de uma série espanhola de enorme sucesso. As emoções sobem a outro patamar com a diversidade de ecossistemas, prados verdejantes, falésias costeiras e terrenos lunares que pontilham a região. Existem trilhos de caminhada que cruzam a ilha, e alguns oferecem pontos de vista espetaculares do Oceano Atlântico. Nas encostas a sul, a vegetação de palmeiras, figueiras e trepadeiras dá lugar a florestas de pinheiros das Canárias. No oeste de El Sabinar, o declive aberto está coberto de zimbros centenários, revirados pelo vento em formas bizarras. Ao largo da costa sul de El Hierro, as águas cristalinas da Reserva Marinha de La Restinga-Mar de las Calmas são consideradas um dos principais destinos de mergulho na Europa. – Josan Ruiz, diretor, Nat Geo Travel Espanha
Quando: Entre setembro e outubro. Como: De setembro a junho, a Macs Adventure, uma empresa especializada em passeios a pé, oferece um itinerário de 7 noites, “El Hierro: Limite da Europe”, incluindo hospedagem, transporte de malas, pequeno-almoço e mapas de rotas.

FLORESTA BIAŁOWIEŻA, BIELORRÚSSIA/POLÓNIA
Razões para ir agora:
Para descobrir um dos últimos lugares verdadeiramente selvagens da Europa.
O que deve saber: A floresta indomada de Białowieża, Património Mundial da UNESCO e Reserva da Biosfera, protege o que resta das últimas florestas primitivas da Europa. Abrangendo os 3086 km quadrados do Parque Nacional Białowieża, no leste da Polónia, esta vasta floresta cria um oásis de natureza intocada no meio de um continente lotado. Descubra algumas das mais de 250 espécies de aves e a mais icónica das 59 espécies de mamíferos da floresta: o bisonte-europeu, o maior mamífero terrestre da Europa. Os cerca de 800 bisontes de Białowieża representam a maior população livre de uma espécie que, depois de ser caçada quase até à extinção em 1920, conseguiu recuperar na floresta. – Martyna Szczepanik, coordenadora editorial, Nat Geo Travel Polónia
Quando: Entre setembro e outubro. Como: Veja os bisontes na natureza e faça uma caminhada guiada pela área primitiva de floresta protegida de Białowieża, com um safari de 4 dias da Wild Poland, que parte de Varsóvia.

ESTRADA ALPINA DE GROSSGLOCKNER, ÁUSTRIA
Razões para ir agora:
Para conduzir através de paisagens que só estão acessíveis a alpinistas.
O que deve saber: Projetada para tirar o maior partido das suas vistas, a Estrada Alpina de Grossglockner é um testemunho de que vale a pena fazer o caminho mais longo até casa. Concluída em 1935, esta estrada montanhosa com portagens tem 36 curvas apertadas na sua rota de mais de 47 km pelo Parque Nacional Hohe Tauern, uma das maiores áreas naturais protegidas da Europa Central. A rota de turismo permite aos condutores desfrutarem de configurações alpinas imaculadas, anteriormente acessíveis apenas a alpinistas. A estrada, nomeada por ter o pico mais elevado de Áustria, Grossglockner, a 2504 metros de altura, corre de norte a sul pelas províncias de Salzburgo, Tirol, Carintha, Fusch e Heilgenblut. Esta estrada merece ser saboreada – não é para acelerar – e o percurso apresenta vários miradouros e trechos panorâmicos. Desfrute de um almoço descontraído, acompanhado pelas vistas de 37 cumes e 19 glaciares, na histórica estalagem Edelweisshütte, construída em 1935. – Nat Geo Travel Alemanha
Quando: Entre junho e setembro. Como: Obtenha descontos nas portagens e ajude a proteger o ambiente alpino, alugando um carro elétrico. A estrada possui estações de carregamento, no início e no fim, e tem a estação de carregamento para veículos elétricos mais elevada da Áustria.
 

 Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com.

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