10 Edifícios Invulgares Construídos em Portugal

São diferentes e atraem curiosos de todo o país e do mundo. Reunimos dez dos vários edifícios invulgares que pode encontrar em Portugal.

Publicado 5/05/2020, 15:38 WEST, Atualizado 5/11/2020, 06:02 WET
Capela de Nossa Senhora da Lapa

Capela de Nossa Senhora da Lapa

Fotografia de Vieira do Minho Turismo

Do norte ao sul do país, sem esquecer os arquipélagos, revimos os edifícios invulgares a nível arquitetónico. Desde interferências da natureza aos projetos mais arrojados e criativos, encontramos casas, sedes de empresas, estações de transportes públicos e edifícios religiosos.

Confira 10 edifícios invulgares construídos em Portugal, cujo carácter arquitetónico é bastante interessante:

Capela de Nossa Senhora da Lapa, Vieira do Minho
Construída numa gruta por baixo de um bloco de granito, surge a Capela no monte de Penamourinho. A lenda conta que uma pequena pastora recebeu a imagem de Nossa Senhora da Lapa, por baixo de uma rocha. A notícia, que se espalhou rapidamente, levou ao início das romarias neste local.

Apesar do acesso difícil, no início de cada mês de junho, centenas de pessoas fazem a sua peregrinação ao local. Numa peregrinação em 1805, o Padre Rodrigues Ramos ordenou a construção da capela.

Junto ao que passou a ser o Santuário de Nossa Senhora da Lapa encontrará um acesso a um miradouro, que proporciona vistas verdejantes para o horizonte, através de uma escada pitoresca de madeira.

À frente da capela há zonas de sombra, mesas e bancos para piqueniques. Pelo caminho poderá ainda encontrar animais. O local, único e singelo, faz parte do roteiro turístico local.

Casa do Penedo, Fafe
Situada em Fafe, na região norte de Portugal, tem o seu nome graças ao facto de ter sido construída entre quatro rochas de grandes dimensões, que integram a própria estrutura da casa.

A construção, que surgiu no ano de 1974, durou cerca de dois anos e foi utilizada como segunda residência rural de uma família portuguesa. Atualmente encontra-se desabitada. Graças ao seu estilo arquitetónico, é reconhecida como um dos edifícios incomuns de Portugal.

Além de não possuir qualquer instalação elétrica, à exceção das portas, das janelas e do telhado, a casa é inteiramente feita em rocha. O seu interior abrange o estilo rústico, com mobília, escadas e corrimões feitos de troncos.

O sofá é um dos elementos que mais desperta o interesse de quem chega. É rústico, feito em betão e madeira de eucalipto, pesando 350 kg na sua totalidade.

A combinação deste edifício incomum com a paisagem rural envolvente, atrai especialistas de arquitetura, amantes da natureza e curiosos de todos os cantos do mundo.

Casa do Telhado em Pedra, Penhas Douradas
A pouca informação que existe sobre esta casa, não desmerece a sua visita. A sua peculiar característica resume-se à sua construção, sendo o telhado uma grande rocha.

Acredita-se que esta casa, localizada em Penhas Douradas, fosse um abrigo para pastores, que servisse para guardar mantimentos e adornos agrícolas ou para pernoitar durante as viagens com gado.

Casa da Fraga, Penhas Douradas
Semelhante à Casa do Telhado de Pedra e também em Penhas Douradas, encontramos a Casa da Fraga. O que as distingue é que, esta última, foi construída no meio de nenhures, num ermo da Serra da Estrela.

Para além da arquitetura que faz da Casa da Fraga um edifício invulgar, a curiosidade por trás desta prende-se com a história das Penhas Douradas. A casa fez o nome da terra.

Através de uma expedição organizada pela Sociedade de Geografia de Lisboa à Serra da Estrela, definiu-se o objetivo de fundar sanatórios para curar doenças do foro pulmonar. As condições climatéricas na encosta norte da serra pareciam as ideais.

O médico Sousa Martins, enviou um paciente para a Casa da Fraga. O mesmo permaneceu na casa por dois anos e as melhorias do seu estado de saúde foram notórias, o que incentivou outras pessoas a procurá-la, dando a conhecer as Penhas Douradas ao país.

Atualmente sobram apenas as paredes, que se deixam confundir com a própria pedra. No entanto, merece ser recordada e visitada.

Vila de Monsanto

Fotografia de Município Idanha-A-Nova

Casas entre Pedras, Monsanto
As casas em Monsanto parecem espremidas pelas pedras. Aliás, toda a aldeia típica portuguesa está entre pedras.

A adorável vila de Monsanto situa-se na encosta da montanha. As ruas são esculpidas nas rochas e assim permanece há seculos, o que levou, em 1938, à caracterização de “A aldeia mais portuguesa de Portugal”, num concurso nacional.

Várias restrições no que respeita às novas construções fazem com que a aldeia se conserve e seja um verdadeiro museu ao ar livre.

As casas de Monsanto surgem num harmonioso vínculo com as pedras da encosta, levando à dúvida sobre o que nasceu primeiro: se a casa, se a pedra.

Não podemos sair de Monsanto sem referir que José Saramago também passou pela aldeia e que nela escreveu o seu livro “Viagem a Portugal”, onde destacou a aldeia, escrevendo “de pedras julgava o viajante ter visto tudo. Não o diga quem nunca veio a Monsanto”.

Gabinete de Arquitetura na Chamusca, Ribatejo
Este é um edifício invulgar e pouca informação existe sobre a sua construção. Trata-se de um gabinete de arquitetura que põe efetivamente em prática que não há limites para a criatividade.

A casa parece torta, partida, desintegrada. Desperta a curiosidade dos transeuntes sobre como será por dentro.

Se está de passagem pela vila de Chamusca, no coração do Ribatejo, veja a casa com os seus próprios olhos.

Gare do Oriente, Lisboa
Também conhecida como Gare Intermodal de Lisboa, S.A. é uma das interfaces ferroviárias e rodoviárias mais importantes da capital portuguesa.

Foi concluída em 1998, para servir a Expo 98, projetada pelo arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava.

Deste edifício invulgar, destaca-se o design arrojado e elegante, que recebeu o Prémio Brunel de arquitetura, no ano em que foi inaugurada. Foi também considerada uma das mais espetaculares do mundo, pela Emporis, uma base de dados global na área da construção e arquitetura.

A cobertura em arco abrange toda a estação e quem passa por Lisboa, não lhe fica indiferente.

Anta de Pavia, Évora
Acredita-se que a anta remonte ao IV ou III milénio a.c. Foi dedicada a São Dinis, no século XVII. Este é um monumento megalítico, transformado em local de culto cristão. Trata-se de uma anta (ou dólmen) de grandes dimensões, adaptado a capela (Capela de São Dinis).

No seu interior, encontra-se um curioso altar com um frontal revestido de azulejos barrocos, azuis e brancos.

Localizada na vila de Pavia, Mora, no distrito de Évora, foi classificada em 1910, como monumento nacional pelo Instituto Português do Património Arquitetónico.

Casa do Artesanato, Sagres
A loja de artesanato mais conhecida do concelho de Vila do Bispo chama-se 'A Mó'. O que a torna um edifício invulgar, passa pela decisão dos proprietários do estabelecimento em terem forrado as paredes da casa com os seus trabalhos artesanais.

Os trabalhos de cerâmica atraíram os curiosos e, consequentemente, mais clientes. A ideia pareceu tão boa que mais locais a repetiram.

Nesta loja vende-se vários tipos de artes, desde a cerâmica tradicional portuguesa, aos bordados típicos e acessórios diversos. O seu interior é tão colorido quanto o seu exterior.

Encontrará a Loja de Artesanato A Mó ao sair de Sagres, em direção ao Cabo de São Vicente.

Casa Invertida, Furnas (Açores)
Na ilha de São Miguel, nos Açores, encontra-se hoje o posto de transformação da Empresa de Eletricidade dos Açores.

Construída tendo como inspiração as constantes movimentações da ilha, causadas por vulcões, bem como, pelos movimentos tectónicos, é um autêntico ponto de atração turístico.

Esta casa está, literalmente, de pernas para o ar. É considerada uma das casas mais estranhas e um dos edifícios mais invulgares de Portugal.

O objetivo dos engenheiros e arquitetos do projeto era criar algo único, que desse nas vistas e captasse o olhar dos turistas e curiosos, tornando-se um dos símbolos da região. Conseguiram, pois ninguém fica indiferente a este estilo completamente invulgar.

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