Os Navios de Cruzeiro Estão a Navegar Novamente Durante a Pandemia. Porquê?

Durante uma pandemia, o mundo surreal das viagens de cruzeiro requere verificações de temperatura durante as refeições, testes de vírus antes do embarque e máscaras na pista de dança.

Por Rachel Ng
Fotografias Por Davide Bertuccio
Publicado 22/12/2020, 17:07 WET
Em outubro de 2020, um funcionário com equipamento de proteção pulverizava desinfetante na zona da piscina ...

Em outubro de 2020, um funcionário com equipamento de proteção pulverizava desinfetante na zona da piscina a bordo do MSC Grandiosa. Este navio de cruzeiro, um dos maiores do mundo, tem capacidade para mais de 6000 passageiros, mas durante a pandemia de COVID-19 navega geralmente com 60% da sua capacidade.

Fotografia de Davide Bertuccio

Quando se faz uma viagem de cruzeiro durante uma pandemia, as atividades diárias a bordo parecem bastante diferentes do que eram antes da chegada da COVID-19. O pequeno-almoço é servido com as mesas distanciadas, mas só após uma verificação de temperatura. À noite, é possível dançar numa discoteca, desde que se use máscara e respeite o distanciamento dos outros passageiros. A piscina está aberta e é frequentemente limpa por funcionários com equipamento de proteção individual, que também desinfetam as espreguiçadeiras.

Antes de março, se víssemos um funcionário de um navio de cruzeiro com um fato de biossegurança iria parecer que estávamos num filme de terror em alto mar. Mas para as pessoas que viajam durante a pandemia, como Victoria Balabaeva, estas precauções são suficientes para lhes dar uma sensação de segurança.

“Fiquei tranquila quando vi a forma como os protocolos de saúde estavam a ser levados a sério”, disse Victoria. Em setembro, após vários meses de confinamento em Itália, o seu país natal, Victoria juntou-se a cerca de 3000 passageiros para uma viagem de oito dias a bordo do MSC Grandiosa, um navio de cruzeiro da MSC Cruises. O navio partiu de Génova para destinos como Nápoles e Malta, uma das primeiras viagens de cruzeiro desde o início da pandemia.

Um ginásio coberto no MSC Grandiosa foi convertido em clínica improvisada de testes para a COVID-19.

Fotografia de Davide Bertuccio

Em outubro de 2020, passageiros com máscara a bordo do MSC Grandiosa esperavam numa fila com distanciamento social para jogar minigolfe.

Fotografia de Davide Bertuccio

Os navios de cruzeiro surgiram nas notícias no início do ano, quando se tornaram eventos flutuantes de propagação de coronavírus, forçando tripulações e passageiros a procurar ajuda médica, para além de evacuações e quarentenas, e deram origem a 3689 casos e pelo menos 41 mortos só nos EUA.

Agora, com novos protocolos de segurança e muito menos passageiros a bordo, alguns navios gigantes, como o MSC Grandiosa e o Quantum of the Seas, da Royal Caribbean International, voltaram a navegar nos portos da Europa e do Sudeste Asiático. A forma como o estão a fazer – e o que os passageiros pensam – pode ajudar uma indústria de 150 mil milhões de dólares a traçar uma recuperação para 2021 e mais além.

O regresso lento dos navios

Em finais de 2020, os navios de cruzeiro ainda não estão a atracar ou a zarpar de portos nos Estados Unidos. No dia 22 de novembro, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA alertaram que “todas as pessoas deviam evitar viajar em navios de cruzeiro a nível mundial, incluindo cruzeiros fluviais, porque os riscos de COVID-19 em navios de cruzeiro é muito elevado”.

Mas na Europa e na Ásia, algumas empresas de cruzeiros retomaram as suas operações neste verão. A Hapag-Lloyd Cruises, com sede na Alemanha, foi uma das primeiras, partindo de Hamburgo a partir de julho. As novas precauções de segurança a bordo incluíam um questionário de saúde obrigatório, embarque escalonado, verificações diárias de temperatura e uma redução de passageiros em 60%.

Antes do embarque, cada passageiro – apenas residentes na Alemanha, Áustria e Suíça – teve de apresentar provas de um teste COVID-19 negativo. A empresa também instalou um laboratório de testes a bordo e contratou médicos e enfermeiros. Foram usadas máquinas de vaporização, que expelem desinfetante antiviral, para limpar cabines e zonas públicas. Até agora, após 30 viagens concluídas com mais de 4000 passageiros, não foram relatados casos de COVID-19.

Os passageiros a bordo do MSC Grandiosa devem reservar horários individuais para usar as banheiras de hidromassagem.

Fotografia de Davide Bertuccio

Esquerda: Os cinemas do navio de cruzeiro MSC Grandiosa permanecem abertos, mas os lugares são assinalados para evitar a disseminação de COVID-19.
Direita: Passageiros participam numa aula de ginástica no convés do MSC Grandiosa. As máscaras e os adesivos espaçados no chão são usados para encorajar o distanciamento social.

Fotografia de DAVIDE BERTUCCIO

Os cruzeiros Tallink Silja da Finlândia retomaram as suas viagens em maio e não há conhecimento de surtos. Antes da pandemia, esta empresa fazia cruzeiros de dois dias entre os países nórdicos; mas atualmente só faz viagens de duas horas pela região norte do Mar Báltico. A empresa preparou-se para as “novas viagens normais” instalando estações de lavagem das mãos, limitando a capacidade do navio e adicionando divisórias de fibra nas estações de atendimento aos clientes. É recomendado o uso de máscara durante o embarque e desembarque.

Outras empresas, incluindo a Royal Caribbean, MSC Cruises e Dream Cruises, exigem verificações de temperatura, uma lista de testes COVID a bordo e reservas antecipadas para os passageiros acederem à piscina e ao ginásio. Os refeitórios já não funcionam em self-service e os exercícios de segurança (treinos em protocolos de evacuação) são transmitidos nas televisões das cabines, em vez de acontecerem presencialmente. Os membros da tripulação são geralmente testados e colocados em quarentena antes de embarcarem no navio.

Experiência a bordo

Rebecca Wong foi uma das 1400 pessoas que embarcaram no navio World Dream da Dream Cruises no dia 6 de novembro, o primeiro navio a reiniciar o serviço a partir de Singapura desde a primavera. Durante o dia, Rebecca escalou uma parede artificial, jogou minigolfe e tentou aprender arco e flecha. Enquanto isso, “embaixadores de segurança” circulavam pelo navio, certificando-se de que as pessoas não se aglomeravam em grupos e lembrando aos passageiros para lavarem as mãos.

Contudo, durante a noite, Rebecca teve saudades do entretenimento ao vivo, que por enquanto está cancelado no World Dream. “Era um pouco estranho não ter música e karaoke”, disse Rebecca. “Parecia que estava tudo vazio.” Mas Rebecca também descobriu que, tirando isso, a experiência não era muito diferente do que era antes desta crise sanitária.

Victoria Balabaeva já fez mais de 50 cruzeiros, incluindo 20 em navios da MSC. A maior diferença que encontrou foi a ausência de outras pessoas. “Quase que fiquei com o navio inteiro só para mim”, disse Victoria. O MSC Grandiosa, um dos cinco maiores navios do mundo, tem capacidade para mais de 6300 passageiros. Porém, durante a pandemia, navega apenas com cerca de 60% da sua capacidade.

Passageiros do cruzeiro MSC Grandiosa desfrutam do pôr do sol durante uma viagem em outubro de 2020.

Fotografia de Davide Bertuccio

Os lugares sentados no enorme auditório do navio estão interditos e as mesas de jantar estão espaçadas para permitir o distanciamento social. “As pessoas estavam a fazer as mesmas coisas de sempre”, disse Victoria. “A comida e o entretenimento continuam a ser bons, e temos mais espaço a bordo, o que é uma vantagem.”

Muitas destas novas práticas – como o limite de passageiros ou restringir as viagens a pessoas de determinados países – estão a ser implementadas temporariamente e não são economicamente sustentáveis a longo prazo, disse Chris Gray Faust, editora da publicação online Cruise Critic. “As medidas atuais são uma forma de ajudar o setor a regressar, ao mesmo tempo que oferecem uma experiência segura e saudável”, disse Chris.

Depois de meses em isolamento em Milão, o fotógrafo italiano Davide Bertuccio ficou contente por estar perto de outras pessoas na sua viagem inaugural a bordo do MSC Grandiosa em outubro. “Ser capaz de fazer uma pausa e olhar para a imensidão do oceano durante este ano terrível fez-me sentir afortunado”, disse Davide.

No entanto, Davide receava poder contrair o vírus, pelo que evitou conversar e conviver com outros passageiros. “Ver as pessoas a terem de respeitar as regras foi a parte mais triste. Objetivamente, esta pandemia está a colocar um tom de tristeza na nossa normalidade. Nada é igual ao que era antigamente”, diz Davide.

Victoria Balabaeva (que partilha os vídeos das suas viagens no YouTube) disse que, de certa forma, se sentia mais segura no navio do que em casa, em Torino. “Todos os passageiros tiveram de passar no teste COVID-19 antes de embarcarem. Isso não acontece em terra, pelo que podemos encontrar uma pessoa infetada e que nunca foi testada em qualquer lugar público. Prefiro usar uma máscara a bordo e desfrutar da brisa do mar na varanda da minha cabine.” (Ainda assim, o longo período de incubação da COVID-19 e o facto de os testes rápidos não serem completamente fiáveis significa que um teste negativo pré-embarque se pode transformar num caso positivo no convés.)

Embora Victoria tenha sentido falta da gala de cocktails do costume, e não tenha gostado das filas lentas para o refeitório devido ao distanciamento social, divertiu-se tanto que já fez reservas para mais dois cruzeiros. Victoria não é a única pessoa desejosa de regressar ao mar: As cabines estão a esgotar em navios que retomaram a navegação na Europa e em algumas partes do Sudeste Asiático.

Passageiros com máscaras de proteção durante uma aula de dança no navio de cruzeiro MSC Grandiosa em outubro de 2020.

Fotografia de Davide Bertuccio

Durante uma viagem feita em outubro de 2020 a bordo do MSC Grandiosa, os passageiros com máscara aplaudiram a apresentação do comandante e de outros membros da tripulação.

Fotografia de Davide Bertuccio

Paragens nos portos e excursões em terra

As empresas de cruzeiros alegam que estão a criar bolhas sociais ao permitirem apenas passageiros e tripulantes que testem negativo para a COVID-19. No entanto, assim que os passageiros desembarcam para explorar qualquer cidade portuária ao longo da rota, correm o risco de invalidar estas bolhas. Para proteger a saúde dos passageiros e da comunidade local, empresas como a Royal Caribbean e a Norwegian Cruise Line estão a parar apenas em ilhas privadas (que geralmente pertencem a empresas de cruzeiros) ou abandonam por completo os portos e fazem “cruzeiros sem destino”. (Nota: Desde 2016 que os cruzeiros sem destino são proibidos nos EUA devido a questões complexas de imigração.)

Outras empresas de cruzeiros, como a MSC, tentam tornar as excursões em terra mais seguras com transportes higienizados, distanciamento social e guias que testem negativo para a COVID-19. Em alguns casos, os passageiros devem fazer um teste rápido com um resultado negativo antes de regressarem a bordo.

“De momento, não é possível reservar uma excursão independente ou explorar por conta própria a bordo de algumas empresas de cruzeiros europeias”, disse Chris Gray Faust.

Os passageiros que abandonem a excursão em grupo podem não ter permissão para regressar ao navio, disse Stewart Chiron, especialista em cruzeiros do The Cruise Guy, uma plataforma de reservas e notícias.

Quais são as outras potenciais implicações de se fazer um cruzeiro durante a COVID-19? Um país pode implementar um confinamento a nível nacional enquanto o navio está a meio do seu itinerário. Por exemplo, as empresas MSC e Costa foram forçadas a alterar as suas rotas no Mediterrâneo quando a Grécia regressou ao confinamento no dia 5 de novembro. A França e a Alemanha também estão atualmente a passar por uma segunda vaga de confinamentos parciais.

“Neste momento, navegar por entre os vários destinos que os navios de cruzeiro visitam ainda é um trabalho em andamento e um foco importante para as empresas”, disse Chris Gray Faust. “Até agora, as empresas que navegam na Europa têm feito um ótimo trabalho, mas isto exige que as empresas de cruzeiros e os passageiros sejam o mais flexíveis possível.”

Esquerda: Durante a viagem, o ecrã gigante por cima da piscina principal do MSC Grandiosa mostrava imagens do oceano e de outras paisagens.
Direita: Em outubro de 2020, as espreguiçadeiras foram espaçadas com dois metros de distância no convés do navio de cruzeiro.

Fotografia de DAVIDE BERTUCCIO

Tecnologia de cruzeiro reaproveitada para fins de segurança

Nos últimos anos, as empresas de cruzeiros investiram em novas tecnologias para otimizar as experiências dos passageiros. A Royal Caribbean dá a cada passageiro uma pulseira eletrónica que abre a porta da sua cabine, facilita as compras sem dinheiro e regista os passageiros antecipadamente para embarque. A OceanMedallion, à semelhança da Princess Cruises, permite que os passageiros localizem a sua família ou amigos no navio.

“Agora, estas mesmas tecnologias estão a ser usadas para proteger os passageiros e a tripulação durante a pandemia”, disse Chris Gray Faust. “Coisas como pulseiras eletrónicas, que foram feitas para oferecer uma experiência mais personalizada, podem agora ajudar no rastreio de contactos.” Esta tecnologia também pode ajudar a tripulação a identificar se há demasiadas pessoas reunidas num determinado lugar e incentivá-las a separarem-se.

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Para além disso, os menus de papel foram substituídos por códigos QR, que podem ser lidos pelo telemóvel, e está a ser implementado reconhecimento facial no check-in. “A experiência a bordo [é] mais contactless do que nunca”, disse Chris Gray Faust.

Algumas das tecnologias de limpeza usadas pelas indústrias de aviação e hotelaria durante a pandemia também estão a ser usadas, incluindo sistemas melhorados de filtragem de ar, dispositivos ultravioleta para higienizar as áreas comuns e cabines e estações automáticas de lavagem das mãos.

É seguro?

Apesar de todas estas precauções, o regresso dos navios de cruzeiro tem tido alguns percalços. Há relatos de pequenos surtos, incluindo 41 membros da tripulação e 21 passageiros que, no dia 31 de julho, testaram positivo no navio de cruzeiro norueguês MS Roald Amundsen, e sete passageiros que testaram positivo no Costa Diadema da Costa Cruises no dia 10 de outubro. O Quantum of the Seas confinou temporariamente 1700 passageiros nas suas cabines quando um caso foi detetado a bordo no dia 8 de dezembro, obrigando o navio a regressar mais cedo. Os cruzeiros fluviais também tiveram casos de coronavírus.

Gaivotas agraciavam o horizonte quando o MSC Grandiosa zarpou do porto de Nápoles, Itália, em outubro de 2020.

Fotografia de Davide Bertuccio

Estes casos reavivaram a memória do cenário de pesadelo que atormentou o Diamond Princess no início deste ano. Na altura com o maior foco de COVID-19 fora de Wuhan, na China, este navio de cruzeiro de luxo tinha todos os cenários de um filme de catástrofes dos anos 1970. Os passageiros ficaram em quarentena a bordo durante quase quatro semanas antes de poderem desembarcar. Quando isso aconteceu, o número de passageiros e tripulantes com testes positivos para um novo coronavírus potencialmente mortal saltou de 10 para mais de 700; mais de uma dezena de passageiros que contraíram o coronavírus morreram.

Ao todo, em maio de 2020, mais de 40 navios de cruzeiro tinham relatado casos positivos de COVID-19 entre os seus passageiros e tripulantes. “Estes navios de cruzeiro não lidaram bem com a crise”, disse o Dr. Arthur L. Reingold, chefe da divisão de epidemiologia e bioestatística da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia, em Berkeley. “Ninguém estava a prestar atenção às medidas de segurança, e é por isso que o vírus se propagou tão rapidamente.”

O SeaDream I – o primeiro navio a regressar ao mar nas Caraíbas – foi notícia quando sete passageiros e dois tripulantes testaram positivo para a COVID-19. O incidente foi atribuído à ausência de protocolos para o uso de máscara a bordo e ao facto de os passageiros não respeitarem a exigência de uma quarentena de 14 dias antes embarcarem no cruzeiro em Barbados. Para além disso, os testes baratos de antigénio usados em alguns navios de cruzeiro nem sempre são fiáveis; com falsos negativos a poderem chegar aos 50%, de acordo com a revista Science.

Mesmo com os surtos relatados, Stewart Chiron diz que se sente confiante. “Se eu tivesse a oportunidade, teria feito um cruzeiro há vários meses. Comparar os navios a uma placa de Petri é uma afirmação completamente errada.”

Stewart não está sozinho. Em novembro, quando a Royal Caribbean pediu voluntários para uma viagem simulada que visava testar os protocolos de segurança estabelecidos pelos CDC, inscreveram-se mais de 100.000 pessoas.

O epidemiologista Arthur L. Reingold continua a afirmar que, se as pessoas seguirem as medidas de segurança – distanciamento social, lavagem frequente das mãos e o uso adequado de máscara – os riscos de exposição num navio de cruzeiro são muito baixos. No entanto, Arthur adverte que “seguro é um termo relativo; nada do que fazemos na vida é absolutamente seguro”. Uma das medidas extra que Arthur sugere é evitar o convívio com estranhos em atividades de grupo e socializar apenas com o parceiro no cruzeiro ou familiares próximos.

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As notícias recentes de três vacinas potencialmente eficazes da AstraZeneca, Pfizer e Moderna foram bem recebidas pela indústria de cruzeiros. Os preços das ações da Carnival Corp., Royal Caribbean e Norwegian subiram quase 30%, e as reservas também aumentaram.

Contudo, Stewart Chiron acredita que as empresas de cruzeiros precisam de retomar as operações sem dependerem de vacinas. “Nenhuma empresa deve planear seja o que for em torno de um antídoto mágico. Existem muitas incógnitas.”

“Ter uma vacina disponível provavelmente oferece uma camada adicional de segurança e confiança para os passageiros, mas eu não ficaria surpreendida se algumas das novas medidas continuassem mesmo após a pandemia”, disse Chris Gray Faust. “Coisas como embarques escalonados e exercícios de evacuação virtuais também podem resolver alguns dos problemas anteriores. Da mesma forma, os refeitórios com serviço de mesa são encarados por muitas pessoas como sendo mais higiénicos. Se estas medidas proporcionarem uma experiência mais aprimorada e saudável, talvez permaneçam em vigor. ”

Para quando o regresso dos navios de cruzeiro dos EUA?

Quando as interdições de navegação emitidas pelos CDC expiraram no dia 31 de outubro de 2020, os operadores de cruzeiros dos EUA receberam diretrizes para navegarem de forma condicional e há requisitos para fazerem testes de COVID-19. No entanto, agora que os CDC elevaram o alerta para as viagens de cruzeiros para o Nível 4 – o mais elevado – ninguém sabe quando é que as empresas de cruzeiros dos EUA poderão retomar a navegação. A nova administração de Biden também pode querer implementar novas diretrizes.

Aconteça o que acontecer, os viajantes estão ansiosos para regressar aos mares. De acordo com uma sondagem feita recentemente aos leitores do Cruise Critic, 81% dos viajantes americanos querem fazer reservas para uma viagem de cruzeiro, e quase metade dos entrevistados já está a tentar fazer reservas, mesmo que as embarcações não possam navegar nos próximos meses. “Conclusão: Quando a indústria estiver pronta para regressar em segurança, terá passageiros prontos para zarpar”, diz Chris Gray Faust.
 

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com.

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