Aldeia Piscatória na China Foi "Engolida" Pela Vegetação

Outrora uma aldeia piscatória próspera, Houtouwan, situada na China, é hoje o destino de eleição de muitos exploradores à procura de aventura em espaços verdes.

Publicado 19/05/2018, 00:59
As Plantas Estão A Tomar Conta Desta Aldeia Piscatória Votada Ao Abandono

Situada a 64 quilómetros a sudeste de Xangai, a pequena ilha de Shengshan ergue-se no mar da China oriental. Ali, a antiga aldeia piscatória de Houtouwan surge coberta por um manto de uma vegetação luxuriante, uma sombra daquilo que foi em tempos.

Na década de 1990, a cidade acolhia cerca de 2000 pescadores e as suas famílias. Em Houtouwan, viveram-se tempos de prosperidade durante alguns anos, mas, com o tempo, o setor pesqueiro começou a sentir dificuldades em acompanhar a concorrência crescente da vizinha cidade de Xangai. Perante isto, a população dependente da atividade pesqueira acabou por emigrar para a China continental na expetativa de melhores condições de vida. Ao longo das últimas décadas, as casas foram sendo deixadas ao abandono e as plantas tomaram conta do espaço.

Dezenas de casas contemporâneas cobertas pela natureza salpicam a encosta que se eleva sobre o mar. Algumas paredes caíram ou os telhados desabaram, enquanto outras viram os seus acabamentos industriais substituídos por um manto de vegetação e gramíneas. Caminhos de terra batida serpenteiam a encosta e ligam as casas abandonadas e os vestígios daquilo que foi em tempos um porto pesqueiro ao passado comercial da aldeia. Se espreitar para o interior de algumas casas, poderá ver utensílios domésticos corroídos pelo tempo e mobiliário decrépito deixado ao abandono.

Menos de uma dúzia de pessoas vive hoje em Houtouwan, mas a pesca não é a sua fonte de rendimento. Os poucos habitantes que resistem nesta povoação encontraram uma forma de sustento alternativa, organizando visitas guiadas pelos caminhos da aldeia para uma meia dúzia de turistas, a quem vendem água, o único bem comercializado em Houtouwan.

No ano passado, Joe Nafis, videógrafo estabelecido em Xangai, visitou o local para o documentar, em parceria com outro fotógrafo. Embora, o trajeto se faça, normalmente, em cinco ou seis horas, os dois profissionais levaram 36 horas para chegar até à aldeia a partir do continente, uma vez que falharam nos horários e nos ferries que faziam as ligações a outras localidades. Assim que chegou à aldeia em ruínas, Nafis explorou o espaço desde um ângulo térreo à perspetiva de um pássaro, com recurso a um drone.

“Usar o drone para explorar a aldeia foi uma ótima ideia, uma vez que os caminhos estão em mau estado e cobertos de vegetação”, diz Nafis em declarações ao blogue de arte e design Colossal. “Algumas das construções estavam em farrapos, enquanto outras pareciam que tinham sido remodeladas. Foi tudo muito estranho.”

Partindo de Xangai, pode apanhar o autocarro ou o ferry no terminal rodoviário de Nanpu Bridge em direção à ilha de Shengshan ou à ilha de Gouqi, que, por sua vez, está ligada a Shengshan por uma ponte. Só essa viagem leva cerca de quatro horas. A partir daí, pode apanhar um táxi que o larga numa estrada perto de Houtouwan, que terá de percorrer a pé. Quando avistar um templo grande, é porque está perto. Mais 10 minutos a pé, e está na aldeia.

Os vendedores estabelecidos nas ilhas vendem marisco fresco. Como Houtouwan está praticamente despovoada, não há como pernoitar na aldeia, mas conseguirá, certamente, encontrar alojamento nas aldeias vizinhas.

INSPIRE-SE NESTAS FOTOGRAFIAS, SAIA DE CASA E EXPLORE.

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