A Emoção de Sobrevoar o Alasca num Paramotor

Chris Reynolds já voou centenas de vezes ao longo da última década e não tenciona parar tão cedo. Monday, April 30

Desde os lagos gelados e águas cristalinas à vastidão das paisagens inebriantes, o Alasca tem muito para oferecer, como por exemplo rafting

O estado mais setentrional dos Estados Unidos encerra um conjunto impressionante de atividades e formas de vida selvagem em chão firme, mas para os espíritos mais aventureiros, sem medo das alturas, o céu é o limite.

Chris Reynolds vive em Big Lake, nos arredores de Anchorage, e há quase uma década que se aventura nos céus como passatempo. Iniciou-se no kite-skiing em 2009, prendendo o corpo a uma enorme tela de tecido, que lhe permitia deslizar sobre a neve e o gelo. Atualmente, faz-se transportar pelo ar.

"O parapente tornou-se um passatempo, após me ter iniciado no kite-skiing”, explica Reynolds. “Depois do parapente, passei ao paramotor.”

Sem Limites

O paramotor integra o arnês e o propulsor de um parapente motorizado. O modelo usado por Reynolds é um paramotor com descolagem a pé e compõe-se de uma estrutura, que combina um motor, uma hélice protegida e um arnês, com assento integrado, equipado com um dispositivo de abertura rápida. O aparelho é muito leve e pode descolar diretamente do solo.

Ao contrário dos parapentes, que só podem descolar na orla de uma elevação, os paramotores podem ascender a partir de lagos gelados ou campos desertos.

Reynolds gosta de gravar os seus voos vertiginosos e publicá-los no seu canal de YouTube, que mantém ativo há anos. O vídeo em cima compila imagens de diversos voos sobre as Montanhas de Chugach realizados em 2016 e começa com uma subida sobre um lago crivado de formações de gelo no extremo do Glaciar Knik, situado a 80 quilómetros de Anchorage.

Uma câmara de fabrico artesanal segue-o ao longo do glaciar, registando a vista panorâmica das montanhas em redor e o horizonte. A dada altura, Reynolds sobrevoa o cume de uma montanha coberta de neve, registando o momento na sua perspetiva.

Cuidados a Ter em Conta

Como qualquer outro piloto, Reynolds segue uma lista de procedimentos de controlo, que verifica antes de iniciar cada voo, para se certificar de que estão asseguradas todas as condições de segurança. O depósito de combustível tem de estar atestado, e a previsão do tempo tem de ser consultada de antemão. Ventos fortes podem tornar arriscadas as condições de voo.

"É uma situação de vulnerabilidade extrema quando estás suspenso sob uma grande asa de tecido”, realça Reynolds.

Por vezes, Reynolds aventura-se, em solitário, em voos com a duração de uma hora. Outras vezes, voa lado a lado com águias e outros pássaros ou faz-se acompanhar de outros pilotos de paramotor, vindos de clubes locais.

Quando sobrevoa a baixa altitude sobre glaciares e cumes de montanhas, Reynolds consegue identificar formas de vida selvagem, como caribus, veados e alces.

"Pilotar um paramotor é, verdadeiramente, uma atividade de voo livre”, afirma Reynolds. “Podemos fazer o que nos apetecer.”

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